Eugênio Bucci.
Livre · Departamento de Informação e Cultura
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- Departamento de Informação e Cultura
Currículo atualizado em 08/12/2025
Cita-se como: BUCCI, E.;BUCCI, EUGÊNIO;BUCCI, EUGENIO
Resumo biográfico
Professor Titular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Superintendente de Comunicação Social da USP, é membro da Academia Paulista de Letras, do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, do Conselho Deliberativo do Instituto Vladimir Herzog e do Conselho Editorial da revista Interesse Nacional (ISSN 1982-8497), entre outros. Escreve quinzenalmente na seção Espaço Aberto do jornal "O Estado de S. Paulo". Foi Coordenador Acadêmico da Cátedra Oscar Sala (IEA-USP) entre 2020 e 2023. Em 2024, ganhou o Prêmio Jabuti Acadêmico ( Eixo "Ciência e Cultura", categoria "Informação e Comunicação"), pelo livro Incerteza, um Ensaio (Editora Autêntica, 2023). Foi professor da ESPM entre 2010 e 2014, onde dirigiu o curso de Pós-Graduação em Jornalismo com Ênfase em Direção Editorial, de 2011 a 2013. Foi presidente da Radiobras de 2003 a 2007. Na Editora Abril, foi diretor de redação das revistas Superinteressante e Quatro Rodas e Secretário Editorial. Ganhou o prêmio Luiz Beltrão de Ciências de Comunicação, na categoria Liderança Emergente (2011), o Prêmio Excelência Jornalística 2011, da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), o Prêmio Esso de Melhor Contribuição à Imprensa (2013) pela Revista de Jornalismo ESPM, o Prêmio Tese Destaque USP (2017) como orientador da melhor tese de doutorado em Ciências Sociais Aplicadas (O príncipe digital: estruturas de poder, liderança e hegemonia nas Redes Sociais, de Maíra Carneiro Bittencourt Maia). Pesquisa e estuda os seguintes temas: ética e imprensa, comunicação pública, superindústria do imaginário, informação e cultura democrática. Escreveu, entre outros livros, "O Estado de Narciso" (Companhia das Letras, 2015) e "A forma bruta dos protestos" (Companhia das Letras, 2016), "Existe democracia sem verdade factual?" (Estação das Letras e Cores, 2019, finalista do Prêmio Jabuti), "A superindústria do imaginário" (Autêntica, 2021, finalista do Prêmio Jabuti) e "Incerteza, um ensaio" (Autêntica, 2023, ganhador do Prêmio Jabuti Acadêmico). Seu trabalho recebeu um longo ensaio publicado na Alemanha, escrito por Thomás Zicman de Barros, com o título de "'It's All a Matter of Image!': Aesthetics and Radical Democracy in the Yellow Vests Movement, or in Praise of Eugênio Bucci". (DOI: 10.5771/9783748931669-71, ou https://www.researchgate.net/publication/363417880)
Indicadores
Áreas de atuação
03 registros- Ciencias Sociais AplicadasComunicaçãoJornalismo e Editoração
- Ciencias Sociais AplicadasComunicaçãoRádio e Televisão
- Ciencias Sociais AplicadasComunicaçãoTeoria da Comunicação
Formação acadêmica
04 registros- 1997 – 2002DoutoradoConcluídoCiências da Comunicação · Universidade de São Paulo“Televisão objeto: a crítica e suas questões de método”Orientação: Profa. Dra. Dulcília Helena S. Buitoni
- 1985 – 1988GraduaçãoConcluídoDireito · Universidade de São Paulo
- 1979 – 1982GraduaçãoConcluídoJornalismo · Universidade de São Paulo
- Livre-docênciaConcluídoLivre-docência · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo
Idiomas
03 registros| Idioma | Leitura | Fala | Escrita | Compreensão |
|---|---|---|---|---|
| Inglês | Bem | Bem | Razoável | Bem |
| Francês | Razoável | Razoável | Razoável | Pouco |
| Espanhol | Bem | Bem | Razoável | Bem |
Atuação profissional
64 registros- 2024 – presenteVínculo atualAcademia Paulista de LetrasMembro
- 2022 – presenteVínculo atualUniversidade de São PauloSuperintendente de Comunicação SocialSuperintendente
- 2022 – 2022Serviço Social do Comércio - SP
- 2020 – 2022Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e TecnologiaMembro Conselho Técnico CientíficoColaborador
- 2018 – 2018Fundação Casa de Rui Barbosa
- 2017 – presenteVínculo atualDedicação exclusivaUniversidade de São PauloProfessor TitularServidor Publico
- 2017 – 2017BDMG Cultural
- 2015 – 2018Universidade de São PauloSuperintendente da SCSSuperintendente
- 2015 – 2015Universidade de São PauloAssessor Senior do Reitor da USPColaborador
- 2014 – 2017Universidade de São PauloProfessor Livre-Docente
- 2014 – 2014Serviço Social do Comércio
- 2013 – 2015Prefeitura Municipal de São PauloConselheiroColaborador
- 2013 – 2013SERVICO SOCIAL DO COMERCIO SESC
- 2012 – 2015Revista Científica de Comunicação Social da FIAM-FAAMMembro de corpo editorial
- 2012 – presenteVínculo atualREVISTA DE JORNALISMO DA ESPMMembro de corpo editorial
- 2011 – 2018Revista ÉpocaColunistaColaborador
- 2011 – 2020Pesquisa FAPESP (Impresso)Membro de corpo editorial
- 2011 – 2014Escola Superior de Propaganda e MarketingDiretorCeletista
- 2011 – 2016Fundação Roberto MarinhoConsultorColaborador
- 2010 – 2014Escola Superior de Propaganda e MarketingProfessor de Pós-graduaçãoCeletista16h/sem
- 2008 – presenteVínculo atualO Estado de São PauloColunista quinzenalColaborador
- 2008 – presenteVínculo atualInteresse NacionalMembro de corpo editorial
- 2008 – 2014Universidade de São PauloProfessor Doutor 224h/sem
- 2007 – presenteVínculo atualUniversidade de São PauloInstituto de Estudos Avançados da USPProfessor Visitante
- 2003 – 2007Dedicação exclusivaEmpresa Brasil de ComunicaçãoPresidenteCeletista
- 2001 – 2002Faculdade Cásper LíberoProfessorCeletista
- 2001 – 2003Folha de S. PauloColaboradorColunista semanal
- 2001 – 2003Jornal do BrasilColaboradorColunista semanal
- 2001 – 2001Nova EscolaColaboradorColunista
- 2001 – presenteVínculo atualLíbero (FACASPER)Membro de corpo editorial
- 1999 – presenteVínculo atualRevista de Direito SanitárioMembro de corpo editorial
- 1997 – presenteVínculo atualEditora Fundação Perseu AbramoMembro de corpo editorial
- 1996 – 2001Editora AbrilSecretário EditorialCeletista
- 1996 – 1998Editora AbrilColaboradorColunista quinzenal
- 1995 – 1996Rádio EldoradoColaboradorColunista semanal
- 1994 – 1999Editora AbrilDiretor de RedaçãoCeletista
- 1994 – 1996O Estado de São PauloColaboradorColunista
- 1994 – 1999Imagens (Campinas)Membro de corpo editorial
- 1991 – 1994Editora AbrilEditor SêniorCeletista
- 1991 – 1991Editora AzulDiretor de RedaçãoCeletista
- 1990 – 1991Editora AzulResponsável pelos Serviços EditoriaisCeletista
- 1989 – 1994Folha de S. PauloColaboradorArticulista
- 1989 – 1991Editora AzulDiretor de RedaçãoCeletista
- 1987 – 1989Editora AzulEditorCeletista
- 1987 – 1988O Estado de São PauloColaborador
- 1987 – 1991Revista Teoria e DebateColaboradorEditor
- 1987 – presenteVínculo atualTD. Teoria e DebateMembro de corpo editorial
- 1986 – 1987Editora BrasilienseEditorCeletista
- 1984 – 1986Editora AbrilRepórterCeletista
- 1982 – 1983Flash EditoraRevisorCeletista
- Vínculo atualOrquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
- Vínculo atualInstituto Vladimir Herzog
- Vínculo atualFundação Padre Anchieta
- Vínculo atualAssociação Brasileira de Comunicação Empresarial
- Vínculo atualAssociação de Comunicação Educativa Roquette-Pinto
- Vínculo atualFundação Konrad Adenauer
- Vínculo atualInstituto Palavra Aberta
- Vínculo atualInstituto para o Desenvolvimento do Jornalismo
- Vínculo atualUniversidade Estadual de Campinas
- Vínculo atualAgência Pública
- Vínculo atualAssociação Brasileira das Agências de Comunicão
- Vínculo atualColégio Santa Cruz
- Vínculo atualInsper Instituto de Ensino e Pesquisa
- Vínculo atualAgência Lupa
Produção bibliográfica
1459 registros- 2019Segura o fascioEugênio Bucci · Ciclo Mutações: Ainda sob a tempestade · Artepensamento · São Paulo e Rio de Janeiro
Produção técnica
218 registros- 2024Parecer para a revista MatrizesEugênio Bucci
- 2022Parecer para a revista MatrizesEugênio Bucci · Parecer para a revista Matrizes
- 2021Parecer para periódico científico 'Liinc em Revista (Ibict)', número 1, volume 17Eugênio Bucci · Parecer
- 2021Parecer para a revista 'Novos Estudos' (Cebrap)Eugênio Bucci · Parecer
- 20214.	Parecer sobre o Assédio Judicial encomendado pela Abraji e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF)Eugênio Bucci
- 2020Parecer para a Fapesp, processo 2020/10116-0Eugênio Bucci · Parecer
- 2020Parecer feito sobre credenciamento na CERT de Brasilina Passarelli na Plataforma da CERTEugênio Bucci · Credenciamento na plataforma CERT
- 2020Parecer para a Fapesp, processo 2020/10116-0Eugênio Bucci · Parecer
- 2019Parecer sobre relatório acadêmico do Curso de Extensão Universitária EspecializaçãoEugênio Bucci
- 2019Parecer acerca de pedido de renovação do Credenciamento CERTEugênio Bucci
- 2019Parecer sobre o Projeto AcadêmicoEugênio Bucci
- 2019Parecer para Revista da ALAICEugênio Bucci
- 2019Parecer sobre o relatório de viagem internacionalEugênio Bucci
- 2019Parecer acerca do Relatório para solicitação de credenciamentoEugênio Bucci
- 2019Parecer sobre reconhecimento de título de doutoramentoEugênio Bucci
- 2018Parecer referente a relatório final de projeto - ECA/USPEugênio Bucci
- 2018Parecer sobre projeto de pós-doutorado - ECA/USPEugênio Bucci
- 2018Parecer sobre renovação do Credenciamento CERT - ECA/USPEugênio Bucci
- 2018Parecer sobre renovação do Credenciamento CERT - ECA/USPEugênio Bucci
- 2018Parecer referente a publicação de livro emitido para a Editora UFPREugênio Bucci
- 2017Parecer para oferecimento de bolsa de mestrado - FAPESPEugênio Bucci
- 2017Parecer sobre projeto de pós-doutorado - ECA/USPEugênio Bucci
- 2016Parecer sobre recredenciamento de disciplina PPGCOM (ECA-USP)Eugênio Bucci · a ser oferecida em pós-graduação do PPGCOM
- 2016Pareceres sobre projetos de pesquisa apresentados à FAPESPEugênio Bucci
- 2016Parecer para revista GIS ? Gesto, imagem e som ? revista acadêmica da USPEugênio Bucci · Parecer para a revista Estudos Avaçados
Produção artística
02 registros- 2011Observatório da Imprensa - princípios GloboEugênio Bucci
- 2011Salto para o futuro - Cultura Visual e EscolaEugênio Bucci
Projetos
15 registrosProjetos de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico registrados no Currículo Lattes.
- Concluído2024 – 2025Pesquisa
Qual o estágio atual de consciência democrática nas emissoras públicas do Brasil, América do Sul, Estados Unidos, Europa e África?
O 1 Congresso Internacional de Emissoras Públicas reuniu especialistas de 12 países da América, Europa e África, além de uma representante da Unesco, para dois dias de discussões presenciais na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, no campus da USP no Butantã. Os debates em 5 painéis e 2 colóquios trataram de temas como a contribuição das emissoras públicas para a democracia, os desafios das rádios e TVs públicas diante das novas tecnologias de comunicação digital e o formato de financiamento como forma de preservar a independência dessas emissoras. Além disso, pesquisadores apresentaram 33 trabalhos em formato de resumos expandidos em 5 grupos de trabalho que trataram sobre questões nas áreas de comunicação pública, ética, inteligência artificial, plataformas digitais e combate à desinformação. Participaram do encontro mais de 200 pessoas entre elas, profissionais vinculados a órgãos públicos de comunicação de diferentes regiões do Brasil.
Financiadores- ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO · BOLSA
EquipeEugênio Bucci (Responsável), Luciano Victor Barros Maluly, Vítor Souza Lima Blotta, Gislene Nogueira Lima, Verônica Poli, Márcia Blasques, Eneas Carlos Pereira, Norma Meireles
- Concluído2022 – 2022Pesquisa
O vazio da coragem
Este projeto de pesquisa, bastante específico, sintetiza um pequeno plano de estudos para a elaboração de uma conferência para o Ciclo Mutações 2022, concebido e organizado por Adauto Novaes, sobre o tema geral da Coragem. Minha conferência terá o título de Para que a coragem honre o desejo. O estudo, com pesquisas em obras a serem citadas na conferência e revisão de textos de minha autoria, partirá da irrelevância do ser humano diante das novas engrenagens do capital, irrelevância que ficou bem patente durante a pandemia. Tratarei da coragem como virtude do corpo, virtude também física, e, num segundo momento, como virtude do espírito.
EquipeEugênio Bucci (Responsável)
- Concluído2019 – 2019Pesquisa
Segura o fascio!
Este projeto de pesquisa se destina a elaborar uma conferência, intitulada Segura o fascio! para o Ciclo Mutações, organizado por Adauto Novaes, no ano de 2019. A conferência será apresentada no Rio e em São Paulo e, em seguida, será transformada em ensaio que futuramente será publicada em livro com a coletânea das conferências. Na nova caverna de Platão de que somos prisioneiros, a argamassa é forjada em dados e imagens eletrônicas. A espessura das paredes é tamanha que as representações digitais, entre a big data e a inteligência artificial, lograram interditar o conhece-te a ti mesmo. Interditaram também o acesso ao corpo. Interditaram o conhecimento do que seria vivido coletivamente. A tecnologia, assim disposta, fornece o caldo de (in)cultura para o autoritarismo fascistizante que eclode em países diversos. Fornece-lhe ainda as ferramentas. A ordem democrática, as instituições encarregadas de assegurar as garantias individuais e os direitos de minoria resultam ameaçados. A essência da liberdade humana está emparedada. Pensar o fascismo hoje implica uma crítica dos dados e das imagens. É preciso desmontar com o pensamento a triangulação material entre capital, tecnologia e poder -- ou a masmorra digital. Dois planos se conjugam aí. No primeiro plano, o que se tem é a emergência de personagens de traços mussolinescos, ainda que caricatos e de mau gosto, fraudados. Eles parecem rezar pela cartilha híbrida entre o totalitarismo e o autoritarismo de perfil bonapartista que grassou nos anos 40 do século passado. Notam-se, em todos, a tendência de (1) evocar um passado de glórias militares que, não obstante, é um passado inexistente, (2) adorar as armas e outros instrumentos de consagração da violência, (3) promover cruzadas moralizantes no campo dos costumes, com separações obscurantistas entre os papéis sexuais masculino e feminino, (4) inflar delírios nacionalistas e xenófobos como questão de Estado, (5) estetizar o Estado segundo matrizes da caserna ou de milícias paramilitares, (6) alinhar-se, em âmbito internacional, a potências capitalistas de discursos e modos truculentos, (7) declarar guerra contra comunistas, gays, jornalistas, militantes de movimentos sociais de defesa de minorias, ambientalistas, professores e intelectuais, tratados como inimigos da pátria, e (8) invocar Deus e a Pátria como senha de opressão. Todas essas características, muito presentes, fazem lembrar o repertório fascista do passado. Mas é preciso também considerar um segundo. Nesse, a cena (neo)fascista se move segundo determinações frias e desumanizadas, mais profundas e mais altas, que atravessam pessoas, personagens e gerações. O segundo plano sugere que o autoritarismo presente teria a função de assegurar um padrão específico de dominação de classe, assim como teria a finalidade inconsciente de desmontar os mecanismos que, na democracia, impediriam o triunfo completo de um capitalismo ordenado pela técnica, num grau de acumulação impensável. Mais que monopolista, esse capitalismo de algoritmos promove uma exclusão devastadora e estabelece um sinal de igualdade entre os modelos americano e chinês. O fascismo de nossos dias parece ser o leão de chácara na porta da festa distópica do capital, em que a política é o inimigo derradeiro. É assim que, no primeiro e no segundo plano do nosso retrato apressado, a democracia, antes apontada como o patamar racional para o futuro da civilização, assume ares de efemeridade, como se não passasse de um idílio que se perde à luz das telas luminescentes. Eis aí o fascio do nosso tempo, esse breve adeus ao encontro que não houve.
EquipeEugênio Bucci (Responsável)
- Em andamento2018 – presentePesquisa
Informação e Cultura Democrática
Ligado ao grupo de pesquisa ?Jornalismo, Direito e Liberdade? ? que funciona em regime de dupla vinculação, tanto com a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) quanto com o Instituto de Estudos Avançados da mesma universidade (IEA-USP) ?, o projeto ?Informação e Cultura Democrática? se beneficia de dois projetos anteriores (?A instância da imagem ao vivo, o telespaço público e a fabricação de valor na indústria do imaginário? e ?Comunicação Pública no Brasil?, desenvolvidos no âmbito do PPGCOM da ECA-USP), agora com o objetivo de estudar o fluxo de informação na democracia, seja nos meios jornalísticos, seja nas redes sociais e na internet, seja nos acervos de informação eletrônicos, virtuais ou físicos, a exemplo dos bancos de dados e bibliotecas públicas. A crítica da indústria do imaginário, cujas estruturas inconscientes interpelam o desejo em lugar da razão, inspira o repertório teórico e metodológico do presente projeto, que pretende produzir pensamento crítico sobre a comunicação social. Embora se valha do emprego de metodologias de pesquisa empírica (quantitativa e qualitativa) sobre discursos e mediações, sobre públicos e audiências, sobre recepção e, também, sobre o funcionamento das instituições mediáticas no mercado, na sociedade e no Estado, este projeto empreenderá um esforço teórico e conceitual com vistas a compreender a sociedade contemporânea a partir das contradições postas por processos comunicacionais e informacionais. Como hipótese de fundo, toma-se a ideia de que a qualidade da democracia ? sua cultura, seus valores e suas práticas ? decorre da e concorre para a qualidade da informação (qualidade que supõe correspondências entre fato empiricamente verificável e relato confiável). Os referenciais teóricos conjugam, entre outros, conceitos como ?esfera pública?, ?sociedade do espetáculo?, ?sujeito do inconsciente?, ?verdade factual?, ?cidadania?, ?sociedade da informação?, ?cultura? e ?democracia?. Como tópicos empíricos, podem-se listar os seguintes: Comunicação pública, Direito à informação, Direito à comunicação, Fabricação do valor na indústria do imaginário, Fake news e pós-verdade, Função emancipadora das bibliotecas públicas, Verdade factual, Mediações no debate político, Ética de imprensa. Os integrantes do projeto produzirão artigos, teses, dissertações e debates acadêmicos.
EquipeEugênio Bucci (Responsável), Eduaro Yoshio Nunomura, Camilo Vannuchi, Karina Leal Yamamoto, Nadini de Almeida Lopes, Melissa Thereza Cerozzi, Ricardo Gandour, João Gabriel de Lima
- Concluído2018 – 2018Pesquisa
Uma defesa da verdade factual: entre a pós-verdade excêntrica e a democracia improvável
O presente projeto de pesquisa, especificamente voltado para a elaboração da conferência Uma defesa da verdade factual: entre a pós-verdade excêntrica e a democracia improvável, a ser ministrada no Ciclo Mutações de 2018, cujo tema geral é A outra margem da política, avançará a partir da minha pesquisa no Ciclo Mutações do ano anterior, quando estudei, com base em Hannah Arendt, o lugar epistêmico da verdade factual na comunicação política dos nossos dias. Trabalharei, nessa nova pesquisa, os mecanismos de negação dos fatos, que pretendo designar como apagões de real e suicídio de consciência.
EquipeEugênio Bucci (Responsável)
- Concluído2017 – 2017Pesquisa
Muito Além do Espetáculo
Este projeto de pesquisa se destina a elaborar uma conferência, intitulada Muito Além do Espetáculo, para o Ciclo Mutações, organizado por Adauto Novaes, no ano de 2017. A conferência será apresentada no em São Paulo e, em seguida, será transformada em ensaio que futuramente será publicada em livro com a coletânea das conferências. Entendido por Guy Débord como nada menos que o modo de produção capitalista em outra potência é o capital em tal grau de acumulação que se torna imagem, o espetáculo põe em cena o olhar como dispositivo mestre. Não poderia ser diferente, pois o espetáculo não é meramente o império das imagens. O espetáculo imagem, um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens, escreve Débord no ensaio A sociedade do espetáculo, publicado originalmente na França, em maio de 1967. Ou seja, se é que você me entende, sem o olhar, nada feito. A que olhar eu me refiro? O interessante é que parece não fazer muita diferença. Pode ser o olhar como essa faculdade de ver as coisas as coisas visíveis, claro e por elas se guiar. É um bom ponto de partida. Pode ser também o olhar como pulsão escópica não nos esqueçamos desse aí. Pode ser o olhar como a tela maleável, meio líquida, meio etérea, irreversivelmente material e luminescente que recobre o imaginário. Você não consegue tocá-la, mas não consegue passar ser vê-la e sem ser visto nela e por ela. É ali que tomam forma fugidia as imagens que vemos. Uma nota adicional: diante dessa tela, os olhos não funcionam bem como câmeras que captam a paisagem à sua volta, mas como projetores: olhar é lançar no espaço público os signos visuais ancorados em sentidos sociais. O olhar, então, seria o olhar social no tempo do capitalismo transbordado em espetáculo. O olhar seria o móvel dispositivo do acervo imagético instável e transitório de um tempo mutante. O olhar é tudo isso e muito mais: é trabalho. Olhar é trabalhar. O trabalho do olhar fabrica o imaginário superindustrial, fabrica valor de troca na imagem (imagem com valor de troca), exatamente como quem trabalha com as mãos, ou com o corpo inteiro, fabrica valor de troca na coisa corpórea. Ainda que Debord não tenha previsto a categoria do olhar-como-trabalho, não é difícil demonstrar que sem o olhar uma forma nova de trabalho, nada feito. Sem o olhar, não haveria o espetáculo como modo de produção.O ciclo Muito Além do Espetáculo, organizado por Adauto Novaes, data de 2003. O livro com as conferências foi publicado pela Editora Senac em 2005. Quando levamos em conta o arco temporal dos 30 anos decorridos desde o primeiro seminário do Adauto, notamos que o espetáculo fica mais ou menos no meio do caminho. Desse ponto equidistante, podemos olhar o que foi, o que veio então e o que está por vir (e, também, o que não mais está para vir). Guy Debord também caiu num meio de caminho. Anteviu muita coisa (muito mais do que maio de 1968) em sombras resplandecentes. De outra parte, tinha um pé no passado (outubro de 1917), um pé de chumbo. Ao final de suas teses aforísticas, sem saber a que conclusão chegar, sai-se com um anacrônico todo o poder aos soviets. Sentiu arder nos olhos o hálito do demônio, mas não lhe foi dado ver a dissolução do ser que queimava o sujeito numa ordem a que a humanidade se pendurou pelas retinas. Em tudo que muda e se transmuta, o espetáculo permanece e olha para nós com seus olhos de fogo gelado.
EquipeEugênio Bucci (Responsável)
- Concluído2017 – 2017Pesquisa
Pós-fatos, pós-imprensa, pós-política: a democracia e a corrosão da verdade
O presente projeto de pesquisa se destina à elaboração da conferência Pós-fatos, pós-imprensa, pós-política: a democracia e a corrosão da verdade, a ser ministrada no Ciclo Mutações, organizado por Adauto Novaes, no ano de 2017, com o tema geral de Dissonâncias do progresso. A conferência deverá tomar por base o ensaio Verdade e Política, de Hannah Arendt, e investigará o modo como a profusão de fake news e a chamada pós-verdade corroem as bases do diálogo com base nos fatos, indispensável para a democracia. Serão levados em conta, também, estudos anteriores deste pesquisador.
EquipeEugênio Bucci (Responsável)
- Concluído2015 – 2015Pesquisa
Gerenciamento de Empresas Jornalísticas -- Um manual para estudantes
Preparar um livro didático com as noções essenciais de gestão de negócios e de projetos (em empresas comerciais e também em órgãos públicos) em empreendimentos cuja finalidade seja o jornalismo. Escrito em linguagem simples e acessível, uma vez que se destina a estudantes de comunicação, que não têm familiaridade com o linguajar de economistas e administradores, o livro pretende apresentar ao aluno os conceitos essenciais para a gerência e a governança de equipes e planos no mundo editorial.
EquipeEugênio Bucci (Responsável), Hamilton dos Santos
- Concluído2015 – 2015Pesquisa
Ladrões da Utopia
Este projeto de pesquisa se destina a elaborar a conferência Ladrões da Utopia, para o Ciclo Mutações, organizado por Adauto Novaes, em 2017. A conferência será apresentada em Belo Horizonte e em São Paulo, em seguida, será transformada em ensaio que futuramente será publicada em livro. A palavra utopia caiu em desuso. Não foi por posmodernice ou modernagem, mas por desgosto e gatunagem. Quando a gente teima em falar nela, não dá para disfarçar. Muitos de nós sofremos um revés. Não há como fingir que não é com a gente. A corrupção presente hoje no Brasil, especialmente aquela que se imiscuiu (ou se abrigou) na esfera federal (na administração direta ou indireta), é o pior negativo que poderia haver de uma utopia. O termo roubalheira, que por sinal é de mau gosto, raivoso, virou notícia mundial. O Guardian, que está longe de ser um expoente da tal imprensa de direita, ou mídia conservadora (como se mídia e imprensa pudessem ser lidas como sinônimos), fala do pior escândalo de todos os tempos. O Supremo Tribunal Federal autorizou a investigação de diversos políticos experientes, incluindo um ex-presidente da República, por supostas ligações com o que os promotores dizem ser o maior escândalo de corrupção da história do Brasil. The Guardian, 7 de março de 2015.O noticiário incomoda, aborrece, mesmo quando o coração enrijece e não sente. O que lhe sobrevém é uma decepção ética e essa decepção ética é pura desencanto da utopia. É mais ou menos como se um sonho que um dia virou projeto de emancipação tivesse se transformado num sapo depois de ser beijado pela boca da cobiça, do ressentimento e da inveja. Vai ver que é por isso que a palavra utopia caiu em desuso enquanto a palavra ética vem sendo renegada como se não passasse de histeria udenista. Utopia e ética são paragens próximas uma da outra. Toda utopia propõe uma fórmula de viver e conviver bem, o que significa que toda utopia pretende ser a realização da (ou de uma) ética. Daí que uma utopia, por mais que tope ser flexível em termos de justiça, supõe-se portadora da ética. Então, quando nos damos conta que a nossa utopia pretérita, qualquer que seja ela, foi de repente convertida num feixe inesgotável de ilicitudes sortidas ou industrializadas, no atacado ou no varejo, dispersas ou concentradas, não temos como evitar a sensação de que isso atenta contra a lógica, mais do que contra a moral. Uma utopia antiética seria apenas um oximoro. Se uma utopia é roubada de nós, não é apenas o dinheiro público que se perde. Isso é o de menos. O pior são as identidades que se despedaçam. A alma do militante experimenta uma cisão: ele quer condenar os que o trocaram por dinheiro e, ao mesmo tempo, quer proteger a crença que lhe resta, para não se perder de seu passado. Aferrando-se ao fio de sua crença agonizante, protege o ladrão. E o faz por amor à própria história, que se derrama em amor pelo ladrão. Não diga que se trata de um absurdo teórico: as utopias podem, sim, ser simplesmente afanadas, surrupiadas, tungadas, numa abdução que não se esgota na mera apropriação indébita da esperança alheia. O roubo da utopia se prolonga na (falta de) atitude daquele que se recusa de ver o crime mais óbvio que o Sol e se expande na renúncia dos que negam o vínculo necessário entre corrupção econômica, tráfico de influência e traição política. O roubo da utopia se espraia pela vastidão da mediocridade dos ultraconservadores que agora elevam a voz para acusar a esquerda de ser a mãe de toda corrupção, sem notar que em cinco séculos de história do Brasil a esquerda só figurou, quando figurou, como vítima nos crimes da política (a roubalheira entre eles). Aí, o roubo da utopia se consuma na paralisia dos que, entre pragmáticos e resignados, acham que é tarde demais para recomeçar, e se eterniza no fanatismo mórbido de proclamar a vida de um projeto pela adoração de seu cadáver.
EquipeEugênio Bucci (Responsável)
- Concluído2014 – 2014Pesquisa
A Forma Bruta dos Protestos
Este projeto de pesquisa se destina a elaborar uma conferência, intitulada A forma bruta dos protestos, para o Ciclo Mutações, organizado por Adauto Novaes, no ano de 2014. A conferência será apresentada no Rio e em São Paulo e, em seguida, será transformada em ensaio que futuramente será publicada em livro com a coletânea das conferências. O projeto pretende se realizar numa conferência que refletirá sobre a esfera pública e as manifestações de rua, interpretando-as como linguagem e estética articuladas. Na "sociedade do espetáculo", a cidade é percebida como uma cristalização linguística e as manifestações como a difusão de mensagens por meio de signos que combinam palavras, imagens, teatralizações e coreografias. A partir disso, pretende-se pensar a estética para além do "belo", englobando tudo que apela aos sentidos (o gozo sensorial, prazeroso ou repulsivo). Pretende-se, também, pensar além da noção comum da linguagem como única salvaguarda contra a violência. Postula-se que a linguagem é, em si, pode funcionar como um abrigo e uma incubadora de violência, visto que a fala pode ser agressiva e levar à agressividade. O ato de falar é um gesto de demarcação, um vetor que rompe o curso natural dos eventos e, no mínimo, "mata o silêncio". Embora a palavra seja capaz de sublimar pulsões destrutivas, ela simultaneamente, ao ordenar e dar curso à criatura, sintetiza e propaga a violência simbólica. Qualquer ato de violência física (tortura, estupro, homicídio) encontra seu lugar primordial na linguagem a qual abrange o próprio pensamento. A conferência estabelecerá uma relação não linear, mas fundamental, entre a violência linguística e a violência física. Contrariando a ideia de que a agressão física é um resíduo da desordem selvagem, vai-se tentar demonstrar que ela é, na verdade, a encenação e o prolongamento daquilo que foi definido pela e na linguagem. As ações "físicas" humanas (construir, explodir, assaltar) são traduções corpóreas de representações linguísticas. A violência não se restringe ao dano físico, mas se manifesta como uma representação da superioridade simbólica do opressor (ou a contestação dela pelo rebelde). Em essência, a violência será definida como linguagem coreografada que se vale das coisas do mundo como signos. A violência nos protestos será analisada sob este prisma: ela não apenas causa danos, mas atua como propaganda política e procedimento linguístico. O ato de depredar agências bancárias, por exemplo, será lido como uma tentativa de suprimir um símbolo do capital, ou seja, desativar um signo, num levante discursivo cujo desejo é atropelar os portões simbólicos do poder. A estética da manifestação (cartazes, indumentária, gestual, performance para câmeras) será abordada como o elemento catalisador da adesão, especialmente da juventude. A violência, em conclusão, deverá ser entendida, ao fim das pesquisas bibliográficas e das elaborações daí resultantes, como um prolongamento da linguagem que se traduz na forma bruta dos protestos.
EquipeEugênio Bucci (Responsável)
- Concluído2013 – 2013Pesquisa
O Rumor da Mídia
O zumbido nas profundezas do canal auricular é algo que não cessa. Talvez durante o sono, talvez. No estado de vigília, a estridulação é contínua, admitindo, no entanto, oscilações temperamentais. Pode elevar-se, estabilizando-se num volume um tanto mais alto. Outras horas, quase sai de cena, ocultando-se, imperceptível, aos pés do tímpano. Não é todo mudo que padece desse apito constante. Quem sabe o tem, jamais saberá o que é silêncio. O meu zumbido é do tipo hiperagudo, como aquele que as pessoas ditas normais experimentam quando deixam uma boate, um baile de carnaval, ou quando se afastam da bateria de uma escola de samba, depois de horas dentro dela, sob a massa compacta de surdos, treme terras, agogôs e cuícas. O que existe nas minhas reentrâncias auriculares, mais na esquerda do que na direita, é um barulhinho desse tipo, como se eu tivesse saído de uma noitada de música eletrônica. O detalhe é que esse negócio nunca mais foi embora. Eu me dei conta dele quando, habitante da Asa Sul, em Brasília, voltava para o meu apartamento funcional depois de caminhar pelas superquadras arborizadas e amplas, cheias, abarrotadas de cigarras enlouquecidamente barulhentas. Em casa, tomando banho, já bem distante das alamedas sombreadas e empesteadas de cicadídeos estridentes, notei que as cigarras não paravam mais de buzinar dentro da minha cabeça. Pois elas estão aqui até hoje. Por elas, graças a elas, em homenagem a elas, devo falar sobre o rumor da mídia. A primeira observação a ser feita sobre isso, o rumor da mídia, é que se trata de uma espessa muralha vibrátil como a casca das cigarras a impedir que ouçamos o silêncio e, portanto, que vislumbremos o sentido das coisas. Fica insinuado, então, que o sentido se revelaria apenas num plano além da fala e mesmo da linguagem, vale dizer, além dos ruídos sonoros e visuais da assim chamada mídia. Tal formulação, entretanto, traz um incômodo. Não sei se podemos tomar a totalidade da indústria do entretenimento e da informação (concedamos a essa maçaroca o precário nome de mídia) apenas como um bloqueio de natureza ideológica, no sentido primitivo do termo entre sujeito e consciência, ou entre o sujeito e a razão. Se o significado não pode ser contido pelo significante, também não se chega ao primeiro a não ser por meio do segundo. Logo, sem prejuízo de sua função de muralha, o rumor da mídia também cumpre o papel de circuito, de canal de acesso. O rumor da mídia é o rumor da língua elevado à condição de imagem (há que se evitar apressamentos nessa fase). Não está sob controle de ninguém nem de uma classe social, por favor, nem de burocratas, de CEOs, ou, se quiserem, de tecnologias. Apenas ronca feito o inconsciente, de tal modo que sem o seu barulho não nos localizamos nem nos debatemos. Tende a soterrar o pensar, mas também dele o pensar se abastece. Não haverá como desativá-lo, mas há como transitar por ele. Às vezes desconfio que a meditação profunda poderia dissolver o zumbido no meu ouvido. Outras vezes dou a ele o nome de pensamento.
EquipeEugênio Bucci (Responsável)
- Concluído2012 – 2014Pesquisa
Comunicação pública no Brasil
Pesquisa individual sobre a comunicação pública no Estado brasileiro em suas diversas dimensões. O projeto resulta também dos temas abordados no livro "Em Brasília, 19 horas" (Editora Record, 2008), que gerou outras dezenas de publicações em livros, jornais e revistas.
EquipeEugênio Bucci (Responsável)
- Concluído2011 – 2011Pesquisa
Jornalismo em classe: um dossiê do ensino de jornalismo no Brasil e no mundo
Planejamento e desenvolvimento de um site sobre pesquisa e ensino em jornalismo no Brasil e no mundo. O projeto, realizado em conjunto com os alunos do curso de "Jornalismo Online" da Escola de Comunicações e Artes durante o primeiro e segundo semestres de 2011, dividiu-se em duas etapas: elaboração de plano editorial para criação de um site para o Departamento de Jornalismo e Editoração; criação e manutenção de um site baseado em uma parte do plano anterior, tratando da realidade e circunstâncias do ensino do jornalismo no Brasil e no mundo. A pesquisa inclui o monitoramento de centros de pesquisa e ensino nas Américas e Europa, para elaboração das matérias jornalísticas disponíveis para consulta em rede. Além de ser parte do programa da disciplina "Jornalismo Online", o desenvolvimento do site integrou a pesquisa "O ensino do jornalismo com os olhos no futuro". O resultado do trabalho está disponível em: www.eca.usp.br/jornalismoemclasse/
EquipeEugênio Bucci (Responsável)
- Concluído2010 – 2010Pesquisa
Eleição Conectada: Como a Internet se comportou na corrida presidencial de 2010
Criação de um site com a cobertura jornalística em profundidade do modo como a internet foi usada durante as eleições presidenciais de 2010. Projeto de pesquisa em forma de grande reportagem realizado com os alunos da disciplina de jornalismo online da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP, segundo semestre de 2010. Os resultados do projeto - matérias produzidas pelos alunos de gradaução sob orientação do docente - permanecem disponíveis para consulta na rede. http://www.eca.usp.br/eleicaoconectada/
EquipeEugênio Bucci (Responsável), André Deak
- Concluído2009 – 2014Pesquisa
A instância da imagem ao vivo, o telespaço público e a fabricação de valor na indústria do imaginário
Prorrogação de trabalho anteriormente proposto para o professor, o presente projeto tem por objetivo prosseguir a pesquisa realizada entre 2008 e 2010, que resultou na publicação de oito artigos, buscando um formato final para o texto, com base no roteiro das aulas ministradas pelo docente na pós-graduação da Escola de Comunicações e Artes.
EquipeEugênio Bucci (Responsável)
Orientações
- Mestrado
desde 2024Fabio Portela Savietto · OrientaçãoCiências da Comunicação · PPGCOM · Escola de Comunicações e Artes - USPEm andamento - Mestrado
desde 2024Maria Eugênya P. Gomes · OrientaçãoCiências da Comunicação · PPGCOM · Escola de Comunicações e Artes - USPEm andamento - Doutorado
desde 2024José Agnaldo M. Júnior · OrientaçãoCiências da Comunicação · Ciências da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes - USPEm andamento - Doutorado
desde 2023Ana Paula Cardoso · OrientaçãoCiências da Comunicação · Ciências da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloEm andamento - Doutorado
desde 2022Gislene Nogueira Lima · OrientaçãoCiências da Comunicação · Ciências da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloEm andamento - Doutorado
desde 2022Mariane R. Bonvicini · OrientaçãoCiências da Comunicação · Ciências da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes - USPEm andamento
Bancas julgadoras
234 registros- 2025Renata Vicentini MielliPlataformas sociodigitais e a virada emotiva da comunicação ? Como a disseminação de conteúdos de caráter moral-emocional está esfacelando a esfera pública e comprometendo a democracia · Ciências da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloBanca: Eugênio Bucci, Anderson Vinícius Romanini, Mariana Claudia Broens, Paulo Roberto Gonçalves Segundo, Felipe Maia Guimarães da SilvaDoutorado
- 2025Maria Eugênya Pacioni GomesA morte da espera e os fins da comunicação: as implicações da aceleração capitalista nas gramáticas do consumo · Ciências da Comunicação · Universidade de São PauloBanca: Eugênio Bucci, Christian Ingo Lenz Dunker, Vladimir Pinheiro SafatleExame de qualificação de mestrado
- 2025Membro da banca de Concurso internacional para ocupação de 1 (um) posto de trabalho da carreira docente universitária, para Professor Catedrático, para a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em regime de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado, para a área disciplinar de Ciências da Comunicação ? Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, publicado em Diári· Faculdade de Letras da Universidade de CoimbraBanca: Eugênio BucciOutra
- 2025Membro do Juri do Prêmio de Cultura da Fundação Conrado Wessel, que será concedido à área de Literatura, juntamente com representantes de instituições e de pesquisadores notórios· Fundação Conrado WesselBanca: Eugênio BucciOutra
- 2024Bárbara Muniz VieiraA cobertura do jornal O Estado de S. Paulo sobre desmatamento na Amazônia entre 2012 e 2019: uma análise de dados na linguagem R com o software Iramuteq · Ciência Ambiental · Instituto de Energia e Ambiente- USPBanca: Eugênio BucciMestrado
- 2024Carla de Oliveira TozoA práxis do jornalismo científico: a experiência do Jornal da USP e de universidades públicas brasileiras no período pandêmico · Ciências da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloBanca: Eugênio BucciDoutorado
- 2024Maria Jaciara de Azeredo OliveiraA questão da recepção nas histórias em quadrinhos: a construção do leitorpesquisador da série Fábulas · Interfaces Sociais da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloBanca: Eugênio BucciDoutorado
- 2024Carolina Pedrosa Cardoso ItocazoAs mulheres livres e seus retratos roubados: como as imagens do movimento "#elenão", de 2018, foram deturpadas pela vingança ressentida · Ciências da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloBanca: Eugênio BucciDoutorado
- 2024Marcel Antonio VerrumoUma Nação Sob Pressão: Séries Audiovisuais Como Narrativas Promotoras da Educação Cidadã em Saúde e Ciência no Brasil · Ciências da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes - USPBanca: Eugênio Bucci, Maria Immacolata Vassallo de Lopes, Igor Pinto SacramentoExame de qualificação de doutorado
- 2024Gislene Nogueira LimaAs emissoras públicas lá e cá: um estudo da experiência e dos marcos regulatórios de emissoras públicas de comunicação em países democráticos em busca de uma proposta para o modelo brasileiro · Ciências da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloBanca: Eugênio BucciExame de qualificação de doutorado
- 2024João Batista Gonçalves de Souza JuniorCrianças webcelebridades ? As características e pilares comunicacionais de um fenômeno da economia da atenção · Comunicação e Semiótica · Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São PaulBanca: Eugênio BucciExame de qualificação de mestrado
- 2024Presidente da banca de livre-docência de Marivalde Moacir Francelin· Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloBanca: Eugênio Bucci, Marisa Midori Deaecto, Artur Simões Rozestraten, Helen de Castro Silva Casarin, Mariângela Spotti Lopes Fujita.Livre-docência
- 2023Eliana Sanches de FriasImprensa refletida: Como a interação virtual entre repórteres, leitoras e leitores transformou a práxis jornalística na versão digital da revista ELLE · Ciências da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloBanca: Eugênio Bucci, Dulcilia Helena Schroeder Buitoni, Caio Túlio CostaMestrado
- 2023Artur MachioniA Responsabilização das Plataformas Sociais sobre o conteúdo postado por terceiros · Direito · Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita FilhoBanca: Eugênio BucciMestrado
- 2023Bernardo Jardim RibeiroO desordenamento do olhar e o sublime negativo · Programa Meios e Processos Audiovisuais · ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULOBanca: Eugênio Bucci, Eduardo Vicente, Norval Baitello JuniorMestrado
- 2023Sergio Robinson QuintanilhaO Automóvel como Signo: fetichismo da mercadoria e desejo no jornalismo automotivo · Ciências da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloBanca: Eugênio Bucci, Maria Elisabete Antonioli, Luciano Victor Barros Maluly, Janine Marques Passini Lucht, Maíra Carneiro Bittencourt MaiaDoutorado
- 2023Ana Claudia Fernandes GomesEcossistema transmídia de conteúdo infanto-juvenil do SBT: um estudo de caso sobre a multiplataformização no Sistema Brasileiro de Televisão · Interfaces Sociais da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloBanca: Eugênio BucciDoutorado
- 2023Alex Sander Alcântara Lopes de SantanaDe passagem: A etnografia como método de observação para contextos socioculturais na reportagem (Uma experiência etnográfica no Elevado João Goulart, o Minhocão, em São Paulo) · Ciências da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloBanca: Eugênio Bucci, Karina Leal Yamamoto, José Guilherme Magnani, Cremilda Celeste de Araújo Medina, Bruno Paes MansoDoutorado
- 2023Odhara Caroline de Paula RodriguesGirlpower? A subjetivação da mulher feminista empreendedora · Psicologia Social · Instituto de Psicologia da Universidade de São PauloBanca: Nelson da Silva Junior, Eugênio Bucci, Eduardo Altehman Camargo SantosExame de qualificação de mestrado
- 2023André Romani PintoEm busca do outro lado: como o UOL ouviu os empresários investigados pela Polícia Federal de defender um Golpe de Estado · jornalismo · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloBanca: Eugênio BucciGraduação
- 2023Gabrielle Abreu de OliveiraA mulher da casa abandonada: uma discussão sobre o papel do narrador em podcasts narrativos de true crime · jornalismo · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloBanca: Eduardo Vicente, Eugênio BucciGraduação
- 2023Adriana Maria Souza TeixeiraLinha direta: um estudo sobre o docudrama e true crime ao longo das temporadas do programa · Jornalismo · Escola de Comunicações e Artes - USPBanca: Eugênio BucciGraduação
- 2022Giuliano GalliQuem fala de mim sou eu · Ciências da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloBanca: Eugênio Bucci, Camilo Vannuchi, Bianca SantanaMestrado
- 2022Lana Karine Prieto Canepa MundimComunicação autoritária: elementos discursivos da tipologia do fascismo segundo Umberto Eco nas falas do presidente Jair Bolsonaro · Ciências da Comunicação · Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloBanca: Eugênio BucciMestrado
- 2022Thomas Edson de Jesus Theodoro AmorinFredric Jameson: a dialética após o fim da história · Sociologia · Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências HumanasBanca: Eugênio BucciDoutorado
Prêmios e títulos
35 registros- 2024Prêmio Jabuti AcadêmicoCâmara Brasileira do Livro
- 2022Finalista Prêmio Jabuti - Categoria Ciências Sociais. A superindústria do imaginárioCâmara Brasileira do Livro
- 2020Finalista Prêmio Jabuti - Ciências Sociais. Existe democracia sem verdade factual?Câmara Brasileira do Livro
- 2017Prêmio Tese Destaque USP - orientação no trabalho "O príncipe digital: estruturas de poder, liderança e hegemonia nas redes sociais" da Dra. Maíra Carneiro Bittencourt MaiaUniversidade de São Paulo
- 2017Prêmio Especialistas - Jornalista HomenageadoCECOM/Negócios da Comunicação
- 2016Patrono das Cerimônias de Colação de Grau Institucional 1º sem 2016 Escolas de Arquitetura e Design, Politécnica, Comunicação e Artes e Negócios, Ciências da Vida, Medicina, Direito e Educação e HumanPontifícia Universidade do Paraná - PUCPR
- 2016Prêmio Jabuti - publicação em NOVAES, Adauto (org). Mutações: fontes passionais da violênciaCâmara Brasileira do Livro
- 2016Finalista Prêmio Jabuti - Comunicação. O estado de NarcisoCâmara Brasileira do Livro
- 2014Professor homenageadoTurma de formandos de 2014 em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo - ECA/USP
- 2014Jornalista Admirado do AnoJornalistas & Cia; Maxpress
- 2014Finalista Prêmio Jabuti - Categoria Ciências Humanas. Publicação em GOMES, Marcos Emílio (org). A Constituição de 1988, 25 anosCâmara Brasileira do Livro
- 2013Patrono da Turma de Jornalismo 2012 (ECA-USP)Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP)
- 2013Professor HomenageadoTurma de formandos em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da ECA-USP
- 2013Prêmio Esso "Melhor Contribuição à Imprensa"Exxon Mobil
- 2013Professor homenageado de turma do Curso de Pós-Graduação em Jornalismo com Ênfase em Direção EditorialESPM
- 2012Prêmio "Excelência Jornalística 2011"Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP)
- 2012Professor homenageadoFormandos de 2011 da ECA - USP
- 2012Patrono de turma do Curso de Pós-Graduação em Jornalismo com Ênfase em Direção EditorialESPM
- 2012Finalista Prêmio Jabuti - Categoria Ciências Humanas. Publicação em NOVAES, Adauto (Org). Mutações: a invenção das crençasCâmara Brasileira do Livro
- 2011Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação - categoria Liderança EmergenteINTERCOM - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
- 2010Finalista Prêmio Jabuti - Categoria Reportagem. Imprensa e o dever da liberdadeCâmara Brasileira do Livro
- 2007Personalidade da ComunicaçãoPrêmio Engenho de Comunicação
- 2006Prêmio ABERJE - Comunicador do anoABERJE - Associação Brasileira Comunicação Empresarial
- 2006Mérito Dom João VI - Grau ComendadorIBEG (Inst. Bras. de Estudos Governamentais), IBEM Nacional (Inst. Bras. de Estudos Monárquicos), Fe
- 2005IX Prêmio Cidadania Mundial 2005 - A importância da Mídia CidadãComunidade Bahá'í
Participação em eventos
331 registros- 2025mediador do painel 2: Financiamento, um pilar da independência: o cenário e as dificuldades para garantir recursos para as emissoras públicas1º Congresso Internacional de Emissoras Públicas · Poster / Painel · Participante · São Paulo
- 2024Moderador de mesa com Walter Hugo Mãe e Teresa CardenasFlitabira- Feira Literária em Itabira · Poster / Painel · Participante · Itabira
- 2024Palestra no lançamento do livro Sobre a coragem e outras virtudes, de Adauto NovaesFeira Literária de Paraty- Flip · Apresentação oral · Participante · Paraty
- 2024Benefícios e riscos da IAEvento de Inteligência Artificial · Apresentação oral · Participante · São Paulo
- 2024O Sensual e o SensívelCiclo Mutações 2024: A Sensibilidade e a construção do mundo · Apresentação oral · Participante · São Paulo
- 2024Verdade factual e democracia: uma interdependência positivaXIV Encontro de Pós-Graduandos em Estudos Discursivos da USP (EPED) · Apresentação oral · Participante · São Paulo
- 2024Equipe no singular: o declínio dos grandes veículos é reversível?Forum de Jornalismo Regional e Comunitário · Apresentação oral · Participante
- 2023Violência, protestos e redes sociais21. Festival da Feiticeira · Apresentação oral · Participante · Ilhabela
- 2022Direito e Liberdade de ExpressãoI Congresso Brasileiro sobre Democracia e Direito · Apresentação oral · Participante · São Paulo
- 2022As Ciências da Comunicação contra a Desinformação45 Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação · Apresentação oral · Participante · João Pessoa
- 2022Discurso de ódio e seus impactos na agenda política e social brasileiraMedia and Information Literacy Week 2022 · Apresentação oral · Participante · Campinas
- 2022Moderador da mesa "Os impasses da Democracia"Seminário USP Pensa Brasil · Apresentação Oral · Participante · São Paulo
- 2022Moderador da mesa "Inteligência Artificial e Mídias Sociais: Psicologia Social, Fake News e Implicações Éticas"Seminário USP Pensa Brasil · Apresentação oral · Participante · São Paulo
- 2022OpeningThe Geopolitics of Disinformation: Reports on the Summer Academy in Bonn, Germany · Apresentação oral · Participante · São Paulo
- 2022Democracia, Guerra Cultural e Disputa de ValoresSeminários Cultura E Democracia · Apresentação oral · Participante · São Paulo
- 2022Abertura e EncerramentoSeminário "Existe ética na inteligência artificial?" · Apresentação oral · Participante · São Paulo
- 2022Assédio da mercadoria em publicidadeWorkshop De Comunicação Visual Para Os Espaços Comuns Do Campus Butantã · Apresentação oral · Participante · São Paulo
- 2022Existe democracia sem verdade factual?7° Encontro Nacional Do Cogecom · Apresentação Oral · Participante · Sergipe
- 2021Crise e democraciaCongresso Virtual da UFBA · Poster / Painel · Participante
- 2021O Papel da Comunicação Pública na DemocraciaI Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, Cidadania e Informação · Apresentação oral · Participante · Goiânia
- 2021Os Desafios Constitucionais do Exercício da Liberdade de Imprensa no BrasilOs Desafios Constitucionais do Exercício da Liberdade de Imprensa no Brasil · Poster / Painel · Participante · São Paulo
- 2021Erosão democráticaVI Seminário Caminhos Contra a Corrupção · Poster / Painel · Participante · São Paulo
- 2021Desinformação, democracia e plataformas digitaisWebinar Desinformação, democracia e plataformas digitais · Apresentação oral · Participante · São Paulo
- 2021Democracia e seus inimigosSeminário de Extensão: Conferência de Abertura · Apresentação oral · Participante · Belo Horizonte
- 2021A democracia na era das big techsWebinar da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-SP · Poster / Painel · Participante · São Paulo
Coautorias
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