Resumo biográfico
Historiador, professor e curador, docente do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, na Divisão de Acervo e Curadoria e professor do Programa de Pós-Graduação em Museologia (PPGMus/USP - Interunidades). É mestre e doutor em História Social pela Universidade de São Paulo e licenciado em História pela Unesp - FCL/Assis. Foi Supervisor de Mediação e Programas Públicos no MASP, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, onde coordenou o programa MASP Professores e atuou nas curadorias de "Joseca Yanomami: Nossa Terra-Floresta" (2022), "Sheroanawe Hakihiiwe: Tudo isso somos nós" (2023), "Gran Fury: Arte não é o bastante" e "Sala de vídeo: Ventura Profana" (2024). Durante o mestrado, fez estágio de pesquisa na Biblioteca Nacional de Portugal sobre a trajetória do intelectual português e organizador da Exposição de História do Quarto Centenário de São Paulo, Jaime Cortesão. No Museu Real da África Central (Bélgica) e no Museu Internacional da Escravidão (Reino Unido), pesquisou sobre a musealização do colonialismo e da escravidão e sobre a relação entre museu e sociedade. Foi professor de História da rede municipal de São Paulo e educador do Museu Afro Brasil. É membro do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar "Ana Gertrudes de Jesus, mulher da terra: por uma história social dos grupos subalternizados no Sul Global (África Américas)", sediado na FFLCH/USP, e da Rede Brasileira de Pesquisadores de Sítios de Memória e Consciência. Tem experiência de pesquisa nas áreas de História do Brasil, Museologia e Patrimônio, História afro-brasileira e indígena, História da Arte, Historiografia e História intelectual. É associado ao Conselho Internacional de Museus (ICOM) e à Associação Nacional de História (ANPUH), sendo membro da diretoria da Seção São Paulo desta associação no biênio 2024-2026.
Indicadores
Áreas de atuação
06 registros- Ciencias HumanasHistória
- Ciencias Sociais AplicadasMuseologia
- Ciencias HumanasHistóriaHistória do Brasil
- Ciencias HumanasHistóriaHistória afro-brasileira e indígena
- Ciencias HumanasHistóriaHistória Moderna e Contemporânea
- Linguistica Letras E ArtesArtesArtes visuais
Formação acadêmica
04 registros- 2016 – 2021DoutoradoConcluídoHistória Social · Universidade de São Paulo“Caminhadas indígenas, quilombolas e afro-diaspóricas: mobilizando as políticas culturais e a produção do conhecimento por narrativas plurais da História (1988-2020)”Bolsa Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
- 2012 – 2015MestradoConcluídoHistória Social · Universidade de São Paulo“Cartografia das relações: as condições da produção intelectual e os percursos da escrita histórica de Jaime Cortesão no Brasil (1940-1957)”
- 2006 – 2009GraduaçãoConcluídoHistória · Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita FilhoOrientação: Lúcia Helena Oliveira SilvaBolsa Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
- 2003 – 2005Ensino-medio-segundo-grauConcluídoEnsino-medio-segundo-grau · EE Cesário Carlos de Almeida
Idiomas
03 registros| Idioma | Leitura | Fala | Escrita | Compreensão |
|---|---|---|---|---|
| Espanhol | Bem | Razoável | Razoável | Bem |
| Francês | Bem | Bem | Bem | Bem |
| Inglês | Bem | Razoável | Razoável | Bem |
Atuação profissional
18 registros- 2025 – presenteVínculo atualFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São PauloLivreLivre
- 2025 – presenteVínculo atualAFROASIALivreLivre
- 2025 – presenteVínculo atualHISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIALivreLivre
- 2024 – presenteVínculo atualDedicação exclusivaUniversidade de São PauloLivreServidor Publico40h/sem
- 2024 – presenteVínculo atualANAIS DO MUSEU PAULISTALivreLivre
- 2021 – 2024Museu de Arte de São Paulo Assis ChateaubriandLivreCeletista40h/sem
- 2021 – presenteVínculo atualBOLETIM DO MUSEU PARAENSE EMÍLIO GOELDI. CIÊNCIAS HUMANASLivreLivre
- 2021 – presenteVínculo atualRevista de História (USP)LivreLivre
- 2020 – presenteVínculo atualCADERNOS DO CEOMLivreLivre
- 2019 – 2020Dedicação exclusivaMusée Royal de l'Afrique CentraleLivreLivre
- 2019 – presenteVínculo atualFACES DA HISTÓRIALivreLivre
- 2018 – 2018Universidade de São PauloLivreLivre6h/sem
- 2017 – presenteVínculo atualTEMPORALIDADESLivreLivre
- 2016 – 2016Universidade de São PauloLivreLivre6h/sem
- 2014 – 2014Universidade de São PauloLivreLivre6h/sem
- 2014 – 2014Dedicação exclusivaBiblioteca Nacional de PortugalLivreLivre
- 2012 – 2018Prefeitura do Município de São PauloLivreServidor Publico30h/sem
- 2010 – 2012Museu Afro BrasilLivreLivre30h/sem
Projetos
04 registros- Em andamento2025 – presentePesquisaOutra
Museus, memórias traumáticas e reparação: instituindo um caminho de diálogo e prática
O peso das memórias traumáticas é um grande entrave para a construção de relações sociais horizontais, de uma vida social orientada pelo respeito à dignidade de todos os sujeitos e de uma democracia plena. Pela relação que estabelecem entre a memória e o poder, instituições museais exerceram um papel central no reforço a esses traumas ao perpetuar silêncios sobre as violências que foram historicamente direcionadas a populações minorizadas. Para que os museus tomem parte do cuidado com as memórias traumáticas da sociedade brasileira, o esforço primordial consiste na escuta do que as populações indígenas, negras, femininas, trabalhadoras, migrantes, dissidentes de sexo e gênero, entre outras, demandam dessas instituições. O intuito deste projeto é contribuir com o estímulo às condições para que se dê o diálogo necessário entre os museus e os agentes sociais que buscam por fóruns qualificados para abordar memórias traumáticas. Tais diálogos terão como ponto de referência seminários anuais, que serão momentos de conversa entre museu(s) e sociedade, centrados na escuta desta, fundamentais para que o Museu Paulista, seus profissionais, bem como profissionais de outros museus, possam discutir sobre os compromissos necessários para a reparação das violências do passado e do presente.
EquipeDavid William Aparecido Ribeiro (Responsável)
- Em andamento2024 – presentePesquisaPesquisa
Os "outros" da memória nacional: repensando os paradigmas de nação, de povo e de território no acervo do Museu Paulista
Dedicado a pesquisar sobre a interação entre memória oficial/nacional e memórias não-hegemônicas, este projeto é centrado na chamada Coleção Sertaneja do Museu Paulista, formada entre os anos 1920 e 1950 a partir de doações e compras vindas de diferentes contextos, de apreensões policiais a pesquisas de campo. Ela se refere ao que foi, grosso modo, categorizado como não-indígena na coleção etnográfica do Museu Paulista: o caipira, o caiçara, o caboclo, o sertanejo, o ribeirinho, entre outras categorias, recorrentemente mestiças e não-urbanas. Frequentemente posto junto às coleções afro-brasileiras, os itens entendidos como sertanejos formam um conjunto bastante heterogêneo da cultura material relativa às camadas ditas populares da sociedade brasileira, dando conta do universo doméstico, do trabalho, do lazer e das religiosidades, do que costumeiramente se definiu como folclore. A partir desta pesquisa/curadoria, espera-se compreender os caminhos dos paradigmas de nação, de povo e de território construídos e disseminados ao longo da história do Museu Paulista, bem como para elaborar, por meio da colaboração com agentes sociais relacionados a essa cultura material, outras concepções sobre esses conceitos.
EquipeDavid William Aparecido Ribeiro (Responsável)
- Concluído2019 – 2020PesquisaPesquisa
História e memória do colonialismo e da escravidão em museus: instituições, agentes e práticas em torno de temas sensíveis
O debate atual a respeito da repatriação de bens culturais pilhados no contexto do colonialismo europeu e que compõem o acervo de seus museus mais relevantes, vem ao encontro das problemáticas analisadas na pesquisa de doutorado em desenvolvimento, que trata da função desempenhada pela museologia e pelas políticas patrimoniais na sustentação de narrativas sobre povos africanos e ameríndios, levantando questões fundamentais sobre como essas instituições estão lidando com esse passado e propondo soluções para o enfrentamento de temas sensíveis. Símbolo marcante desse processo, o Museu Real da África Central (1898), que abriga uma das maiores coleções constituídas sob o signo da violência colonial belga, tem pautado importantes reflexões nesse sentido e sobre como requalificar a narrativa museológica. Fechado em 2013 para reformular-se, foi reaberto em 2018, atraindo grande atenção da comunidade museológica, interessada nas estratégias adotadas para construir uma narrativa crítica. Em um processo paralelo, novos museus têm sido organizados e fundados no início do século XXI com a proposta de discutir os legados coloniais e escravistas junto às sociedades em que se inserem. Um deles é o Museu Internacional da Escravidão, inaugurado em 2007 na zona portuária de Liverpool - local que teve papel relevante na rede que sustentou esse crime contra a Humanidade - e que desempenha uma função relevante na produção científica e na mobilização social. Por meio da análise da forma como estas instituições operam, identificando os agentes, as práticas e as redes que mobilizam, bem como as narrativas que buscam comunicar, este estágio de pesquisa visa a encontrar caminhos para o tratamento de temas históricos sensíveis no espaço público, fomentando uma discussão necessária para a superação das diversas heranças da escravidão e do colonialismo.
Financiadores- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · BOLSA
EquipeDavid William Aparecido Ribeiro, Jacky Maniacky (Responsável), Hein Vanhee
- Concluído2014 – 2014PesquisaPesquisa
Jaime Cortesão, exilado: sociabilidades, sensibilidades e produção intelectual a partir do seu arquivo pessoal
Pesquisa a partir do Espólio Jaime Cortesão com o objetivo de mapear suas redes de sociabilidade e seus percursos intelectuais ao longo do seu exílio, entre as décadas de 1920 e 1950. O levantamento documental permite compreender a formação do historiador, do cartólogo e do curador, destacando especialmente a Exposição de História de São Paulo no quadro da História do Brasil (exposição em celebração ao quarto centenário da cidade de São Paulo, em 1954) e as suas contribuições para o debate da historiografia da colonização portuguesa
Financiadores- Instituto Camões · BOLSA
- Cátedra Jaime Cortesão · BOLSA
EquipeDavid William Aparecido Ribeiro, Patricia Santos Hansen (Responsável)
Produção bibliográfica
28 registros- 2020Resistência ontem e hoje: a historicidade das lutas dos quilombos do Vale do Ribeira nas narrativas quilombolasDavid William Aparecido Ribeiro · XV Encontro Nacional de História Oral: Narrativas orais, ética e democracia · Associação Brasileira de História Oral · ISBN 2316-5219 · Belém
- 2019Quilombolas e indígenas, agentes históricos e sujeitos de direitos: políticas culturais, produção do conhecimento e cidadania no Brasil contemporâneoDavid William Aparecido Ribeiro · 30º Simpósio Nacional de História - História e o futuro da educação no Brasil · Anpuh-Brasil · ISBN 9788598711218 · Recife
- 2018Histórias de luta e resistência: mediações quilombolas e indígenas do patrimônioDavid William Aparecido Ribeiro · XIV Encontro Estadual de História (Anpuh-RS): Democracia, liberdades e utopias · Anpuh/RS · ISBN 2179-6475 · Porto Alegre
- 2017Da redução jesuítica à sagrada aldeia de pedra mbyá-guarani: uma reflexão sobre as políticas patrimoniais no Brasil a partir do caso do sítio arqueológico de São Miguel ArcanjoDavid William Aparecido Ribeiro · XXIX Simpósio Nacional de História - Contra os preconceitos: história e democracia · ANPUH; UnB · ISBN 9788598711188 · Brasília, DF
- 2016Jaime Cortesão, museólogo: história, imagem e modernidade na 'Exposição de história de São Paulo no quadro da história do Brasil' (1954-1955)David William Aparecido Ribeiro · XXIII Encontro Regional de História da ANPUH/SP: História: por que e para quem? · Assis
- 2015Conhecimento, poder e práticas sociais: Jaime Cortesão, Gilberto Freyre e a história da colonização portuguesaDavid William Aparecido Ribeiro · XXVIII Simpósio Nacional de História 'Lugares dos historiadores: velhos e novos desafios' · ANPUH · ISBN 9788598711140 · Florianópolis
- 2013Jaime Cortesão e o Brasil: Exílio, relações sociais e condições da produção intelectualDavid William Aparecido Ribeiro · XXVII Simpósio Nacional de História: Conhecimento histórico e diálogo social · ISBN 9788598711119 · Natal
- 2009Identidade e representação de um território negro paulistano: o Largo do Paissandu e a Irmandade do Rosário (1888-1908)David William Aparecido Ribeiro · X Semana da Consciência Negra: "Reflexões e lutas: construindo identidades" · Assis
- 2009A Irmandade do Rosário nas memórias de São Paulo: representações de um espaço de sociabilidade negra (1888-1908)David William Aparecido Ribeiro; Lúcia Helena Oliveira Silva · 17º Simpósio Internacional de Iniciação Científica da Universidade de São Paulo · FE-USP · ISBN 2176154 · São Paulo
- 2009Territorialidade negra urbana após a abolição: o lugar da Irmandade do Rosário na Belle Époque paulistanaDavid William Aparecido Ribeiro; Lúcia Helena Oliveira Silva · XXI Congresso de Iniciação Científica da UNESP · São José do Rio Preto
- 2008Do Rosário ao Paissandu: vida, identidade e auto-representação da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Paulo após a abolição (São Paulo: 1888-1908)David William Aparecido Ribeiro · V Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as - Pensamento negro e anti-racismo: diferenciações e percursos · UCG/ UFG/ UEG · Goiânia - GO
- 2008Do Rosário ao Paissandu: vida, identidade e auto-representação da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Paulo após a abolição (São Paulo, 1888-1908)David William Aparecido Ribeiro · XIX Encontro Regional de História da ANPUH - Seção São Paulo: Poder, violência e exclusão · Dpto. de História - FFLCH/USP · ISBN 9788598711065 · São Paulo
- 2008Do Rosário ao Paissandu: vida, identidade e auto-representação da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Paulo após a abolição (São Paulo, 1888-1908)David William Aparecido Ribeiro; Lúcia Helena Oliveira Silva · 16º Simpósio Internacional de Iniciação Científica da USP · USP · São Paulo
Produção técnica
31 registros- 2021Consultoria e articulação em rede - Quilombos no Vale do Ribeira (SISEM/SP)David William Aparecido Ribeiro · Serviço técnico especializado no âmbito do Programa de Integração ao SISEM/SP, CG 003/2017, junto às comunidades quilombolas do Vale do Ribeira
Prêmios e títulos
04 registros- 2022Prêmio História Social - Menção Honrosa para a Tese de DoutoradoPrograma de Pós Graduação em História Social - FFLCH/USP
- 2022Prêmio Tese Destaque USP - 11ª EdiçãoUniversidade de São Paulo (Pró-reitoria de Pós-graduação)
- 2017Prêmio História Social - Menção honrosa para a Dissertação de MestradoPrograma de Pós-graduação em História Social (FFLCH/USP)
- 2013Programa Nacional Biblioteca da Escola - Biblioteca do Professor para o livro Culturas africanas e afro-brasileiras em sala de aula (Fino Traço, 2012)Fundação Nacional para o Desenvolvimento da Educação - Ministério da Educação (FNDE-MEC)
