Rafael Guimarães dos Santos.
Livre · Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento
Currículo atualizado em 12/12/2025
Cita-se como: dos Santos, R.G.;Santos, R.G.;Santos, Rafael Guimarães dos;dos Santos, Rafael Guimarães;Guimarães dos Santos, Rafael;DOS SANTOS, R. G.;dos Santos, R. Guimarães;dos Santos, Rafael;DOS SANTOS, RAFAEL G;SANTOS, RAFAEL GUIMARÃES;dos Santos, Rafael G.
Resumo biográfico
Possui graduação em Biologia pelo Centro Universitário de Brasília (2005), mestrado em Psicologia pela Universidade de Brasília (2006), doutorado em Farmacologia pela Universitat Autònoma de Barcelona, Espanha (2012) e pós-doutorado pela Universidade de São Paulo (2013/2023). Atualmente é Professor Doutor no Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP). É orientador no Programa de Pós-graduação em Saúde Mental do Depto. de Neurociências e Ciências do Comportamento/FMRP-USP e pesquisador do Centro de Pesquisas em Canabinoides da FMRP-USP. É membro do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Translacional em Medicina (INCT-TM/CNPq/CAPES/FAPESP), do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Saúde Mental Digital (INCT-SMD/CNPq/CAPES), e do Projeto ENaSaM-U - Estudo Nacional de Saúde Mental nas Universidades (ReNaSaM - Rede Nacional de Saúde Mental). É co-coordenador do Phantastica Lab (Laboratório de Estudos com Alucinógenos Psicodélicos em Saúde Mental do Depto. de Neurociências e Ciências do Comportamento/FMRP-USP) e do Ápice (Ambulatório de Psiquiatria Inovadora e Experimental - Hospital das Clínicas da FMRP-USP). Tem experiência na área de Farmacologia, com ênfase em Psicofarmacologia, atuando principalmente nos seguintes temas: alucinógenos, psicodélicos, canabinoides, saúde mental.
Indicadores
Áreas de atuação
03 registros- Ciencias BiologicasFarmacologia
- Ciencias BiologicasFarmacologiaPsicofarmacologia
- Ciencias BiologicasFarmacologiaNeuropsicofarmacologia
Formação acadêmica
05 registros- 2018 – 2023Pós-DoutoradoConcluídoPós-Doutorado · Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USPBolsa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
- 2013 – 2018Pós-DoutoradoConcluídoPós-Doutorado · Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USPBolsa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
- 2006 – 2012DoutoradoConcluídoFarmacologia · Universitat Autònoma de Barcelona“Ayahuasca: physiological and subjective effects, comparison with d-amphetamine, and repeated dose assessment”Orientação: Jordi Riba
- 2005 – 2006MestradoConcluídoPsicologia (Conceito CAPES 5) · Universidade de Brasília“Efeitos da ingestão de ayahuasca em estados psicométricos relacionados ao pânico, ansiedade e depressão em membros do culto do Santo Daime”Orientação: Antonio Pedro de Mello CruzBolsa Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
- 2002 – 2005GraduaçãoConcluídoBacharelado em Biologia · Centro Universitário de BrasíliaOrientação: Julio Alejandro Vexenat
Idiomas
03 registros| Idioma | Leitura | Fala | Escrita | Compreensão |
|---|---|---|---|---|
| Inglês | Bem | Bem | Bem | Bem |
| Espanhol | Bem | Bem | Bem | Bem |
| Português | Bem | Bem | Bem | Bem |
Atuação profissional
21 registros- 2023 – presenteVínculo atualDedicação exclusivaUniversidade de São PauloProfessor DoutorServidor Publico
- 2023 – presenteVínculo atualDedicação exclusivaUniversidade de São PauloProfessor DoutorServidor Publico
- 2023 – presenteVínculo atualDedicação exclusivaUniversidade de São PauloProfessor DoutorServidor Publico
- 2023 – presenteVínculo atualDedicação exclusivaUniversidade de São PauloProfessor DoutorServidor Publico
- 2023 – presenteVínculo atualDedicação exclusivaUniversidade de São PauloProfessor DoutorServidor Publico
- 2022 – presenteVínculo atualPsychoactivesMembro de corpo editorial
- 2021 – 2021Universidad Nacional de RosarioProfessor Visitante
- 2021 – presenteVínculo atualPsychiatry and Clinical PsychopharmacologyMembro de corpo editorial
- 2020 – 2021National Science Center PolandRevisor de projeto de fomento
- 2018 – 2023Dedicação exclusivaUniversidade de São PauloProfessor ColaboradorColaborador
- 2018 – presenteVínculo atualDedicação exclusivaUniversidade de São PauloOrientadorColaborador
- 2018 – 2023Dedicação exclusivaUniversidade de São PauloPós-doutorandoBolsista
- 2017 – 2023Dedicação exclusivaUniversidade de São PauloProfessor ColaboradorColaborador
- 2017 – 2017Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão PretoProfessor ColaboradorColaborador
- 2016 – 2023Dedicação exclusivaUniversidade de São PauloProfessor ColaboradorColaborador
- 2016 – presenteVínculo atualJournal of Psychedelic StudiesMembro de corpo editorial
- 2015 – 2023Dedicação exclusivaUniversidade de São PauloProfessor ColaboradorColaborador
- 2013 – 2018Dedicação exclusivaUniversidade de São PauloPós-doutorandoBolsista
- 2012 – presenteVínculo atualInternational Center for Ethnobotanical Education, Research & ServiceAdvisory BoardColaborador
- 2006 – 2012Dedicação exclusivaUniversitat Autònoma de BarcelonaDoutorandoPós-graduando
- 2005 – 2006Dedicação exclusivaUniversidade de BrasíliaMestrandoPós-graduando
Produção bibliográfica
276 registros- 2025DMT as a potential anxiolytic: effects on zebrafish (Danio rerio) embryo-larvae development and behavior,A Oliveira; D de Oliveira; Rafael Guimarães dos Santos; HALLAK, JAIME E. · 59th Congress of the European Societies of Toxicology (EUROTOX 2025) · Athens, Greece
- 2023Análise comportamental e molecular do tratamento com Óxido Nitroso e Ayahuasca em ratos submetidos ao modelo de nado forçadoGleiciane Gontijo de Avelar; GUERRA, LORENA T. L.; Isabella C. da Silva Dias; Rafael Guimarães dos Santos; Jaime E. C. Hallak · XXXVII Reunião Anual da FeSBE · Galoá
- 2022From plant synergy to neuroplasticity: 30 years of translational ayahuasca research in BrazilRafael Guimarães dos Santos · ISN-APSN meeting 2022 · Honolulu
- 2022Can hallucinogens alter personality functioning?: results of a clinical trial involving the Pfister?s Colors Pyramids testOSÓRIO, FLÁVIA L.; Juliana Mendes Rocha; Giordano Novak Rossi; BOUSO, JOSÉ C; HALLAK, JAIME E.; Rafael Guimarães dos Santos · XXIII Congress of the International Society for the Rorschach and the Projective Methods
- 2008Apontamentos sobre o tratamento da dependência química com o uso ritual da ayahuascaBeatriz Caiuby Labate; Rafael Guimarães dos Santos; Brian Anderson; Marcelo Mercante; Paulo Cesar Ribeiro Barbosa · 1º Congresso da Abramd sobre Drogas e Dependência · São Paulo
- 2008Panorama da bibliografia sobre as religiões ayahuasqueirasBeatriz Caiuby Labate; Isabel Santana de Rose; Rafael Guimarães dos Santos · 26ª Reunião Brasileira de Antropologia · Porto Seguro
- 2006Ayahuasca e redução do uso abusivo de psicoativos: eficácia terapêutica?Rafael Guimarães dos Santos · II Simpósio Internacional sobre Religiões, Religiosidade e Culturas · Dourados
- 2004A cura religiosa no contexto de um grupo da Barquinha - uma religião ayahuasqueira brasileiraRafael Guimarães dos Santos · V Simpósio Brasileiro de Etnobiologia e Etnoecologia · Chapada dos Guimarães
- 2004Ayahuasca, estudo microbiológico da bebida e seu efeito na histomorfologia do cérebro e no comportamento de Murídeos modelados (Rattus norvegicus da linhagem Wistar)Rafael Guimarães dos Santos; Julio Alejandro Vexenat; Marisa P. Almeida · V Simpósio Brasileiro de Etnobiologia e Etnoecologia · Chapada dos Guimarães
Produção técnica
172 registros- 2024Parecerista de artigo enviado para publicação no Journal of PsychopharmacologyRafael Guimarães dos Santos
- 2023Parecerista de artigo enviado para publicação no Journal of Psychoactive DrugsRafael Guimarães dos Santos
- 2022Parecerista de artigo enviado para publicação na Expert Opinion on Drug SafetyRafael Guimarães dos Santos
- 2022Parecerista de artigo enviado para publicação na PsychopharmacologyRafael Guimarães dos Santos
- 2021Parecerista de artigo enviado para publicação no Journal of Clinical PsychopharmacologyRafael Guimarães dos Santos
- 2021Parecerista de artigo enviado para publicação no Journal of Psychoactive DrugsRafael Guimarães dos Santos
- 2020Parecerista de artigo enviado para publicação no Journal of Clinical PsychopharmacologyRafael Guimarães dos Santos
- 2020Parecerista de artigo enviado para publicação na Scientific ReportsRafael Guimarães dos Santos
- 2020Parecerista de artigos (2) enviados para publicação na Archives of Clinical PsychiatryRafael Guimarães dos Santos
- 2019Parecerista de artigo enviado para publicação no Journal of Affective DisordersRafael Guimarães dos Santos
- 2018Parecerista de artigo enviado para publicação no Journal of EthnopharmacologyRafael Guimarães dos Santos
- 2018Parecerista de artigo enviado para publicação no International Review of PsychiatryRafael Guimarães dos Santos
- 2018Parecerista de artigo enviado para publicação no Journal of Psychoactive DrugsRafael Guimarães dos Santos
- 2018Parecerista de artigo enviado para publicação no Journal of Herbal MedicineRafael Guimarães dos Santos
- 2017Parecerista de artigo enviado para publicação no Journal of Psychoactive DrugsRafael Guimarães dos Santos
- 2017Parecerista de artigo enviado para publicação na Trends in Psychiatry and PsychotherapyRafael Guimarães dos Santos
- 2017Parecerista de artigo enviado para publicação na Progress in Neuropsychopharmacology & Biological PsychiatryRafael Guimarães dos Santos
- 2017Avaliador de pôsteres no 25º SIICUSP (Simpósio Internacional de Iniciação Científica da Universidade de São Paulo)Rafael Guimarães dos Santos
- 2017Parecerista de artigos (2) enviados para publicação na Archives of Clinical PsychiatryRafael Guimarães dos Santos
- 2017Parecerista de artigo enviado para publicação na Reproductive ToxicologyRafael Guimarães dos Santos
- 2016Parecerista de artigo enviado para publicação no Therapeutic Advances in Psychopharmacology.Rafael Guimarães dos Santos
- 2016Parecerista de artigo enviado para publicação no Journal of EthnopharmacologyRafael Guimarães dos Santos
- 2016Avaliador de pôsteres no 24º SIICUSP (Simpósio Internacional de Iniciação Científica da Universidade de São Paulo)Rafael Guimarães dos Santos
- 2016Parecerista de artigos (2) enviados para publicação no Brazilian Journal of Medical and Biological ResearchRafael Guimarães dos Santos
- 2016Parecerista de artigo enviado para publicação na Revista Brasileira de FarmacognosiaRafael Guimarães dos Santos
Projetos
23 registrosProjetos de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico registrados no Currículo Lattes.
- Em andamento2025 – presentePesquisa
ENaSaM-U Estudo Nacional de Saúde Mental nas Universidades
projeto tem como objetivo geral estimar a prevalência e a incidência de transtornos de saúde mental (TSM) nas universidades públicas brasileiras. São objetivos específicos: Consolidar uma rede de pesquisa em Saúde Mental que agregue pesquisadores de todas as macrorregiões brasileiras e possa ser ampliada para o Sul-Global; Estimar a prevalência de Transtornos de Humor, Transtorno de estresse pós-traumático, Transtornos de ansiedade, Autismo, Esquizofrenia e Transtorno por uso de substâncias em uma amostra representativa dos alunos, docentes e técnicos das universidades públicas brasileiras; Estimar a incidência de Transtornos de Humor, Transtorno de estresse pós-traumático, Transtornos de ansiedade, Autismo, Esquizofrenia e Transtorno por uso de substâncias em uma amostra representativa dos alunos, docentes e técnicos das universidades públicas brasileira. Mais informações sobre o projeto em https://renasam.com.
Financiadores- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeRafael Guimarães dos Santos, HALLAK, JAIME E., Flávio Kapczinski (Responsável)
- Em andamento2025 – presentePesquisa
Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Saúde Mental Digital (INCT-SMD)
O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Saúde Mental Digital (INCT-SMD) será um agente central na transformação da assistência em saúde mental no Brasil. Entre 2011 e 2022, as taxas de suicídio no país cresceram 3,7 ao ano, com o aumento mais acentuado entre jovens de 10 a 24 anos, que tiveram alta anual de 6. Além disso, indivíduos com transtornos mentais perdem, em média, dez anos de vida produtiva em comparação à população geral. A OMS estima que uma em cada oito pessoas sofre de transtornos mentais, mas, em países emergentes, apenas uma em cada quatro das acometidas tem acesso a atendimento adequado. Essa lacuna reflete a desproporção entre a magnitude dos problemas de saúde mental e a capacidade instalada para enfrentá-los. Para abordar esses desafios, o INCT-SMD estruturará sua atuação em duas frentes. A primeira é o desenvolvimento de modelos baseados em inteligência artificial (IA) aplicados a grandes bancos de dados multicêntricos para estimar o risco de transtornos psiquiátricos, desfechos clínicos desfavoráveis, como suicídio, e incapacidade funcional. A hipótese é que a IA permitirá identificar pessoas em risco, possibilitando intervenções preventivas e tratamentos precoces, reduzindo o adoecimento, a incapacidade funcional e as mortes por suicídio. A segunda frente será a avaliação da eficácia de intervenções digitais escaláveis para tratar sintomas de saúde mental. Para superar as limitações de engajamento dessas estratégias, propõe-se um modelo híbrido com suporte humano especializado. Pioneiro no estudo da interface entre saúde mental e IA, o INCT-SMD coletará dados de centros de saúde mental de todas as regiões do país, integrando profissionais de saúde mental e da computação, bem como colaboradores internacionais nos cinco continentes. Os resultados serão integrados ao SUS, bem como ao setor privado e ao terceiro setor. Nossa rede de pesquisa, fundada em 2008, publicou 1996 artigos, registrou 22 patentes e busca a renovação do INCT.
Financiadores- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior · AUXILIO_FINANCEIRO
- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeRafael Guimarães dos Santos, HALLAK, JAIME E., Flávio Kapczinski (Responsável)
- Concluído2024 – 2025Pesquisa
Avaliação de Efeitos Dose-Dependentes de Ayahuasca na Personalidade e Funções Cognitivas de Voluntários Saudáveis: Um Estudo Duplo-Cego e Randomizado
A personalidade está relacionada com padrões de comportamentos e atitudes que são predominantes em determinado sujeito, e alguns traços de personalidade estão relacionados com a saúde mental. Por exemplo, alguns transtornos psiquiátricos como a depressão são caracterizados por mais neuroticismo e introversão. Portanto, tratamentos capazes de modificar positivamente a personalidade podem ter potencial terapêutica em transtornos mentais. A ayahuasca é um alucinógeno que já mostrou efeitos positivos em um estudo randomizado (n = 15) onde se avaliou a personalidade de voluntários saudáveis 21 dias após uma dose de 1 mL/kg de ayahuasca utilizando o NEO-FFI-R (versão curta do Inventário de Personalidade NEO PI Revisado - NEO-FFI, ou Five Factor Inventory). O NEO-FFI-R avalia os seguintes traços de personalidade: Conscienciosidade, Neuroticismo, Extroversão, Amabilidade e Abertura à Experiência. Neste estudo foi possível verificar o aumento no escore de Abertura à Experiência nesses sujeitos. Logo, é possível que a ayahuasca seja eficaz no aumento de traços positivos de personalidade, e na diminuição em aspectos negativos. Entretanto, esse aumento foi observado apenas em um dos grupos que ingeriu a ayahuasca, e em um estudo anterior randomizado e controlado com placebo (n = 15) utilizando a mesma dose (1 mL/kg) não se observou esse feito. Considerando que a discrepância entre os resultados pode estar relacionada tanto com a amostra pequena como pela dose de ayahuasca utilizada, o objetivo primário deste trabalho é analisar o efeito dose-dependente e prolongado (21 dias) de uma dose de 0,5 mL/kg, 1,0mL/kg ou 1,5 mL/kg de ayahuasca em 30 voluntários saudáveis. Ademais, considerando que o desempenho cognitivo de voluntários saudáveis após ingerir a ayahuasca nunca foi analisado em um estudo randomizado, também vamos analisar o efeito dose-dependente da ayahuasca nas funções cognitivas dos voluntários (após 4 horas, 14 e 21 dias) por meio da Escala de Inteligência Wechsler abreviada (WASI) (conhecimento verbal, processamento de informação visual, raciocínio espacial e não verbal, inteligência fluída e cristalizada) e do Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) (memória declarativa episódica, aprendizagem auditivo-verbal, índices de interferência e de retenção de informações e memória de reconhecimento). Ademais, considerando que os efeitos subjetivos e a tolerabilidade da ayahuasca em nosso laboratório nunca foram avaliados com doses diferentes de 1 mL/kg, também vamos analisar o efeito dose-dependente dessas doses de ayahuasca na subjetividade (até 4 horas) e segurança/tolerabilidade (até 21 dias) dos voluntários.
Financiadores- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP · BOLSA
- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior · BOLSA
EquipeRafael Guimarães dos Santos (Responsável), Jaime E. C. Hallak, Lorena Terene Lopes Guerra, José Augusto Silva Reis, Renan Massanobu Maekawa, Bianca Villanova, Anna Beatriz Vicentini, Caio César de Paula +2 integrantes
- Em andamento2024 – presentePesquisa
Efeitos de dose única de Ayahuasca ou Dextrocetamina no ciclo menstrual e nos sintomas pré-menstruais: um estudo randomizado e duplo-cego
O ciclo menstrual é um processo natural do corpo feminino, dividido em duas fases: folicular e lútea. Durante a fase lútea, pode ocorrer a síndrome pré-menstrual (TPM), caracterizada por sintomas como sensibilidade nas mamas, inchaço, dor de cabeça, alterações de humor, depressão, ansiedade, raiva e irritabilidade. Cerca de 17 das mulheres brasileiras sofrem de Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM), uma forma mais grave da TPM, que pode afetar a vida pessoal, social, familiar e profissional e causar sofrimento e prejuízo semelhantes aos encontrados no transtorno depressivo maior, no transtorno de pânico e no transtorno de estresse póstraumático. Os tratamentos para TDPM incluem inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) e contraceptivos orais, mas há necessidade de alternativas devido aos efeitos colaterais e à ineficácia em alguns casos. Os psicodélicos, como psilocibina, LSD, DMT (composto encontrado na ayahuasca) e mescalina, que atuam como agonistas do receptor 5-HT2A, têm ganhado destaque na última década comopossíveis tratamentos para condições psiquiátricas. Estudos recentes indicam que essas substâncias podem ter efeitos anti-inflamatórios e neuroprotetores, e potenciais benefícios no tratamento de ansiedade, depressão, dor, e outros transtornos mentais. Além desses, a cetamina, um anestésico dissociativo, também tem sido estudada no campo de transtornos mentais. Contudo, até o momento, há apenas algumas séries de casos sobre a influência dessas substâncias no ciclo menstrual e nos sintomas de TPM e TDPM. Portanto, são necessários estudos controlados para avaliar essesefeitos possíveis. O presente estudo avaliará alguns desses aspectos, após uma dose oral de ayahuasca ou cetamina, através do instrumento de rastreamento de sintomas pré-menstruais (PSST) e o questionário de sangramento menstrual, e impacto na qualidade de vida pelo questionário WHOQOL-bre de 20 mulheres, com ciclo menstrual regular, de forma randomizada e duplo-cego.
EquipeRafael Guimarães dos Santos (Responsável), Jaime E. C. Hallak, Lorena Terene Lopes Guerra, José Augusto Silva Reis, Renan Massanobu Maekawa, Bianca Villanova, Anna Beatriz Vicentini, Caio César de Paula +2 integrantes
- Em andamento2024 – presentePesquisa
Efeitos de dose única de Ayahuasca ou Dextrocetamina na percepção da imagem corporal em mulheres: um estudo randomizado e duplo-cego
A autoimagem corporal envolve múltiplos fatores e desempenha um papel crucial na autopercepção corporal, bem como impactam de forma significativa a saúde mental e física, principalmente das mulheres. Estudos sugerem que uma percepção negativa da imagem corporal pode levar ao desenvolvimento de transtornos alimentares, transtorno dismórfico corporal e outros problemas psicológicos. Além disso, a busca pelo "corpo perfeito", muitas vezes impulsionada pelas mídias, levam muitas mulheres a buscar procedimentos estéticos que podem comprometer a saúde física e mental, e em alguns casos, levar a óbito. A ayahuasca é uma bebida psicoativa utilizada há milhares de anos para fins religiosos, nas últimas décadas, vários estudos publicados comprovam seu potencial terapêutico no tratamento de alguns transtornos psiquiátricos. Já a dextrocetamina, é um anestésico dissociativo utilizado na medicina para tratamento de transtornos como a depressão. Existem evidências na literatura de que ambas substâncias apresentam um potencial terapêutico em melhorar a percepção e a consciência corporal e a qualidade de vida, promovendo uma autoimagem mais positiva. Contudo, o objetivo deste estudo é avaliar os efeitos agudos (até 4 horas) e subagudos (3-14 dias) de uma dose oral de ayahuasca ou dextrocetamina na percepção corporal e de imagem, utilizando escalas e testes específicos. A amostra será composta por um grupo de 20 mulheres, utilizando um desenho randomizado e duplo-cego para comparar os efeitos de uma dose de ayahuasca ou dextrocetamina na percepção da imagem corporal. O acompanhamento será feito entre 3 e 14 após a administração da substância usando as mesmas medidas.
EquipeRafael Guimarães dos Santos (Responsável), Jaime E C Hallak, Lorena Terene Lopes Guerra, José Augusto Silva Reis, Renan Massanobu Maekawa, Bianca Villanova, Anna Beatriz Vicentini, Caio César de Paula +2 integrantes
- Concluído2023 – 2025Pesquisa
Efeitos de dose única de ayahuasca ou dextrocetamina na dor induzida experimentalmente: um estudo randomizado e duplo-cego
A dor está associada a fatores biológicos, psicológicos e sociais, e pode ser descrita em aguda ou crônica. A incidência da dor crônica no Brasil é de aproximadamente 40. A abordagem terapêutica consiste em terapias comportamentais, exercícios terapêuticos, fármacos opioides, anti-inflamatórios esteroidais e analgésicos. O tratamento às vezes é ineficaz devido a baixa adesão do paciente. Em humanos, alguns estudos evidenciam efeitos analgésicos produzidos por alucinógenos, principalmente no âmbito da dor crônica. A cetamina é um anestésico dissociativo que também é utilizada de forma analgésica. A ayahuasca é uma bebida psicoativa utilizada para fins terapêuticos e religiosos. Existem evidências de que as #946;-carbolinas e o DMT presente na composição da ayahuasca possuem efeitos antiinflamatórios. Devido a baixa adesão e ineficácia do tratamento, o uso indiscriminado e possível transtorno por opioides, além dos efeitos anti-inflamatório e analgésico da ayahuasca, sugere-se uma nova abordagem terapêutica com a utilização da ayahuasca. Portanto, o objetivo do presente estudo será avaliar os efeitos agudos (0-4 horas) de uma dose oral de ayahuasca ou cetamina na sensibilidade (limiar e nível de tolerância) à dor induzida por estimulação térmica em voluntários saudáveis sem histórico de dor. A amostra será composta por 20 pessoas as quais receberão uma dose oral de ayahuasca (1 mL/kg) ou dextrocetamina (2 mg/kg). Para a avaliação do limiar e tolerância a dor será realizada uma indução de dor através de um estímulo térmico. Será realizado um acompanhamento afim de verificar a segurança do voluntário. Assim, ao final do dia da sessão experimental e 24 horas após a mesma, será enviada uma mensagem por celular para verificar se o voluntário está bem. Além disso, 48 horas após a sessão experimental o voluntário responderá a escala UKU.
EquipeRafael Guimarães dos Santos (Responsável), Jaime E. C. Hallak, Giordano Novak Rossi, Lucas Silva Rodrigues, Lorena Terene Lopes Guerra, José Augusto Silva Reis, Renan Massanobu Maekawa, Bianca Villanova
- Concluído2022 – 2025Pesquisa
Avaliação do reconhecimento de expressões faciais de emoções e empatia em usuários rituais de ayahuasca: um estudo transversal
A ayahuasca é um chá preparado a partir preparada da decocção prolongada do cipó Banisteriopsis caapi juntamente com as folhas do arbusto Psychotria viridis. É classificado farmacologicamente como uma substância alucinógena. O B. caapi é rico em beta-carbolinas como harmina, tetrahidroharmina (THH), harmalina, já as folhas de P. viridis são ricas em N,N-dimetiltriptamina (DMT), principal composto responsável pelos efeitos psicoativos. Estudos recentes apontam que os possíveis efeitos antidepressivos e ansiolíticos dos alucinógenos clássicos podem estar envolvidos nas modulações dos processos cognitivos, como a cognição social. Embora existam estudos controlados e observacionais avaliando os efeitos terapeuticos da ayahuasca, até o presente momento não foram realizados estudos com o objetivo de avalair os efeitos dessa substâncias em usuários de ayahuasca em contexto ritual. O presente estudo visa, através de um desenho transversal, analisar a cognição social em usuários de ayahuaca em contexto ritual utilizando a tarefa de reconhecimento de expressões faciais de emoções (REFE) e o teste de empatia multifcateda (MET). Também serão avaliados sintomas depressivos (Beck Depression Inventory- BDI) e ansiosos (Beck Anxiety Inventory- BAI).
Financiadores- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · AUXILIO_FINANCEIRO
- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior · AUXILIO_FINANCEIRO
- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeRafael Guimarães dos Santos (Responsável), Flávia de Lima Osório, Jaime E. C. Hallak, Giordano Novak Rossi, Juliana Mendes Rocha, Lucas Silva Rodrigues, Lorena Terene Lopes Guerra, José Augusto Silva Reis
- Concluído2022 – 2025Pesquisa
Efeitos de dose única de ayahuasca ou dextrocetamina em sintomas depressivos e ansiosos associado ao recém diagnóstico de câncer: um estudo simples-cego
Os pacientes com recém diagnóstico de câncer desenvolvem sintomas significativos de depressão e ansiedade, causando grande impacto psicossocial em suas vidas. Entretanto, esses sintomas não possuem um tratamento bem estabelecido. Além disso, pode haver uma piora com o diagnóstico de câncer em alguns transtornos psiquiátricos como Transtorno de Ansiedade Generalizado e Transtorno Depressivo Maior. A ayahuasca é um alucinógeno serotoninérgico que já mostrou efeitos antidepressivos e ansiolíticos em estudos clínicos após dose única, e estudos clínicos com outros alucinógenos serotoninérgicos sugerem possível efeito nos sintomas ansiosos e depressivos em pacientes oncológicos. Dessa forma, é possível que a ayahuasca seja eficaz para o tratamento da depressão e ansiedade em pacientes com recém diagnóstico de câncer. Portanto, o objetivo deste trabalho é avaliar os efeitos agudos (0-6 h) e subagudos (7-21 dias) de uma dose oral de ayahuasca nos sintomas depressivos e ansiosos em pacientes com câncer. Dez pessoas participarão de um estudo simples-cego onde receberão uma dose oral de ayahuasca (1 mL/kg). A avaliação dos efeitos agudos (0-6 h) será realizada através de aplicação de escalas de sintomas de depressão, ansiedade e desesperança, e o acompanhamento será feito 7, 14, 21 dias após a administração da substância usando as mesmas medidas.
Financiadores- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · BOLSA
- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior · BOLSA
- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · BOLSA
EquipeRafael Guimarães dos Santos (Responsável), Giordano Novak Rossi, Lucas Silva Rodrigues, Lorena Terene Lopes Guerra, José Augusto Silva Reis, Renan Massanobu Maekawa, Bianca Villanova
- Concluído2022 – 2025Pesquisa
Efeitos de dose única de ayahuasca ou dextrocetamina no transtorno de estresse pós-traumático: um estudo randomizado e duplo-cego.
O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) pode se desenvolver como consequência da formação de uma memória patológica após a exposição do indivíduo a um evento traumático. Neste transtorno ocorrem alterações de funcionamento de estruturas como o córtex pré-frontal e a amígdala, responsáveis pela formação de memórias e pelo processamento de emoções. Entretanto, os tratamentos disponíveis para o TEPT são pouco eficazes. A ayahuasca é um alucinógeno que já mostrou efeitos antidepressivos e ansiolíticos em estudos clínicos após dose única, e estudos observacionais sugerem possível efeito benéfico no TEPT, depressão, ansiedade, e abuso de substâncias. Ademais, estudos pré-clínicos sugerem que a ayahuasca pode alterar o processamento de memórias de medo. A cetamina é uma droga dissociativa que também possui efeitos antidepressivos e ansiolíticos, e estudos preliminares sugerem efeitos benéficos nos sintomas de TEPT. Dessa forma, é possível que a ayahuasca e a cetamina sejam eficazes para tratamento do TEPT e seus sintomas. Portanto, o objetivo deste trabalho é avaliar os efeitos agudos (0-6 h) e subagudos (7-21 dias) de uma dose oral de ayahuasca ou cetamina nos sintomas de TEPT na população em geral. 14 pessoas participarão de um estudo randomizado e duplo-cego onde receberão uma dose oral de ayahuasca ou cetamina. A avaliação dos efeitos agudos (0-6 h) será realizada através de aplicação de escalas de efeitos subjetivos e testes para avaliar o reconhecimento de expressões faciais e empatia. O acompanhamento será feito 7, 14, 21 dias após a administração da substância usando as mesmas medidas, além de avaliar a personalidade dos voluntários do dia 21.
Financiadores- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior · BOLSA
- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · BOLSA
- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · BOLSA
EquipeRafael Guimarães dos Santos (Responsável), Flávia de Lima Osório, Giordano Novak Rossi, HALLAK, JAIME E., Lucas Silva Rodrigues, Lorena Terene Lopes Guerra, José Augusto Silva Reis
- Concluído2020 – 2024Pesquisa
Estudo piloto de eficácia preliminar e segurança da ibogaína na desintoxicação de metadona
Este estudo tem como objetivo estudar a segurança e eficácia preliminar da ibogaína na desintoxicação de metadona. Existem dois estudos clínicos abertos e alguns estudos de caso nos quais foi observado que a ibogaína elimina ou reduz significativamente a síndrome de abstinência e o desejo de consumir opiáceos. Alguns dos pacientes desses estudos eram usuários de metadona. Este é um estudo piloto de fase II, randomizado, duplo-cego, controlado, de grupos paralelos. Serão recrutados 20 sujeitos que serão aleatoriamente designados para cada um dos dois grupos propostos (10 sujeitos por grupo). Cada indivíduo receberá um máximo de 6 doses de ibogaína divididas em 6 administrações (uma dose por administração). Para o grupo 1, cada uma das 6 doses será de 100 mg. No grupo 2, doses crescentes serão administradas, as quais serão aumentadas a uma taxa de 100 mg, de tal forma que uma dose de 100 mg será iniciada e uma dose máxima de 600 mg será terminada. Os sujeitos incluídos receberão tratamento por aproximadamente 3 meses e serão acompanhados por até seis meses (final do estudo). Além disso, a satisfação com o tratamento, o surgimento de possíveis sintomas psicopatológicos e o perfil dos efeitos colaterais da droga serão avaliados. ClinicalTrials.gov Identifier: NCT04003948
Financiadores- ICEERS Foundation · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeRafael Guimarães dos Santos, José Carlos Bouso (Responsável), HALLAK, JAIME E.
- Concluído2020 – 2024Pesquisa
Efeitos de dose única de ayahuasca em universitários com uso abusivo de álcool: um estudo simples-cego
Contexto: Ayahuasca é uma bebida alucinógena Sul-Americana rica nos alcalóides N-N- dimetiltriptamina (DMT) e #946;-carbolinas (harmina, harmalina e tetrohidroharmina). Estudos pré-clínicos e observacionais sugerem que a ayahuasca possui efeitos benéficos em indivíduos com transtornos por uso de substâncias, mas estes potenciais nunca foram avaliados em um ensaio clínico. Material e métodos: Trata-se de um estudo simples-cego, de viabilidade e segurança para avaliar os efeitos de uma dose de ayahuasca no padrão de consumo semanal de álcool (variável primária) de 11 estudantes universitários com consumo nocivo de álcool. As variáveis secundárias incluíram segurança e tolerabilidade, fissura, personalidade, ansiedade, impulsividade e autoestima. Resultados: A dose de ayahuasca produziu efeitos psicoativos significativos e foi bem tolerada (não foram observados efeitos adversos graves). Foi observada uma redução significativa no uso semanal (dias por semana) de álcool entre a 2 e 3 semanas (2,900.28 vs. 2.090.41; p < 0,05, não corrigido). Entretanto, após a correção por Bonferroni não foram notadas diferenças significativas entre os pontos. Não houve diferenças significativas para as outras variáveis. Conclusões: Uma redução significativa nos dias de consumo de álcool foi observada 2-3 semanas após a ingestão de ayahuasca, mas esse efeito não se manteve após a correção de Bonferroni. A ausência de efeitos significativos no uso de álcool e outras variáveis pode estar relacionado ao tamanho pequeno da amostra e ao leve/moderado uso de álcool da amostra no início do estudo. O presente estudo mostra a viabilidade e segurança do nosso protocolo, abrindo portas para estudos maiores e controlados.
Financiadores- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · BOLSA
- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior · BOLSA
- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · BOLSA
EquipeRafael Guimarães dos Santos (Responsável), Flávia de Lima Osório, Jaime E. C. Hallak, Giordano Novak Rossi, Lucas Silva Rodrigues, Lorena Terene Lopes Guerra, José Augusto Silva Reis
- Concluído2020 – 2025Pesquisa
Efeitos de quatro doses de ayahuasca ou dextrocetamina na Depressão Maior Resistente ao Tratamento: um estudo randomizado e duplo-cego
A depressão é um transtorno mental altamente prevalente na população mundial atual, e dadas as limitações em nosso entendimento de sua etiologia e tratamento, novas ferramentas farmacológicas têm sido investigadas por seu potencial antidepressivo. Entre essas, os alucinógenos serotoninérgicos (ou psicodélicos) e a cetamina e seus enantiômeros apresentam resultados promissores, com efeitos rápidos e de longa duração com uma ou poucas administrações. O principal princípio ativo da ayahuasca é a dimetiltriptamina (DMT), uma triptamina psicodélica que atua como agonista dos receptores serotoninérgicos 5-HT2A, da mesma forma que o LSD e a psilocibina. No caso da cetamina, embora seu uso intranasal tenha sido aprovado para o tratamento de depressão, o uso oral ainda foi pouco investigado. Dessa forma, o objetivo principal deste projeto é o de avaliar os efeitos de quatro doses de ayahuasca ou escetamina sobre os sintomas depressivos e ansioso de pacientes diagnosticados com transtorno depressivo maior. Nesse estudo randomizado e duplo-cego, 22 participantes foram aleatoriamente alocados para receber 4 doses de ayahuasca (n = 11, 1 mL/kg) com intervalo de uma semana entre as doses ou 4 doses de escetamina (n = 11, 2 mg/kg) pela via oral com o mesmo intervalo. Além das 4 sessões, os participantes também fizeram dois testes de acompanhamento na quinta e oitava semanas de participação. Nosso principal fator de avaliação foi a diferença dos escores de depressão e ansiedade dos participantes quando comparados a linha de base com o último teste de acompanhamento, 1 mês após a última sessão. Os resultados demonstraram uma queda significativa entre a linha de base e todos os outros pontos de comparação dos escores de depressão e ansiedade das 3 escalas utilizadas (BDI, BAI e HADS, todos os ps < 0,05, corrigidos). Apesar de a amostra total ter apresentado média de 4,1 tentativas de tratamento anteriores sem sucesso, observamos altas taxas de resposta ao tratamento (redução dos escores de depressão do BDI para 50 ou menos dos escores na linha de base no último acompanhamento) para o grupo ayahuasca (82) e para o grupo escetamina (45). Corroborando os resultados antidepressivos, observamos aumento significativo da qualidade subjetiva do sono e mudanças benéficas na personalidade (aumento de concienciosidade, extroversão, e abertura à experiências e queda de neuroticismo) (NEO-FFI, todos ps < 0,05, corrigidos). Além disso, as pontuações da qualidade do sono, de concienciosidade e extroversão foram inversamente correlacionadas com os escores de depressão, enquanto que o neuroticismo foi diretamente correlacionado com sintomas depressivos (todos ps < 0,05). No geral os efeitos adversos foram leves a moderados e de duração curta (CADSS, BPRS, UKU e Cardiovasculares), sendo esperados para a administração de alucinógenos em contexto clínico. Entretanto, reportamos dois eventos adversos graves incluindo uma reação dissociativa grave e aumento da ideação suicida, mas os dois ocorridos foram breves, não necessitando de medicação nem gerando prejuízo a nenhum dos participantes. Observamos também um possível efeito de habituação aos tratamentos nas escalas de efeitos subjetivos (HRS) e adversos (UKU). Em termos de intensidade da experiência psicodélica, observamos que a ayahuasca parece causar efeitos mais intensos que a escetamina nas doses avaliadas. Por fim, demonstramos o uso de tratamento ativo como comparador para ayahuasca, apresentando um protocolo com melhor qualidade de cegamento do que os anteriormente utilizados no Brasil e no mundo na pesquisa com psicodélicos. A maioria dos voluntários apresentou grande benefício em participar e os resultados corroboram achados anteriores e expandem os mesmos, demonstrando os benefícios e fatores de segurança para o uso de alucinógenos no tratamento de depressão e ansiedade.
Financiadores- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · BOLSA
- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · BOLSA
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EquipeRafael Guimarães dos Santos (Responsável), Giordano Novak Rossi, HALLAK, JAIME E., Lucas Silva Rodrigues, Lorena Terene Lopes Guerra, José Augusto Silva Reis
- Concluído2020 – 2024Pesquisa
Tolerabilidade e Eficácia da Ibogaína no Tratamento do Transtorno por uso de Álcool: Um Estudo Aberto e de Escalonamento de Doses
Atualmente, 5 da população adulta mundial apresenta algum transtorno por usode álcool (TUA), e o uso de álcool está relacionado a 3 de todas as mortes no mundo, sendoum dos principais fatores associados a diversas doenças e a mortalidade. Embora as medicaçõesatualmente utilizadas tenham certa eficácia, os efeitos adversos e o tempo relativamente longodo tratamento são fatores que podem reduzir a adesão. A ibogaína é um alcaloide alucinógenopresente no arbusto Tabernanthe iboga (iboga), originária da África Central. Estudos emanimais e séries de casos sugerem que uma ou poucas doses de ibogaína reduzem de formasignificativa a síndrome de abstinência e o padrão de uso de diversas drogas, incluindo o álcool.Entretanto, não há nenhum estudo clínico que tenha explorado estes efeitos no TUA. Objetivo:Avaliar a eficácia, segurança, tolerabilidade de diferentes doses de ibogaína em pacientesdiagnosticados com TUA. Método: Os 3 primeiros pacientes receberam doses únicas ecrescentes de ibogaína (20 a 320 mg). Os 6 seguintes voluntários receberam uma única dosede 400 mg. A variável primária foi o autorrelato semanal de uso de álcool e de uso de outrasdrogas. As variáveis secundárias incluíram aferições dos sinais vitais, eletrocardiograma(intervalo QTc), exames laboratoriais, efeitos dissociativos, sintomas psiquiátricos, efeitosadversos, efeitos psicoativos/alucinógenos, impulsividade, autoestima, fissura por álcool,ansiedade, depressão, personalidade e cognição social. Resultados: Os resultados preliminaressugerem que as doses de 20 a 400 mg produziram uma redução leve a moderada do consumode álcool e cocaína, com dois voluntários permanecendo abstinentes durante todo o estudo (até3 meses após a intervenção). Os dados sugerem que esses efeitos foram de maior magnitudecom as doses maiores de ibogaína. As doses utilizadas produziram efeitos colaterais leves emoderados, sendo bem toleradas, não havendo reações adversas graves. Os principais efeitosforam náusea, ansiedade e dificuldade de concentração. Outros efeitos relatados incluíramcefaleia, tontura, alteração da sensopercepção, mal-estar gástrico, vômito e formigamento.Alterações transitórias leves a moderadas foram observadas nos sinais vitais e ECG(taquicardia, hipertensão, aumento do intervalo QT). Os efeitos colaterais, incluindo asalterações cardiovasculares, apresentaram um padrão dose-dependente, bem como os efeitossubjetivos. A administração de ibogaína reduziu os sintomas depressivos, mas não produziumudanças evidentes nas outras variáveis. Conclusão: A ibogaína produziu efeitos positivos,mas discretos, na redução da quantidade e frequência do consumo de álcool e cocaína. Taisefeitos foram dose-dependentes, bem como os efeitos colaterais. Embora tenha sido bemtolerada, as alterações cardiovasculares observadas reforçam a necessidade de um ambientecontrolado, acompanhamento por equipe treinada e monitorização contínua no possível usoclínico da ibogaína. Estudos com amostras maiores e diferentes dosagens são necessários paraelucidar com mais rigor a relação dose/efeito da ibogaína no TUA.
Financiadores- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · AUXILIO_FINANCEIRO
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EquipeRafael Guimarães dos Santos (Responsável), José Carlos Bouso, HALLAK, JAIME E.C., Giordano Novak Rossi, Juliana Mendes Rocha, Lucas Silva Rodrigues, Lorena Terene Lopes Guerra, José Augusto Silva Reis
- Concluído2018 – 2020Pesquisa
Efeitos agudos e subagudos de dose única de ayahuasca no reconhecimento de expressões faciais: um estudo randomizado, duplo-cego e controlado com placebo
Estudos em animais e humanos sugerem que a ayahuasca possui efeitos ansiolíticos e antidepressivos, além de apresentar boa tolerabilidade. Portanto, o objetivo deste projeto é o de avaliar os efeitos de uma dose única de ayahuasca no reconhecimento de expressões faciais. Voluntários saudáveis participarão de um estudo randomizado, duplo-cego e controlado com placebo. A avaliação aguda (0-6 h) será realizada por meio da aplicação de escalas, questionários e testes (VAMS, ESS, BAI, Tarefa de Reconhecimento de Expressões Faciais). Escalas e questionários também serão aplicados aos voluntários 1, 7, 14 e 21 dias após a administração de ayahuasca ou placebo para a avaliação de possíveis efeitos subagudos.
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- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP · BOLSA
EquipeRafael Guimarães dos Santos (Responsável), Flávia de Lima Osório, Jaime E. C. Hallak, Giordano Novak Rossi, Juliana Mendes Rocha
- Concluído2018 – 2020Pesquisa
Avaliação das possíveis interações entre o canabidiol e a ayahuasca em voluntários saudáveis: um estudo randomizado, duplo-cego e controlado com placebo
A ayahuasca é uma bebida psicoativa tradicionalmente utilizada por grupos indígenas da Amazônia e também por grupos religiosos como o Santo Daime com fins rituais e terapêuticos. O principal princípio ativo da ayahuasca é a dimetiltriptamina (DMT), uma triptamina alucinógena que atua como agonista dos receptores serotoninérgicos 5-HT2A. Estudos em animais e humanos sugerem que a ayahuasca possui efeitos ansiolíticos e antidepressivos. O canabidiol (CBD) é um dos principais fitocanabinóides presente na planta da maconha. Embora os mecanismos de ação sejam pouco compreendidos, estudos básicos e clínicos demonstraram que o CBD possui efeito ansiolítico, antipsicóticos, anticonvulsivante, antioxidante e neuroprotetor, entre outros. Estudos básicos encontraram evidências de interação entre os receptores 5-HT2A e o sistema endocanabinóide. Esta interação não foi avaliada em seres humanos. Portanto, o objetivo deste projeto é o de avaliar os efeitos do CBD sobre os efeitos subjetivos, cardiovasculares e cognitivos da ayahuasca. 20 voluntários saudáveis participarão de um estudo randomizado, duplo-cego e controlado com placebo onde receberão os seguintes tratamentos: placebo ou CBD (600 mg) seguido de ayahuasca (1 mL/kg). A avaliação dos efeitos subjetivos e da cognição social será realizada por meio da aplicação de escalas e testes (VAMS, ESS, BAI, Tarefa de Reconhecimento de Expressões Faciais). Estas escalas e testes também serão aplicados 1, 7, 14 e 21 dias após a administração de ayahuasca para a avaliação de efeitos subagudos. A avaliação cardiovascular (pressão arterial e frequência cardíaca) será realizada apenas durantes os efeitos agudos da ayahuasca (0?6h).
Financiadores- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · AUXILIO_FINANCEIRO
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- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior · BOLSA
EquipeRafael Guimarães dos Santos (Responsável), Jaime E. C. Hallak, OSÓRIO, FLÁVIA L., Giordano Novak Rossi, Juliana Mendes Rocha, BOUSO, JOSÉ C
- Concluído2017 – 2017Pesquisa
Uso de diferentes solventes orgânicos na extração líquido-líquido de N,N-dimetiltriptamina das raízes de Mimosa hostilis (jurema preta)
A N,N-Dimetiltriptamina (DMT) é um alcaloide indólico presente de forma endógena em uma série de seres vivos, incluindo plantas e animais. A capacidade psicoativa da DMT é conhecida há décadas, e sua presença em bebidas utilizadas no contexto religioso ao redor do mundo (como por exemplo a ayahuasca) tem chamado crescente atenção da comunidade científica, principalmente nos últimos anos, tendo em vista os seus possíveis efeitos ansiolíticos e antidepressivos. Uma espécie de planta notável pelo seu conteúdo de DMT é Mimosa hostilis, popularmente conhecida como jurema-preta no Brasil, uma planta da família Fabaceae nativa das Américas comumente encontrada no nordeste brasileiro. Essa planta é facilmente obtida na internet em sites que a vendem legalmente no Brasil. Tendo esse contexto em vista, analisamos a extração ácido-base (líquido-líquido) de DMT a partir de cascas e entrecascas de Mimosa hostilis compradas na Internet, utilizando cinco diferentes solventes orgânicos (n-hexano, acetato de etila, clorofórmio, diclorometano e n-butanol) para separação de DMT da fase aquosa ao fim do processo, de forma a compará-los quanto a quantidade de DMT extraída. Para tanto, mediu-se a área do pico gerada pela presença de DMT na amostra analisada por espectrometria de massas acoplada a cromatografia líquida de alta performance (UPLC-MS), observando-se uma escala de maior a menor quantidade de DMT extraída em cada solvente: clorofórmio > acetato de etila > n-butanol > diclorometano > n-hexano. Além disso, constatou-se que a formação de emulsões nos primeiros quatro solventes listados e a quantidade de material extraído com etanol anidro no início do processo inviabilizam um bom rendimento. Dessa forma, conclui-se que apesar de o n-hexano ter sido o solvente com menor afinidade para a DMT (pelo fato de ter sido o solvente que extraiu a menor quantidade relativa de DMT), ele parece ser o mais indicado para essa finalidade, tendo em vista a facilidade para separá-lo da fase aquosa e pureza (avaliada pela cor) da amostra obtida. Não obstante, não se aconselha o uso de etanol para o início desse processo, e sim água acidificada.
Financiadores- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · BOLSA
EquipeRafael Guimarães dos Santos, Jaime E. C. Hallak (Responsável), Maria Eugênia Queiroz Nassur, Eduardo Crevelin, Giordano Novak Rossi
- Em andamento2017 – presentePesquisa
Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Translacional em Medicina (INCT-TM)
Embora exista uma ampla variedade de fármacos disponíveis para o tratamento de doenças neurológicas e psiquiátricas, uma parte significativa dos pacientes não se beneficia com estas drogas e muitas destas medicações produzem uma série de efeitos adversos, que acabam por reduzir a adesão ao tratamento. Considerando este contexto, se faz necessária a pesquisa de novos compostos terapêuticos, com maior eficácia e menor toxicidade. A medicina translacional se insere de maneira importante neste âmbito, ao permitir a transformação de dados provenientes de estudos básicos (in vitro e in vivo) em dados para uso clínico (estudos Fase I, II e III). Além disso, a medicina translacional é intrinsicamente multidisciplinar, favorecendo o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento biomédico, destacando-se as áreas de farmacologia e neurociências. Considerando que o Brasil não possui uma posição destacada no cenário internacional de produção científica e geração de patentes, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Translacional em Medicina (INCT-TM) foi concebido em 2008 como uma forma de nivelar esta discrepância. Para cumprir este objetivo, o Instituto congregou em sua proposta inicial (2008-2013) alguns dos mais renomados cientistas brasileiros com destacada produção internacional na área de saúde e medicina translacional. Durante a vigência anterior, produziu-se uma quantidade importante de artigos científicos, dissertações e teses, aumentando assim o número de pesquisadores qualificados nas diferentes áreas da medicina translacional em diversos centros de pesquisa do país. Também houve avanços na elaboração, validação e utilização de diversas técnicas para a avaliação do papel de biomarcadores na etiologia e tratamento de transtornos neuropsiquiátricos, como a proteômica e a transcriptômica. Finalmente, o INCT-TM gerou em sua vigência anterior uma quantidade significativa de patentes, demostrando a competência do Instituto na translação de dados básicos para uso clínico e comercial. Entretanto, boa parte dos dados gerados pelo INCT-TM continua em ativa fase de translação, sendo que alguns compostos estão em avançada fase de pesquisa para posterior uso clínico. Portanto, a presente proposta tem como objetivo utilizar tecnologia de ponta para dar continuidade às atividades previamente iniciadas pelo INCT-TM, transformando dados básicos em ferramentas terapêuticas de uso clínico com maior eficácia e menor toxicidade, proporcionando inovação e criação de novas patentes e produtos com potencial uso em transtornos neuropsiquiátricos.
Financiadores- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · AUXILIO_FINANCEIRO
- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeRafael Guimarães dos Santos, José Alexandre de Souza Crippa, Jaime E C Hallak (Responsável), João Paulo Maia-de-Oliveira, Antônio Waldo Zuardi, Francisco Silveira Guimarães, Regina Helena Costa Queiroz, Maria Eugênia Queiroz Nassur +8 integrantes
- Concluído2015 – 2019Pesquisa
Efeitos subagudos de dose única de ayahuasca em pacientes com transtorno de ansiedade social: um estudo randomizado, duplo-cego e controlado com placebo
O objetivo deste projeto foi avaliar os efeitos de uma dose única de ayahuasca em pacientes com TAS utilizando um desenho experimental randomizado, duplo-cego e controlado com placebo. A avaliação foi realizada por meio da medição de variáveis cardiovasculares (frequência cardíaca e pressão arterial) e da aplicação de escalas, questionários e testes (scala Visual Analógica de Humor [VAMS], Escala de Sintomas Somáticos [ESS], Teste de Simulação de Falar em Público/Self-statements During Public Speaking Scale [SSPS] e Tarefa de Reconhecimento de Expressões Faciais [REFE]). Escalas e questionários também serão aplicados aos voluntários 7, 14 e 21 dias após a administração de ayahuasca ou placebo. Em comparação com o placebo, a ayahuasca melhorou significativamente a autopercepção de performance da fala (SSPS) e aumentou os sintomas somáticos (ESS). Houve também uma interação tempo × grupo significativa no fator "deterioração cognitiva" da VAMS de um efeito significativo do tempo na tarefa REFE, especialmente no tempo de reação. Outras medidas não foram modificadas significativamente. A ayahuasca foi bem tolerada, produzindo principalmente náuseas, desconforto gastrointestinal e vômitos.
Financiadores- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior · BOLSA
- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeRafael Guimarães dos Santos, Flávia de Lima Osório, Jaime E. C. Hallak (Responsável), Giordano Novak Rossi, Juliana Mendes Rocha, BOUSO, JOSÉ C, Lucas Silva Rodrigues
- Concluído2015 – 2019Pesquisa
Ansiedade social e de performance musical: efeitos agudos da ocitocina e ayahuasca na voz, no reconhecimento de expressões faciais e nos sintomas clínicos e cognitivos
Três estudos distintos, de metodologia experimental, serão realizados com os seguintes objetivos específicos: a) avaliar os efeitos comportamentais, subjetivos e cognitivos (cognição social) de uma dose única de ayahuasca em sujeitos com diagnóstico de ansiedade social, em comparação a sujeitos controle sem tal diagnóstico; b) avaliar os efeitos da ansiedade na voz cantada e os efeitos agudos da ocitocina na performance e no padrão de voz de músicos durante um teste de simulação de performance musical e, c) avaliar a cognição social em músicos por meio de uma tarefa de reconhecimento de expressões faciais de emoção e testar os efeitos agudos da ocitocina, em função do nível de ansiedade de performance musical.
Financiadores- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeRafael Guimarães dos Santos, Flávia de Lima Osório, José Alexandre de Souza Crippa (Responsável), Rafael Faria Sanches, Jaime E. C. Hallak, Marcos H. N. Chagas, Lilian Neto Aguiar Ricz, Gleidy Vannesa Espitia Rojas +1 integrantes
- Concluído2013 – 2017Pesquisa
Efeito de dose única de ayahuasca em pacientes com depressão recorrente: um estudo clínico randomizado, duplo-cego e controlado com placebo
Evidências preliminares de um estudo aberto realizado pelo nosso grupo em 17 pacientes com depressão maior demonstraram redução significativa dos sintomas depressivos avaliados por duas escalas para depressão (Hamilton Depression Rating scale - HAM-D e Montgomery-Asberg Depression Rating Scale - MADRS), particularmente entre a linha de base e 1, 7 e 21 dias após a administração de dose única da ayahuasca. Embora promissoras, essas evidências devem ser consideradas com cautela, devido às limitações intrínsecas de estudos exploratórios, como por exemplo a falta de um grupo controle e a ausência de tratamento com placebo. Para resolver este problema, realizamos um estudo paralelo, duplo-cego, aleatorizado e controlado com placebo, em 35 pacientes com depressão maior refratária. Medimos como resultado primário a alteração na HAM-D sete dias após a administração de ayahuasca ou placebo, e como resultados secundários as alterações na MADRS e as taxas de resposta nos dias 1 (D1), 2 (D2) e 7 (D7) após o dia experimental, e também as taxas de remissão no D7. Observamos evidência robusta de efeitos antidepressivos rápidos de uma única dose de ayahuasca quando comparado ao placebo. Os escores da HAM-D no D7 foram significativamente menores nos pacientes tratados com ayahuasca do que nos tratados com placebo. Os escores da MADRS foram significativamente reduzidos no grupo que recebeu ayahuasca em comparação com o grupo que recebeu placebo de D1 a D7. As taxas de resposta foram altas para ambos os grupos em D1 e D2, sendo significativamente maiores no grupo que recebeu ayahuasca no D7
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- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeRafael Guimarães dos Santos, Jordi Riba, Draulio Barros de Araujo (Responsável), Flávia de Lima Osório, Rafael Faria Sanches, João Paulo Maia-de-Oliveira, Fernanda Palhano-Fontes, Dayanna Barreto +15 integrantes
- Concluído2010 – 2015Pesquisa
Efeito de dose única de ayahuasca em pacientes com depressão recorrente: um estudo clínico piloto e aberto
Um estudo preliminar procurou avaliar os efeitos de uma única dose de ayahuasca (2,2 ml / kg) em seis voluntários com um episódio depressivo atual em um ensaio aberto conduzido em uma unidade psiquiátrica de internação. Observaram-se reduções estatisticamente significativas de até 82% nos sintomas depressivos entre os valores basais e 1, 7 e 21 dias após a administração da ayahuasca, conforme medido pela Hamilton Rating Scale for Depression (HAM-D), pela Montgomery-Åsberg Depression Rating Scale (MADRS), e pela subescala Anxious-Depression da Brief Psychiatric Rating Scale (BPRS). No estudo final, avaliamos os potenciais antidepressivos da ayahuasca em uma amostra maior e investigamos seus efeitos no fluxo sanguíneo cerebral regional (SPECT). 17 pacientes receberam a mesma dose oral de ayahuasca e foram avaliados com as mesmas escalas. A perfusão sanguínea foi avaliada oito horas após a administração de ayahausca. A administração de ayahuasca foi associada a reduções significativas nas escalas relacionadas à depressão (HAM-D, MADRS, BPRS) de 80 min ao dia 21. Observou-se também aumento da perfusão sanguínea no núcleo accumbens esquerdo, na insula direita e na área subgenual esquerda, regiões cerebrais implicadas na regulação do humor e das emoções. A ayahuasca foi bem tolerada. O vômito foi o único efeito adverso registrado, sendo relatado por 47% dos voluntários. Nossos resultados sugerem que a ayahuasca pode ter propriedades antidepressivas de ação rápida e sustentada. Estes resultados devem ser replicados em ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos, controlados com placebo.
Financiadores- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior · BOLSA
EquipeRafael Guimarães dos Santos, Jordi Riba, Draulio Barros de Araujo, Flávia de Lima Osório, José Alexandre de Souza Crippa, Rafael Faria Sanches, Ligia R. H. Macedo, João Paulo Maia-de-Oliveira +2 integrantes
- Concluído2006 – 2012Pesquisa
Ayahuasca: efeitos fisiológicos e subjetivos, comparação com d-anfetamina e avaliação de doses consecutivas
Dois estudos clínicos foram conduzidos para caracterizar a farmacologia humana da ayahuasca. No estudo 1, exploramos: a) o impacto fisiológico da administração aguda da ayahuasca em termos de efeitos autonômicos e neuroendócrinos; e b) os efeitos potenciais da ayahuasca sobre a imunidade. No estudo 2, avaliamos a farmacologia de duas doses consecutivas de ayahuasca e a possível ocorrência de tolerância ou sensibilização. Ambos os estudos foram conduzidos em jovens voluntários saudáveis ​​com experiência no uso de psicodélicos, utilizando uma formulação encapsulada liofilizada de ayahuasca administrada de acordo com um delineamento duplo-cego randomizado. No estudo 1, comparou-se uma dose de ayahuasca equivalente a 1,0 mg de DMT / kg de peso corporal versus um placebo e um controle positivo (20 mg de d-anfetamina) em 10 voluntários. Os efeitos autonômicos, neuroendócrinos e imunológicos foram medidos e também as concentrações sanguíneas de DMT, efeitos subjetivos e neurofisiológicos (variáveis ​​secundárias). A ayahuasca aumentou os níveis plasmáticos de DMT ​​e induziu efeitos subjetivos e neurofisiológicos distintos aos da anfetamina. Ambos os fármacos aumentaram o diâmetro pupilar, mas a ayahuasca mostrou efeitos mais intensos. Os níveis de prolactina foram significativamente aumentados pela ayahuasca, mas não pela anfetamina; enquanto o cortisol foi aumentado por ambos as substâncias, com a ayahuasca produzindo maiores aumentos. Ayahuasca e anfetamina induziram modificações semelhantes em subpopulações de linfócitos. Os níveis de CD4 e CD3 diminuíram e os de células NK aumentaram. As alterações máximas ocorreram por volta das 2 horas após a administração da ayahausca, retornando aos níveis basais 24 horas depois. Em conclusão, a ayahuasca apresentou efeitos simpaticomiméticos moderados, estimulação neuroendócrina significativa e um efeito temporário na imunidade. No estudo 2, nove voluntários receberam as duas seguintes combinações de tratamento com pelo menos uma semana de intervalo: a) um placebo de lactose e 4 horas mais tarde uma dose de ayahuasca; e b) duas doses de ayahuasca separadas por 4 horas de intervalo. Todas as doses de ayahuasca foram equivalentes a 0,75 mg de DMT / kg de peso corporal. Avaliaram-se as medidas subjetivas, neurofisiológicas, cardiovasculares, autonômicas, neuroendócrinas e de imunidade. As concentrações plasmáticas de DMT, pontuações nas variáveis ​​subjetivas e neurofisiológicas, e os níveis de prolactina e cortisol foram significativamente maiores após duas doses consecutivas. Quando os efeitos foram normalizados pelas concentrações plasmáticas de DMT, não foram observadas diferenças quanto a efeitos subjetivos, neurofisiológicos, autonômicos ou imunológicos. No entanto, observamos uma tendência à redução da pressão arterial sistólica e da frequência cardíaca, e uma diminuição significativa para o hormônio do crescimento após a segunda dose. Em conclusão, enquanto não houve tolerância ou sensibilização clara na esfera psicológica ou na maioria das variáveis ​​fisiológicas, observou-se uma tendência para diminuir a ativação cardiovascular, juntamente com uma tolerância significativa à secreção de hormônio do crescimento.
EquipeRafael Guimarães dos Santos, Jordi Riba (Responsável), Manel J. Barbanoj, Marta Valle, José Carlos Bouso, Josep F. Nomdedéu, José Rodríguez-Espinosa, Ethan H. McIlhenny +4 integrantes
- Concluído2005 – 2006Pesquisa
Efeitos da ingestão de ayahuasca em estados psicométricos relacionados ao pânico, ansiedade e depressão em membros do culto do Santo Daime
A utilização da ayahuasca, cujo uso religioso é legitimado juridicamente no Brasil desde 1986, vem crescendo nos centros urbanos nas últimas décadas. A despeito desta difusão, pouso se sabe sobre seus efeitos nos estados emocionais. O presente estudo investigou possíveis alterações na expressão de ansiedade, depressão e pânico em membros de uma igreja do culto do Santo Daime nos arredores de Brasília, DF. Foram aplicados questionários padronizados para avaliações de ansiedade-estado (IDATE-estado), ansiedade-traço (IDATE-traço), pânico (ESA-R) e depressão (BHS) em indivíduos que faziam uso ritual desta bebida há pelo menos 10 anos consecutivos. O estudo foi conduzido na própria igreja em nove membros do culto selecionados mediante aceitação de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os questionários foram aplicados 1 h após a ingestão do psicoativo e foi utilizado o método duplo-cego com placebo. Sob efeito da ayahuasca, os participantes exibiram estados atenuados de sinais psicométricos agudos relacionados ao pânico e à depressão. A ingestão da bebida não alterou o estado ou o traço de ansiedade avaliados pelo IDATE. Os resultados são discutidos em termos da possível utilização terapêutica da ayahuasca no pânico e na depressão
Financiadores- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · BOLSA
EquipeRafael Guimarães dos Santos, Vitor Motta, Antônio Pedro M Cruz (Responsável), Jesus Landeira-Fernandez
Orientações
- Mestrado
desde 2025Caroline Carvalho Gomes · OrientaçãoEfeitos de dose única de ayahuasca ou dextrocetamina na percepção da imagem corporal em mulheres: um estudo randomizado e duplo-cego · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental e Ciências do Comportamento · Universidade de São PauloEm andamento - Mestrado
desde 2025Taini Bellucci · OrientaçãoEfeitos de dose única de Ayahuasca ou Dextrocetamina no ciclo menstrual e nos sintomas pré-menstruais: um estudo randomizado e duplo-cego · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental e Ciências do Comportamento · Universidade de São PauloEm andamento - Iniciação Científica
desde 2025Vitor de Lima Hallak · OrientaçãoEfeitos do canabigerol em um modelo animal de depressão · Ciências Biológicas · Centro Universitário Barão de Mauá - Jardim PaulistaEm andamento - Mestrado
desde 2024Anna Beatriz Vicentini Zacharias · OrientaçãoAvaliação de Efeitos Dose-Dependentes de Ayahuasca na Personalidade de Voluntários Saudáveis: Um Estudo Duplo-Cego e Randomizado · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental e Ciências do Comportamento · Universidade de São Paulo · Bolsa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorEm andamento - Mestrado
desde 2024Caio César de Paula · OrientaçãoAvaliação de Efeitos Dose-Dependentes de Ayahuasca nas Funções Cognitivas de Voluntários Saudáveis: Um Estudo Duplo-Cego e Randomizado · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental e Ciências do Comportamento · Universidade de São Paulo · Bolsa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorEm andamento - Mestrado
desde 2023Bianca Villanova · OrientaçãoEfeitos de dose única de ayahuasca ou dextrocetamina na dor induzida experimentalmente: um estudo randomizado e duplo-cego · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental e Ciências do Comportamento · Universidade de São Paulo · Bolsa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorEm andamento - Mestrado
desde 2022Renan Massanobu Maekawa · OrientaçãoEfeitos de dose única de ayahuasca ou dextrocetamina em sintomas depressivos e ansiosos associado ao recém diagnóstico de Câncer: um estudo randomizado e duplo-cego · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental e Ciências do Comportamento · Universidade de São Paulo · Bolsa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorEm andamento - Doutorado
desde 2022José Augusto Silva Reis · OrientaçãoEfeitos de quatro doses de ayahuasca ou dextrocetamina na cognição social em pacientes com depressão maior resistente ao tratamento: um estudo randomizado e duplo-cego. · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental e Ciências do Comportamento · Universidade de São Paulo · Bolsa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorEm andamento - Doutorado
desde 2022Lorena Terene Lopes Guerra · OrientaçãoEfeitos de dose única de ayahuasca ou dextrocetamina no transtorno de estresse pós-traumático: um estudo randomizado e duplo-cego · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental e Ciências do Comportamento · Universidade de São Paulo · Bolsa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorEm andamento
Bancas julgadoras
28 registros- 2025Lucas Silva RodriguesEfeitos de dose única de ayahuasca em universitários com uso abusivo de álcool: um estudo simples-cego · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental e Ciências do Comportamento · Universidade de São PauloBanca: Rafael Guimarães dos Santos, Luiz Jorge Pedrão, Cristiano ChavesMestrado
- 2025Juliana Mendes RochaTolerabilidade e eficácia da ibogaína no tratamento do transtorno por uso de álcool: um estudo aberto e de escalonamento de doses · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental · Universidade de São PauloBanca: Rafael Guimarães dos Santos, Marcos Hortes Nisihara Chagas, Clarissa Mendonça Corradi Webster, Natália Priolli Jora PegoraroDoutorado
- 2025Caio César de PaulaAvaliação de efeitos dose-dependentes de ayahuasca nas funções cognitivas de voluntários saudáveis: um estudo duplo-cego e randomizado · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental e Ciências do Comportamento · Universidade de São PauloBanca: João Paulo Machado-de-Sousa, Jaime E. C. Hallak, Rafael Guimarães dos SantosExame de qualificação de mestrado
- 2025Anna Beatriz Vicentini ZachariasAvaliação de efeitos dose-dependentes de ayahuasca na personalidade de voluntários saudáveis: um estudo duplo-cego e randomizado · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental e Ciências do Comportamento · Universidade de São PauloBanca: João Paulo Machado-de-Sousa, Jaime E. C. Hallak, Rafael Guimarães dos SantosExame de qualificação de mestrado
- 2025Membro da Comissão de Seleção do Processo Seletivo de Candidatos à Pós-Graduação em Saúde Mental da FMRP-USP para ingresso no 2º. Semestre de 2025· Universidade de São PauloBanca: Rafael Guimarães dos Santos, Flávia de Lima Osório, HALLAK, JAIME E., Marcos Hortes Nisihara Chagas, Sonia LoureiroOutra
- 2024Alana Sueli dos SantosEfeitos da Ayahuasca sobre os processos da memória de medo · Pós-Graduação em Ciências - Bioquímica · Universidade Federal do ParanáBanca: PAULA SANTANA LUNARDI, LYVIA LINTZMAIER PETIz, Rafael Guimarães dos SantosMestrado
- 2024Rebeca Mendes de Paula PessoaEfeitos do canabidiol nos sintomas comportamentais e psicológicos da demência vascular: um estudo randomizado, duplo-cego e controlado com placebo · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental e Ciências do Comportamento · Universidade de São PauloBanca: Marcos N. Hortes Chagas, Antônio Waldo Zuardi, Rafael Guimarães dos SantosDoutorado
- 2024Renan Massanobu MaekawaEfeito de dose única de Ayahuasca em sintomas depressivos e ansiosos associados ao diagnóstico de câncer: um estudo simples-cego · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental e Ciências do Comportamento · Universidade de São PauloBanca: Jaime E. C. Hallak, João Paulo Machado-de-Sousa, Rafael Guimarães dos SantosExame de qualificação de mestrado
- 2024Membro da Comissão de Seleção do Processo Seletivo de Candidatos à Pós-Graduação em Saúde Mental da FMRP-USP para ingresso no 2º. Semestre de 2024· Universidade de São PauloBanca: Rafael Guimarães dos Santos, OSÓRIO, FLÁVIA L., Sonia Loureiro, Marcos N. Hortes Chagas, GASPARDO, CLAUDIA MARIAOutra
- 2023Giordano Novak RossiEfeitos de quatro doses de Ayahuasca ou Dextrocetamina na depressão maior: um estudo randomizado e duplo-cego · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental · Universidade de São PauloBanca: João Paulo Machado-de-Sousa, HALLAK, JAIME E., Rafael Guimarães dos SantosExame de qualificação de doutorado
- 2023Érica Dayanne Meireles LeitePrevalência da síndrome das pernas inquietas e a relação com anemia ferropriva em idosos com demência · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental · Universidade de São PauloBanca: Marcos N. Hortes Chagas, Rafael Guimarães dos Santos, Clarissa Lin YasudaExame de qualificação de mestrado
- 2023Lucas Silva RodriguesEfeitos da dose única de Ayahuasca em universitários com o uso abusivo de álcool: um estudo simples-cego · Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental · Universidade de São PauloBanca: João Paulo Machado-de-Sousa, HALLAK, JAIME E., Rafael Guimarães dos SantosExame de qualificação de mestrado
- 2023Anna Beatriz Vicentini ZachariasEfeitos de ayahuasca ou dextrocetamina na depressão maior: uma análise qualitativa dos relatos subjetivos · Psicologia · Universidade de São PauloBanca: Rafael Guimarães dos Santos, Andreia Schmidt, Regina Helena Lima CaldanaGraduação
- 2022Margareth de Brito NogueiraDos efeitos ansiolíticos da 5-MeO-DMT no cérebro e comportamento do camundongo · Programa de Pós-graduação em Neurociências · Universidade Federal do Rio Grande do NorteBanca: Richardson Naves Leão, Emelie Katarina Svahn Leão, Diego Andres Laplagne, Elaine Cristina Gavioli, Olavo Bohrer Amaral, Rafael Guimarães dos SantosDoutorado
- 2022Ana Paula Silva CampgnoliSubjective time under altered states of consciousness in ayahuasca users in shamanistic rituals involving music · Programa de Pós-Graduação em Psicobiologia · Universidade de São PauloBanca: José Francisco Miguel Henriques Bairrão, Marcelo Salvador Caetano, Rafael Guimarães dos SantosExame de qualificação de doutorado
- 2022Fernando Figueiredo MeccaMarcadores eletrofisiológicos de antidepressivos · Programa de Pós-Graduação em Medicina (NEUROLOGIA) · Universidade de São PauloBanca: Norberto Garcia Cairasco, Claudia Maria Padovan, Rafael Guimarães dos SantosExame de qualificação de doutorado
- 2022Membro da Comissão de Seleção do Processo Seletivo de Candidatos à Pós-Graduação em Saúde Mental da FMRP-USP para ingresso no 2º. Semestre de 2022· Universidade de São PauloBanca: Rafael Guimarães dos Santos, Sonia Loureiro, OSÓRIO, FLÁVIA L.Outra
- 2021Isadora Lopes CortezTratamento com HU-910, um agonista de receptores CB2, reverte alterações comportamentais em um modelo de esquizofrenia baseado no antagonismo de receptores NMDA · Programa de Pós-Graduação em Farmacologia · Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São PauloBanca: Francisco Silveira Guimarães, Vanessa Costhek Abílio, Rafael Guimarães dos SantosMestrado
- 2021Pedro Santana Sales LauriaCaracterização das propriedades antinociceptivas da ayahuasca · Programa de Pós-Graduação em Farmácia · Universidade Federal da BahiaBanca: Daniel Pereira Bezerra, Tiago Arruda Sanchez, Rafael Guimarães dos SantosExame de qualificação de doutorado
- 2020Giordano Novak RossiAvaliação das possíveis interações entre o canabidiol e a ayahuasca em voluntários saudáveis: um estudo randomizado, duplo-cego e controlado com placebo · Programa de Pós-graduação em Saúde Mental · Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USPBanca: Rafael Faria Sanches, Sergio Sheiji Fukusima, Rafael Guimarães dos SantosMestrado
- 2020Arilton Martins FonsecaA influência do consumo da ayahuasca em contexto ritual na cognição, temperamento e religiosidade: uma comparação entre usuários experientes e iniciantes do Centro Luz Divina, Piedade - SP · BIOLOGIA QUÍMICA · Universidade Federal de São PauloBanca: Monica Marques Telles, Teresa Helena S Ferreira, Rafael Guimarães dos SantosExame de qualificação de doutorado
- 2020Giordano Novak RossiAvaliação das possíveis interações entre o canabidiol e a ayahuasca em voluntários saudáveis: um estudo randomizado, duplo-cego e controlado com placebo · Programa de Pós-graduação em Saúde Mental · Universidade de São PauloBanca: HALLAK, JAIME E., João Paulo Machado-de-Sousa, Rafael Guimarães dos SantosExame de qualificação de mestrado
- 2020Membro da Comissão de Seleção do Processo Seletivo de Candidatos à Pós-Graduação em Saúde Mental da FMRP-USP para ingresso no 1º. Semestre de 2021· Universidade de São PauloBanca: OSÓRIO, FLÁVIA L., HALLAK, JAIME E., Rafael Guimarães dos SantosOutra
- 2018Sthephanie Martins de FariaEfeitos da administração aguda de canabidiol na ansiedade e nos tremores induzidos pelo teste de simulação de falar em público em pacientes com doença de Parkinson · Programa de Pós-graduação em Saúde Mental · Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USPBanca: Marcos N. Hortes Chagas, João Paulo Machado-de-Sousa, Rafael Guimarães dos SantosExame de qualificação de mestrado
- 2018Tamires Amabile Valim BriganteAvaliação de toxicidade de psicofármacos com potencial terapêutico · Programa de Pós-graduação em Toxicologia · Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USPBanca: Antonio Cardozo dos Santos, Lilian Cristina Pereira, Rafael Guimarães dos SantosExame de qualificação de doutorado
Revisor de periódico
24 registros- 2024 – 2024JOURNAL OF PSYCHOPHARMACOLOGYRevisor de periódico
- 2022 – 2022PSYCHOPHARMACOLOGYRevisor de periódico
- 2020 – 2020JOURNAL OF CLINICAL PSYCHOPHARMACOLOGYRevisor de periódico
- 2020 – 2020Scientific ReportsRevisor de periódico
- 2019 – 2019JOURNAL OF AFFECTIVE DISORDERSRevisor de periódico
- 2018 – 2018International Review of PsychiatryRevisor de periódico
- 2018 – 2018Journal of Herbal MedicineRevisor de periódico
- 2017 – 2017Trends in Psychiatry and PsychotherapyRevisor de periódico
- 2017 – 2017Progress in Neuropsychopharmacology & Biological PsychiatryRevisor de periódico
- 2017 – 2017ARCHIVES OF CLINICAL PSYCHIATRY (SÃO PAULO)Revisor de periódico
- 2017 – 2017REPRODUCTIVE TOXICOLOGYRevisor de periódico
- 2016 – presenteVínculo atualTherapeutic Advances in PsychopharmacologyRevisor de periódico
- 2016 – 2016Brazilian journal of medical and biological researchRevisor de periódico
- 2016 – 2016Revista Brasileira de Farmacognosia (Impresso)Revisor de periódico
- 2015 – 2015Behavioural Processes (Print)Revisor de periódico
- 2015 – 2015Revista da Abordagem Gestáltica (Impresso)Revisor de periódico
- 2015 – 2015Phytotherapy Research (Online)Revisor de periódico
- 2014 – 2014UNOPAR Científica. Ciências Biológicas e da SaúdeRevisor de periódico
- 2014 – 2014Acta Medica AcademicaRevisor de periódico
- 2014 – 2014Acta Neurologica ScandinavicaRevisor de periódico
- 2013 – 2013Journal of Psychoactive DrugsRevisor de periódico
- 2013 – 2013Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine (Print)Revisor de periódico
- 2012 – 2012BIOANALYSISRevisor de periódico
- 2010 – 2012Journal of EthnopharmacologyRevisor de periódico
Prêmios e títulos
01 registro- 2012Reconhecimento de alto nível acadêmico, "cum laude", outorgado à Tese de DoutoradoDepartament de Farmacologia, Terapèutica i Toxicologia, Universitat Autònoma de Barcelona
Participação em eventos
130 registros- 2025Ayahuasca and mental health: results from recent clinical trialsPsychedelic Science 2025 · Conferencista · Convidado
- 2025Pautas de preparación en la administración de ayahuasca e ibogaína en el contexto clínicoFuertedélica: IV Congreso Internacional sobre Salud Mental y Psicoterapia Asistida con Psicodélicos · Conferencista · Convidado
- 2025Potenciais Usos do canabidiol (CBD) em Saúde MentalI Congresso sobre o Uso Terapêutico da Cannabis sativa L. ?Prof. Dr. Elisaldo Luiz de Araújo Carlini? (COTECANN) · Conferencista · Convidado
- 2025Tolerability and efficacy of ibogaine in the treatment of alcohol use disorder: an open-label, dose-escalation studyPsychedelic Science 2025 · Conferencista · Convidado
- 2025The antidepressant potential of ayahuasca: from preclinical studies to clinical trials57th Brazilian Congress of Pharmacology and Experimental Therapeutics · Conferencista · Convidado
- 2025Uso de psicodélicos na prática clínica?XVII Congresso Gaúcho de Psiquiatria · Conferencista · Convidado
- 2025Investigation of ayahuasca and ibogaine in the treatment of alcohol use disorders in BrazilCongrès International d?Addictologie de l?ALBATROS · Conferencista · Convidado
- 2025Perfil de seguridad y eficacia clínica de la ayahuascaSimposio Internacional ?Reducción del riesgo en el uso de la ayahuasca en contextos tradicionales y urbanos? · Conferencista · Convidado
- 2025Ensayos Clínicos con Ayahuasca en BrasilDiplomado virtual: Psicodélicos y salud · Conferencista · Convidado
- 2024Alucinógenos en salud mental: de la investigación básica a los estudios clínicosFuertedélica 2024: Congreso Internacional sobre Salud Mental y Psicoterapia Asistida con Psicodélicos · Conferencista · Convidado
- 2024Evidências acerca do uso terapêutico de cannabis e derivadosSeminário Internacional sobre Regulamentação da Produção, Distribuição e Uso Terapêutico da Cannabis no Brasil · Conferencista · Convidado
- 2024Psicodélicos em Saúde Mental: Canabinóides e AlucinógenosSimpósio Psicodélicos em Saúde Mental: Canabinóides e Alucinógenos · Conferencista · Convidado
- 2024Psychedelics and social cognitionPsychedelic Research Symposium · Conferencista · Convidado
- 2024II Encontro Nacional dos Programas de Pós-Graduação de PsiquiatriaOuvinte
- 2024Histórico Sociocultural do Uso dos Alucinógenos como Alternativas TerapêuticasIV Curso de Verão do Programa de Pós Graduação em Saúde Mental · Conferencista · Convidado
- 2024Ensayos Clínicos con Ayahuasca en BrasilDiplomado virtual: Psicodélicos y salud · Conferencista · Convidado
- 2024Uso de Alucinógenos em Saúde Mental? Evidências e LimitaçõesIII Jornada de Saúde Mental · Conferencista · Convidado
- 2023Ensayos Clínicos con Ayahuasca y Canabidiol en Brasil2do Congreso Internacional del Uso Médico de Cannabis y Enteogenos · Conferencista · Convidado
- 2023I Encontro Nacional dos Programas de Pós-Graduação de PsiquiatriaOuvinte
- 2023Uma colher de Chá para meu tratamento31º Simpósio Bairral de Psiquiatria · Conferencista · Convidado
- 2023Psychedelics in the Global South: AyahuascaPsychedelics in the Global South · Conferencista · Convidado
- 2023O uso de alucinógenos em Saúde Mental9º Curso de Inverno em Neurociências FMRP-USP · Conferencista · Convidado
- 2022Psicodélicos e psicoterapiaVII Congresso Clínica Psiquiátrica · Conferencista · Convidado
- 2022From plant synergy to neuroplasticity: 30 years of translational ayahuasca research in BrazilReunião bianual da International Society for Neurochemistry (ISN) and the Asian-Pacific Society for Neurochemistry (APSN) · Conferencista · Convidado
- 2022Ibogaine in the Treatment of Substance Use Disorders33rd CINP Hybrid World Congress of Neuropsychopharmacology · Conferencista · Convidado
Formação complementar
01 registroCoautorias
26 coautores- 135 obras
- 40 obras
- 31 obras
- 15 obras
- 9 obras
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- 2 obras
Na imprensa
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