Mariana Abrantes Giannotti.
Livre · Engenharia de Transportes
- Unidade
- Escola Politécnica
- Departamento
- Engenharia de Transportes
Currículo atualizado em 14/09/2025
Cita-se como: GIANNOTTI, MARIANA ABRANTES;Giannotti, M. A.;Giannotti, M.;GIANNOTTI, M. A.;GIANNOTTI, M.;GIANNOTTI, MARIANA A.;GIANNOTTI, MARIANA
Resumo biográfico
Professora Titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Pesquisadora Principal do Centro de Estudos da Metrópole (CEM - CEPID/FAPESP). Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade de São Paulo (1998), com intercâmbio na Universidade do Arizona, EUA (1996); mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (2001) e doutorado em Informações Espaciais pela Escola Politécnica (2010) com intercâmbio no Laboratoire d'InfoRmatique en Image et Systèmes d'Information (INSA - Lyon), França (2008 a 2009, bolsista CNPq). Coordena a área de Transferência Tecnológica do Centro de Estudos da Metrópole (CEM/Cepid/FAPESP) e o Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Transportes (PPGET). Tem como principais interesses o ensino (foi paraninfa de formandos da Poli) e a pesquisa em temas relacionados a Ciência de Dados Espaciais e suas aplicações na análise das desigualdades relacionadas ao transporte urbano.
Indicadores
Áreas de atuação
01 registro- EngenhariasEngenharia de TransportesGeoprocessamento
Formação acadêmica
04 registros- 2005 – 2010DoutoradoConcluídoEngenharia de Transportes · Universidade de São Paulo“Desenvolvimento de ontologias para sistemas de apoio a logística humanitária baseados em serviços de informações geográficas: uma aplicação para bancos de alimentos”Orientação: José Alberto QuintanilhaBolsa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
- 1999 – 2001MestradoConcluídoSensoriamento Remoto · Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais“Utilização de geotecnologias para a avaliação do impacto sócio-ambiental da cana - de - açúcar na região de Piracicaba.”Orientação: José Carlos Neves EpiphanioBolsa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
- 1993 – 1998GraduaçãoConcluídoEngenharia Agronômica · Universidade de São Paulo
- Livre-docênciaConcluídoLivre-docência · Universidade de São Paulo
Idiomas
03 registros| Idioma | Leitura | Fala | Escrita | Compreensão |
|---|---|---|---|---|
| Inglês | Bem | Bem | Razoável | Bem |
| Francês | Bem | Bem | Razoável | Bem |
| Espanhol | Razoável | Razoável | Pouco | Razoável |
Atuação profissional
22 registros- 2024 – presenteVínculo atualEscola PolitécnicaProfessor TitularServidor Publico40h/sem
- 2023 – 2024Dedicação exclusivaEscola PolitécnicaProfessor AssociadoServidor Publico40h/sem
- 2022 – presenteVínculo atualFundação de Apoio à Universidade de São Paulo
- 2021 – 2023Dedicação exclusivaEscola PolitécnicaProfessor Doutor IIServidor Publico40h/sem
- 2021 – presenteVínculo atualFundação Getúlio Vargas (SP)
- 2020 – presenteVínculo atualCentro de Estudos da Metropole
- 2018 – presenteVínculo atualUniversidade Federal do ABC
- 2014 – 2021Dedicação exclusivaEscola PolitécnicaProfessor DoutorServidor Publico40h/sem
- 2013 – 2013Escola PolitécnicaProf Contratado IIIServidor Publico12h/sem
- 2010 – 2014Escola PolitécnicaEspecialista Laboratório de GeoprocessamentoCeletista30h/sem
- 2010 – 2010Centro Universitário SenacProfessorProfessor vistante20h/sem
- 2009 – 2009Centro Universitário SenacProfessorProfessor vistante16h/sem
- 2008 – 2009Dedicação exclusivaInstitut National des Sciences Appliquées de LyonBolsista em estágio doutoralBolsista40h/sem
- 2008 – 2008Centro Universitário SenacProfessorProfessor vistante8h/sem
- 2007 – 2007Centro Universitário SenacProfessorProfessor Visitante4h/sem
- 2005 – 2005Associação de Apoio Políticas de Segurança AlimentarGerente de ProjetosCeletista40h/sem
- 2005 – 2009Escola PolitécnicaBolsista de DoutoradoBolsista40h/sem
- 2002 – 2002Instituto Sócio AmbientalConsultoria em GeoprocessamentoConsultor10h/sem
- 2002 – 2005Universidade de São PauloTécnico de Nível Superior 1ACeletista40h/sem
- 2001 – 2001Universidade Federal de São CarlosProfessor convidadoColaborador4h/sem
- 1999 – 2001Dedicação exclusivaInstituto Nacional de Pesquisas EspaciaisBolsista de MestradoBolsista40h/sem
- 1998 – 1999Serrana FertilizantesEngenheira AgronomaOutro40h/sem
Produção bibliográfica
109 registros- 2023Mobility variability inequalities of favela residents based on mobile phone dataMatheus Henrique Cunha Barboza; Mariana Abrantes Giannotti; Anna Grigolon; Karst Geurs · Congresso da ANPET - Associação Nacional de Ensino e Pesquisa em Transportes · Santos
- 2023Análise da segurança pedonal por meio de cluster com efeito de transbordamento espacial na cidade de São PauloAndré Victor Igarashi; Fernando Gomes; Vinícius Martinez Ramim; Mariana Abrantes Giannotti; Mateus Humberto · Congresso da ANPET - Associação Nacional de Ensino e Pesquisa em Transportes · Santos
- 2023O acesso às escolas na cidade de São Paulo: desigualdades e políticas públicasBruna Pizzol; Mariana Abrantes Giannotti · Congresso da ANPET - Associação Nacional de Ensino e Pesquisa em Transportes · Santos
- 2023Análise do efeito da alteração do limite de velocidade sobre a segurança de usuários vulneráveis por meio de inferência causalAndré Victor Igarashi; Mateus Humberto; Mariana Abrantes Giannotti · Congresso da ANPET - Associação Nacional de Ensino e Pesquisa em Transportes · Santos
- 2020Exclusão social relacionada aos transportes: A acessibilidade é um fator relevante para a inclusão social?Gregório Costa Luz de Souza Lima; Matheus Henrique Cunha Barboza; Licinio da Silva Portugal; Mariana Abrantes Giannotti · 34o Congresso da ANPET - Associação Nacional de Ensino e Pesquisa em Transportes · À distância
- 2019Impactos potenciais de habitações de interesse social nas desigualdades de acessibilidade a empregos no município de São PauloDiego Bogado Tomasiello; Mariana Abrantes Giannotti; Flávia da Fonseca Feitosa · XX GEOINFO · São José dos Campos
- 2019Padrões de Atividades de Residentes de Paraisópolis: Análise de Dados de Múltiplos Dias Coletados com SmartphonesBruna Pizzol; Orlando Strambi; Mariana Abrantes Giannotti; Bianca Bianchi Alves · 33o Congresso da ANPET - Associação Nacional de Ensino e Pesquisa em Transportes · Balneário Camboriu
- 2018Investigating the mobility capabilities and functionings of children and their caregivers: a quantitative assessment of preschools in são paulo (brazil), with focus on walking and the right to the city.Mateus Humberto; Bruna Pizzol; Filipe Moura; Mariana Abrantes Giannotti · Annual conference of the Human Development and Capability Association · Buenos Aires
- 2017Geostatistics as a tool to map the spatio-temporal evolution of car ownership in São Paulo metropolitan areaEduardo Henrique de Moraes Takafuji; Bruna Lahos de Jesus Bacic; Juliana Siqueira Gay; Mariana Abrantes Giannotti; Marcelo Monteiro da Rocha · SBSR - XVIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto · ISBN 978-85-17-000 · Santos
- 2017Learning spatial inequalities: a clustering approachJuliana Siqueira Gay; Mariana Abrantes Giannotti; Monika Sester · GEOINFO - XVIII Brazilian Symposium on Geoinformatics · ISBN 2179-4847 · Salvador
- 2017Travel survey tools and methods: challenges on surveys at slums.Bruna Pizzol; Bianca Bianchi Alves; Mariana Abrantes Giannotti; Orlando Strambi; Renato Arbex; Luiz Raphael Bruni · 11th International Conference on Transport Survey Methods ISCTSC · Quebeq
- 2016Comparing accessibility in urban slums using smart card and bus GPS dataRenato Arbex; Bianca Bianchi Alves; Mariana Abrantes Giannotti · Transportation Research Board 95th Annual Meeting · Washington
- 2016Accessibility and flood risk spatial indicators as measures of vulnerabilityJuliana Siqueira Gay; Mariana Abrantes Giannotti; Diego Bogado Tomasiello · GEOINFO - XVII Brazilian Symposium on Geoinformatics · ISBN 2179-4820 · Campos de Jordão
- 2016Análise e visualização de dados de rastreamento para estudos de logística urbanaPatricia Faias Laranjeiro de Andrade; Leonardo Alves Godoy; Mariana Abrantes Giannotti; Claudio Barbieri da Cunha; Hugo Tsogunobo Yoshida Yoshizaki · XXX ANPET - Congresso de Pesquisa e Ensino em Transportes · ISBN 97885878932 · Rio de Janeiro
- 2016SIG e impactos cumulativos sobre a biodiversidade no contexto sucroenergético paulistaAna Paula Alves Dibo; Juliana Siqueira Gay; Mariana Abrantes Giannotti; Luis Enrique Sánchez · CBAI - 3° Congresso Brasileiro de Avaliação de Impactos · ISBN 2446-5097 · Ribeirão Preto
- 2016Does mine land rehabilitation restore ecosystem services?Josianne C. S. Rosa; Mariana Abrantes Giannotti; Luis Enrique Sánchez · 24th World Mining Congress: Mining in a world of innovation · Rio de Janeiro
- 2015Seleção de áreas adequadas para a instalação de aterro sanitário utilizando SIG e análise multicritério - estudo de caso: UGRHI 5 (Piracicaba/Capivari/Jundiaí)Luciana Maria Gasparelo Spigolon; Natália da Costa Souza; Ana Paula Camargo Larocca; Mariana Abrantes Giannotti; Mario Augusto Tavares Russo; Joaquim Mamede Alonso · SBSR - XVII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto · João Pessoa
- 2015Análise das mudanças temporais de cobertura da terra na região portuária da Baixada Santista-SP e a proposição de modelos de dinâmica espacialRenata Sayuri Kawashima; Claudia Maria de Almeida; Mariana Abrantes Giannotti; José Alberto Quintanilha · Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR, · João Pessoa
- 2015The negative externalities of the transportation system in megacities influenced by the industrial and comercial establishments and the urban freights flows.Diego Bogado Tomasiello; Claudia Almeida Soares Machado; Mariana Abrantes Giannotti; Renato Arbex; José Alberto Quintanilha · CUPUM - 14th International Conference on Computers in Urban Planning and Urban Management · Cambridge
- 2015Spatial visualization of job inaccessibility to identify transport related social exclusionPedro da Cunha Logiodice; Renato Arbex; Diego Bogado Tomasiello; Mariana Abrantes Giannotti · GEOINFO - XVI Brazilian Symposium on Geoinformatics · Campos de Jordão
- 2014Active Learning classification and change detection on multispectral images.Kiran Mantripragada; Mariana Abrantes Giannotti; Quintanilha · International Conference on Industrial Informatics · Porto Alegre
- 2014Estimates of forest degradation: an algorithm based on active learning, maximum likelihood and PCA for change detection.Kiran Mantripragada; Mariana Abrantes Giannotti; Quintanilha · IGARSS 2014 - International Geoscience and Remote Sensing Symposium · Quebec
- 2014Primeiros passos para a implementação de uma IDE universitáriaPatrícia Lustosa Brito; Silvana Camboim; Fabiola Andrade Souza; Mariana Abrantes Giannotti · V Simpósio Brasileiro de Ciências Geodésicas e Tecnologias da Geoinformação · Recife
- 2013Transportation system and land price: an investigation about its relationship based on spatial analysisClaudia Almeida Soares Machado; Mariana Abrantes Giannotti; Juliana Kolling; Luiz Augusto Manfre; Eunice Barbosa; José Alberto Quintanilha · 13a. Conferência International da LARES - Latin American Real Estate Socitey · São Paulo
- 2013Hazard areas land cover change between 1986 and 2010 in Sao Paulo City, BrazilLuiz Augusto Manfre; Rodrigo A. A. Nóbrega; Mariana Abrantes Giannotti; Claudia Almeida Soares Machado; José Alberto Quintanilha · 13a. Conferência International da LARES - Latin American Real Estate Socitey · São Paulo
Produção técnica
19 registros- 2021Nota Técnica CEM II - Priorizar o transporte público e desestimular o carro?Diego Bogado Tomasiello; Steffano de Vasconcelos; Fernando Gomes; German Freiberg; Bruna Pizzol; Tainá Bittencourt +1 autores
- 2021Nota Técnica CEM VI - Priorizar o transporte ativo por bicicletas!Laura Mattos Fortes; Flavio Soares; Luiz Marcelo T Alves; Mariana Abrantes Giannotti
- 2021Nota Técnica CEM X - Acesso à cidade, transporte e habitaçãoBeatriz Moura dos Santos; Mariana Abrantes Giannotti
- 2021Nota Técnica CEM IX - Priorizar o transporte ativo a pé!Bruna Pizzol; Diego Bogado Tomasiello; Steffano de Vasconcelos; Laura Mattos Fortes; Fernando Gomes; Mariana Abrantes Giannotti
- 2020Mudanças no Transporte Coletivo de Grandes Cidades Aumentaram o Risco de Contágio dos Grupos Mais Vulneráveis.Mariana Abrantes Giannotti; Tainá Bittencourt; Pedro da Cunha Logiodice · Relatório técnico de apoio às políticas públicas durante a pandemia.
- 2020Mapa da Desigualdade de São Paulo: Mobilidade Urbana (Parceria CEM & Rede Nossa São Paulo).Mariana Abrantes Giannotti; Tainá Bittencourt; Pedro da Cunha Logiodice
Projetos de extensão
05 registrosProjetos de extensão universitária registrados no Currículo Lattes — a categoria de produção acadêmica própria, ao lado das produções bibliográfica, técnica e artística.
- Concluído2022 – 2023Extensão
Desenvolvimento do Eixo de Sustentanbilidade para o Plano Habitacional 2040
O Plano Nacional de Habitação (PLANHAB) é o mais importante instrumento de planejamento habitacional na esfera Federal no longo prazo, visando garantir o direito à moradia digna no Brasil, sobretudo no segmento da Habitação de Interesse Social (HIS). O PLANHAB propõe objetivos e estratégias com base no diagnóstico das necessidades habitacionais, nas projeções de demanda e na governança do Sistema Nacional de Habitação. O novo PLANHAB tem como horizonte temporal o ano de 2040 e, nesse novo ciclo de planejamento, é fundamental considerar a questão da sustentabilidade. Os efeitos já sensíveis das mudanças climáticas, com o aumento da intensidade e frequência de eventos climáticos extremos, indicam que ações rápidas e relevantes são necessárias para limitar o aquecimento global. Também é necessário promover a resiliência das habitações às mudanças climáticas, sobretudo na HIS, uma vez que a população de baixa renda tende a estar mais exposta ao risco de eventos climáticos extremos. A elaboração do PLANHAB 2040 representa uma janela de oportunidade para integrar a sustentabilidade no planejamento do setor habitacional brasileiro. Os próximos anos serão decisivos, não apenas no combate às mudanças climáticas, mas também na redução da desigualdade social e garantia de direitos humanos e acesso à moradia. Este projeto tem como objetivo produzir subsídios e elaborar uma proposta para o novo Eixo de Sustentabilidade do PLANHAB 2040, contemplando os principais aspectos de sustentabilidade ambiental, social e econômica que dizem respeito à Habitação de Interesse Social, considerando as particularidades do setor habitacional brasileiro.
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Diego Bogado Tomasiello, Beatriz Moura dos Santos, Luciana Royer, Vanderley Moacyr John (Responsável)
- Concluído2021 – 2023Extensão
A New Governance for an Equitable and International Mobility As A Service (MAAS) in São Paulo
A New Governance for an Equitable and International Mobility in São Paulo tem como principal objetivo modelar, para a cidade de São Paulo, uma Política Pública Urbana de Mobilidade como Serviço, conhecida pela sigla MaaS, com as seguintes características: (i) integração física, modal e tarifária; (ii) equidade: incentivos para aumentar a igualdade e promover a distribuição progressiva do financiamento do transporte público, garantindo que mais vulneráveis paguem menos por quilômetro do que os de maior renda; (iii) sustentabilidade: priorização de modos coletivos e ativos; (iv) inovação aberta; (v) sistema de preços para incluir todos os modos nesta plataforma e também qualquer aplicativo de mobilidade disposto a abrir seus dados para fornecer um serviço mais abrangente aos seus usuários. Pressupõe o desejo das pessoas por se deslocarem entre dois pontos, fazendo, para tanto, uso do melhor modo possível, dadas as suas características e as possibilidades de viagens existentes. Contudo, sem uma política pública que orquestre a cocriação das soluções tecnológicas de mobilidade e que direcione insumos públicos e privados, coletivos e individuais, motorizados e ativos, a um sistema mais equânime e sustentável, os problemas públicos e desequilíbrios urbanos podem se intensificar. Daí a importância do projeto estrategicamente arquitetando uma política pública de MaaS em conjunto com atores acadêmicos, empresariais e governamentais. O objetivo do projeto é, portanto, operacionalizar, no contexto da cidade de São Paulo, o conceito de Mobilidade como Serviço (MaaS). Para isso, os modos ativos, além do transporte coletivo, precisam ser priorizados. O modelo de MaaS a ser proposto neste trabalho inovam uma vez que esses critérios, de equidade e de sustentabilidade, não fazem parte necessariamente de um modelo de MaaS como podemos observar pelas diferentes iniciativas pelo mundo.
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Bruna Pizzol, Ciro Biderman (Responsável), Tainá Bittencourt, Gregório Costa Luz de Souza Lima, Eliane Teixeira, Sarah Marinho
- Concluído2021 – 2023Extensão
Shared Streets in São Paulo
Depois de um longo período de domínio dos carros particulares, no final do século passado, a sociedade começou a perceber que essa solução para o transporte urbano proporcionava externalidades negativas importantes como os congestionamentos que comprometem a nossa qualidade de vida. Para além disso, o modelo atual baseado em combustíveis fósseis não é sustentável, além de afetar a qualidade do ar nas cidades e aumentar as emissões de CO2. Os prejuízos à saúde no modelo de transporte baseado no carro se estendem para o problema de insegurança viária, além de desincentivo para a atividade física com todas as consequências negativas desse comportamento para a saúde. A situação começou a mudar na virada do século passado, e agora para a comunidade científica está claro que esse modelo é totalmente insustentável e desigual. O objetivo do projeto é compreender como seria possível aumentar a participação dos modos ativos e do uso do transporte público na cidade de São Paulo. Através de propostas regulatórias e de investimento, o projeto pretende dar caminhos para melhorar a qualidade das calçadas, bem como aumentar o espaço destinado a pedestres e para o transporte público na cidade. Em termos pontuais, o objetivo é aumentar a capacidade da cidade de criar micro-intervenções, ou seja, intervenções urbanas em um perímetro definido que valorizem os modos ativos e o transporte público ao invés do transporte motorizado individual. Serão estudados casos de experiências com mobilidade mais sustentável social e ambientalmente, bem como estimados os custos de externalidades negativas associadas aos diferentes modos de transporte na cidade de São Paulo.
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Frederico Roman Ramos, Diego Bogado Tomasiello, German Freiberg, Ciro Biderman (Responsável), Hannah Machado, Patricia Alencar Silva Mello, Claudia Acosta
- Concluído2012 – 2014Extensão
Infraestrutura de Dados Espaciais USP - IDE USP
O projeto IDE USP tem como objetivo conceber, desenvolver e implementar uma Infraestrutura de Dados Espaciais que viabilize a organização, sistematização e compartilhamento do acervo de dados espaciais (mapas, dados georeferenciados, imagens de satélite, fotografias aéreas, entre outros) produzidos, adquiridos e utilizados pela Universidade de São Paulo. Constituir uma Infraestrutura de Dados Espaciais da USP significa economizar verba para aquisição de imagens de satélite e mapas digitais; economizar tempo de trabalho de funcionários, docentes e discentes na digitalização de mapas e organização de dados; potencializar pesquisas; oferecer um material de melhor qualidade para as atividades didáticas dentro da Universidade e possibilitar que a comunidade fora da USP tenha acesso a este acervo que tem sido produzido dentro da Universidade. Uma Infraestrutura de Dados Espaciais da USP poderá ser utilizada na área de ensino, como apoio de material didático, na área de pesquisa, potencializando a colaboração entre pesquisadores e aumentando a eficiência através de redução de re-trabalho e, principalmente, na área de extensão, uma vez que muitos dados poderão ser disponibilizados para toda comunidade, dados estes que podem servir de base para formulação de políticas públicas, divulgação de informações aos cidadãos além de outras funções que podem vir a assumir depois que forem disponibilizados a sociedade.
EquipeMariana Abrantes Giannotti (Responsável), Gerd Sparovek, José Alberto Quintanilha, Ricardo Ribeiro Rodrigues, Eunice Barbosa, Ricardo Nader, Edgar Spilla, Amarylis Montagnolli +13 integrantes
- Concluído2009 – 2010Extensão
Modelagem de sistema de infra-estrutura de dados espaciais DATAGEO
Financiadores- Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Eduardo Jun Shinohara, José Alberto Quintanilha (Responsável), Arlete Tieko Ohata
Projetos
19 registrosProjetos de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico registrados no Currículo Lattes.
- Em andamento2024 – presentePesquisa
Mapeamento do acesso ao alimento para subsidiar políticas públicas de segurança alimentar e nutricional e de combate à fome nas cidades brasileiras
O Brasil atravessou um período de agravamento da insegurança alimentar e nutricional entre 2018 e 2022, chegando à marca de 33 milhões de pessoas nesta situação (II VIGISAN, 2022). Este projeto visa apoiar o desenvolvimento de métodos para mensuração e análise das iniquidades no acesso aos alimentos saudáveis nas cidades brasileiras em suporte às políticas públicas, a partir de Acordo de Cooperação Técnica com a Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (SESAN/MDS). O projeto envolve o desenvolvimento de métodos para o aprimoramento do mapeamento dos desertos alimentares nas cidades, ou seja, identificação das áreas em que a população tem acesso restrito aos alimentos saudáveis no ambiente urbano. Mais especificamente, o projeto foca o mapeamento dos comerciantes periféricos, que vendem alimentos nas comunidades e favelas. Para tal, investiga métodos de inteligência artificial para processar imagens do Google Street View em 5 cidades distribuídas nas diferentes regiões brasileiras. Além da etapa quantitativa, está prevista uma fase qualitativa que inclui entrevistas estruturadas e grupos focais, virtuais e presenciais, em 3 grupos: 1. gestores públicos da área de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), 2. comerciantes periféricos (em favelas e comunidades) e 3. cidadãos. Os objetivos envolvem identificar : 1. desafios que comerciantes enfrentam para levarem alimento saudável (hortaliças, frutas e outros alimentos da cesta básica) para as favelas; 2. as barreiras que existem para os cidadãos acessarem esses alimentos e 3. os desafios e oportunidades apontados pelos gestores públicos na implementação das políticas de SAN. Dessa forma, a pesquisa pretende contribuir para a identificação de padrões espaciais de desigualdade de acesso a alimentos saudáveis e não saudáveis, promovendo recomendações para políticas públicas orientadas por evidências e contribuições para literatura nacional e internacional sobre o fenômeno.
Financiadores- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeMariana Abrantes Giannotti (Responsável), Renata Lucia Magalhães de Oliveira, Renata Bichir
- Em andamento2024 – presentePesquisa
Elaboração de instrumento para apoio e fomento ao desenvolvimento de planos de bairro no município de São Paulo
Os bairros constituem unidades promissoras de planejamento e gestão urbana, ao articularem a administração pública com as comunidades para resolver questões urbanas com mais eficiência, efetividade e melhoria da qualidade de vida para a população local. Correspondem à "escala urbana intermediária", ou seja, entre a das edificações e a das regiões urbanizadas. Sua abordagem científica é complexa e ainda insuficiente, tanto no Brasil quanto no exterior, relativamente a conceitos e métodos apropriados a essa escala, bem como reconhecimento e legitimação de agentes envolvidos e demonstração de resultados. A necessidade da elaboração de planos de bairro no município de São Paulo (MSP) já é apontada desde a década de 1960. O Plano Diretor Estratégico (PDE) do município de São Paulo de 2014, revisado em 2023, é a principal política pública urbana responsável por nortear o desenvolvimento urbano e prevê, dentre outros, que a Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) deve coordenar e fomentar a elaboração de planos de bairro no município. Entretanto, falta um referencial que oriente a concepção e a regulação dos planos de bairro, com conteúdo pertinente, apresentando métodos apropriados para fomento ao desenvolvimento local e instruindo sobre como elaborar um plano de bairro. É nesse processo de "Políticas Públicas em Construção" que este projeto de pesquisa se insere, com o objetivo de investigar e estabelecer procedimentos de suporte à elaboração e gestão de planos de bairro no município de São Paulo. Pretende-se gerar um instrumento orientativo para a execução desse componente do PDE, que beneficie a população do município como um todo, a partir do endereçamento apropriado de questões locais. Tratar-se-á de uma contribuição científica do tipo "Ciência Rápida", com sínteses científicas e suporte direto aos processos de gestão pública. O trabalho será elaborado em 24 meses, com estudo bibliográfico, histórico, institucional, regulatório e normativo, assim como levantamento e sistematização de dados abertos e dos disponibilizados pela PMSP. Para coletar percepções e informações adicionais, serão realizadas dinâmicas de discussão e participação com gestores públicos e outros agentes convidados, assim como organizações da sociedade civil de bairros de estudo de caso. A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) é a Instituição Parceira no projeto e a responsável legal pela execução da política de desenvolvimento urbano do município e participará ativamente no desenvolvimento da pesquisa, com discussões e apreciações do conteúdo produzido e trabalho colaborativo com a equipe de pesquisa. O público-alvo é a população do MSP. Os principais riscos do projeto envolvem as atividades participativas com as comunidades dos estudos de caso e agentes externos a SMUL, eventuais alterações na legislação urbanística e mudança nas priorizações políticas do novo governo, em 2025. Os resultados científicos incluem relatórios e artigos científicos, divulgados em periódicos, eventos e repositório USP. Para a gestão pública, haverá notas técnicas, apresentações, participações em reuniões e dinâmicas, assim como o documento orientativo para desenvolvimento de planos de bairro, passível de publicação pela Prefeitura.
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Karin Regina Castro Marins (Responsável), Paula Freire Santoro, Denise Helena Silva Duarte
- Em andamento2022 – presentePesquisa
Transporte Público no Acesso Equitativo e Sustentável às Oportunidades nas Metrópoles Brasileiras (RedeTP@Acesso)
Projeto financiado pelo Edital CNPq/MCTI/FNDCT Universal 2021 (Faixa B), desenvolvido em parceria por pesquisadores da UFC, Poli/USP, CEFET-MG, UFT e IPEA, com a colaboração da Universidade de Lisboa (Portugal), no âmbito da rede cooperativa Brasil-Europa de pesquisa NIUMAR - Network on Intelligent Urban Mobility and Accessibility Research - estabelecida com base nas premissas de um novo paradigma de planejamento urbano integrado que trata conjuntamente os subsistemas de atividades, uso do solo e transportes, em busca de promover o desenvolvimento urbano sustentável por meio de políticas públicas que resultem não só numa mobilidade mais eficiente, segura, ativa e inclusiva, como especialmente em distribuições espaço-temporais mais equitativas e justas para o acesso às atividades econômicas, educacionais e socioculturais. A RedeTP@Acesso se propõe, portanto, a desenvolver e validar métodos de avaliação estratégica das desigualdades socioespaciais na acessibilidade e mobilidade ao trabalho e estudo nas metrópoles brasileiras. Busca-se alcançar cooperativamente os seguintes objetivos específicos: a) construir uma representação conceitual das relações de causalidade entre decisões de atividades, locacionais e de comportamento de viagens; b) consolidar uma metodologia de avaliação estratégica das problemáticas da acessibilidade e mobilidade urbanas, visando fundamentar avaliações ex-ante e ex-post de políticas públicas para uso do solo e das intervenções nos transportes; c) estimar indicadores utilizando técnicas de mineração de dados, análise espacial exploratória e econometria espacial a partir de dados censitários, pesquisas OD e big data de transportes; d) desenvolver modelos espaciais confirmatórios capazes de dar suporte ao diagnóstico estratégico, quantificando desigualdades nas suas distribuições socioespaciais e inferindo suas relações causais com os elementos urbanos; e) validar a metodologia proposta por meio da análise comparativa da evolução das problemáticas de acessibilidade e mobilidade, assim como da avaliação ex-post das intervenções implementadas nas redes multimodais de transporte público de Fortaleza, Belo Horizonte e São Paulo.
Financiadores- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Carlos Felipe Grangeiro Loureiro (Responsável), Renata Lucia Magalhães de Oliveira, Rafael Henrique Moraes Pereira, Lílian dos Santos Fontes Pereira Bracarense, Francisco Gildemir Pereira da Silva
- Concluído2020 – 2024Pesquisa
Indicadores de desigualdades socioespaciais no transporte urbano para o suporte à políticas públicas
Apesar da Constituição reconhecer o transporte como um direito fundamental do cidadão e uma das metas para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) seja o transporte acessível a todos, o subsídio do governo federal ao transporte público é praticamente inexistente, bem como a coordenação a nível nacional para a implementação e monitoramento a nível estadual e municipal de políticas de mobilidade mais eficientes, sustentáveis e equitativas. Como consequência, a população mais pobre acaba por despender grande parte de sua renda em um serviço de transporte público de baixa qualidade, além de enfrentar péssimas condições de infraestrutura para o transporte ativo, enquanto municípios investem em ações voltadas ao transporte individual motorizado, como manutenção do sistema viário e vagas de estacionamento, favorecendo aqueles que possuem automóveis, que geralmente são os de renda mais alta, que vivem em lugares com melhor infraestrutura de transporte público. Identificar desigualdades sociais relacionadas às dimensões de transporte, em especial de acessibilidade e mobilidade, considerando suas distribuições em áreas ou grupos populacionais específicos, é um problema desafiador e cada vez mais investigado na comunidade científica internacional. No entanto, pesquisas comparativas que envolvem acessibilidade com base em estudos empíricos em contextos urbanos distintos, em especial de cidades do sul global, ainda são incipientes. Outro aspecto a avançar refere-se ao computo das desigualdades de acessibilidade com relação a possibilidade de incorporar outras dimensões para além do tempo, impedância adotada por grande parte dos estudos na área. Os poucos estudos empíricos que foram capazes de incorporar dimensões de custos apresentaram resultados distintos e adotaram metodologias muito diferentes, indicando uma lacuna importante a ser melhor investigada, em especial considerando que o custo com transporte vem crescendo nos últimos anos e pela primeira vez os brasileiros gastam mais com transporte do que com alimentação (IBGE, 2019). O aspecto do custo ganha, portanto, uma relevância fundamental para as pesquisas relacionadas a desigualdades no transporte urbano no Brasil.Este projeto de pesquisa propõe a investigação sobre as desigualdades no transporte urbano, a partir do computo de indicadores para transporte público e ativo em algumas cidades, de forma a analisar o efeito e a relação de diferentes contextos territoriais e urbanos nas desigualdades socioespaciais. Somado a isso, serão explorados dados espaciais em diferentes níveis de agregação e escala, provenientes de fontes heterogêneas, em busca de identificar o potencial de cada conjunto de dados como suporte à formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas.
Financiadores- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · BOLSA
EquipeMariana Abrantes Giannotti (Responsável), Bruna Pizzol, Tainá Bittencourt, Matheus Henrique Cunha Barboza
- Em andamento2020 – presentePesquisa
Desigualdades socioespaciais no transporte urbano - Centro de Estudos da Metrópole
As desigualdades socioespaciais no sistema de transporte urbano, em especial a concentração de piores condições nas regiões onde vivem as pessoas de baixa renda, que mais dependem do serviço de transporte público, constitui mais uma barreira para essa população mais pobre sair dessa condição. Essa exclusão social relacionada ao transporte tem sido discutida pela comunidade científica, no entanto, muitos estudos são no norte global, com poucas evidências empíricas em contexto de grandes desigualdades. Em busca de métricas e métodos que possam captar melhor os problemas de equidade espacial relacionada ao transporte urbano, este projeto investigará quais são os indicadores de desigualdades socioespaciais mais adequados para dar suporte à formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas na área de transporte, visando a priorização das populações mais pobres. Para tal, este projeto pretende investigar diversos indicadores já utilizados na área de transporte e em outras áreas, como a saúde e educação, verificando as adaptações necessárias. A partir de métodos de ?spatial data science? aplicados em diversas fontes de dados (GTFS, Open Street Map, Pesquisa Origem Destino, Bilhetagem Eletrônica e GPS dos ônibus, entre outros) o projeto pretende produzir um quadro de indicadores diverso, espacial, multiescalar e com diferentes níveis de detalhamento e precisão técnica considerando a intermodalidade.
Financiadores- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeMariana Abrantes Giannotti (Responsável), Diego Bogado Tomasiello, Bruna Pizzol, Tainá Bittencourt
- Concluído2018 – 2020Pesquisa
Caracterização espaço temporal dos padrões de viagens de populações de baixa renda baseada em dados de telefonia móvel, bilhetagem e rastreamento de veículos em São Paulo.
Populações de baixa renda em São Paulo dependem majoritariamente do transporte público para acessar o trabalho. No entanto, ainda há muitos desafios para captar os efeitos do sistema de transporte sobre a exclusão social e, para além disso, incorporar nos modelos usados para o planejamento da extensão dessa rede de transporte, aspectos que enderecem esta questão. Somado a isso, há uma dificuldade histórica para a coleta de dados, decorrente em grande parte dos altos custos relacionados. Em especial a população mais vulnerável é geralmente mais afetada pela falta de dados, tendo suas áreas muitas vezes subamostradas ou até não consideradas, como foi o exemplo dos levantamentos censitários até o ano de 2000 em áreas de habitação precária. Contudo, o avanço das tecnologias de posicionamento e comunicação trouxeram novas perspectivas quanto a coleta de dados. Dados espaço temporais de bilhetagem, rastreamento dos ônibus e telefonia móvel têm sido recentemente explorados pela comunidade acadêmica como uma forma complementar para a investigação sobre padrões de mobilidade. Esses novos dados, no entanto, precedem de novos métodos, bem como, um melhor entendimento de seus potenciais e limitações. Este projeto tem como objetivo pesquisar métodos para análises espaço temporais de grandes volumes de dados de bilhetagem, rastreamento dos ônibus e telefonia móvel, em busca de contribuir para a melhor caracterização das relações entre o sistema de transporte e a exclusão social, em especial com o foco nas populações de baixa renda do município de São Paulo.
Financiadores- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · BOLSA
EquipeMariana Abrantes Giannotti (Responsável), Diego Bogado Tomasiello, Bruna Pizzol, Caio de Borthole Valente Pieroni, André Leite Rodrigues, Beatriz Moura dos Santos
- Concluído2017 – 2020Pesquisa
Acessibilidade a oportunidades no município de São Paulo pela população de baixa renda: análise através do uso de grandes volumes de dados espaciais.
A crise da mobilidade urbana afeta a qualidade de vida de toda a cidade, entretanto a população de baixa renda, por residir em geral em bairros mais afastadas dos empregos e serviços, é provavelmente a mais comprometida. Com o avanço das tecnologias de informação, comunicação e posicionamento, a possibilidade de medir os tempos de viagem através da utilização de dados de rastreamento de veículos tornou-se uma ferramenta importante para o planejamento de transportes. Índices de acessibilidade, que tradicionalmente eram baseados em quantidade de oportunidades e estimativas de tempos de viagem ou simplesmente da distância como parâmetro para o seu cálculo, podem ter este parâmetro melhor calculado a partir de tempos de viagem medidos pelo rastreamento, o que permite a obtenção de cenários mais realistas para pesquisas e planejamento em transporte. A utilização dos dados de rastreamento de veículos para a modelagem e manutenção de redes de transporte em Sistemas de Informações Geográficas (SIG) é um desafio, visto que envolvem grandes volumes de dados espaço-temporais, que precisam ser tratados para a incorporação nos modelos de rede. A modelagem de redes de transporte dinâmicas, que permitam identificar trajetos e tempos de viagem em horários e períodos distintos, retratando alterações ocasionadas por intervenções nas vias e/ou alterações nos itinerários das linhas de transporte, pode ampliar a compreensão da dinâmica da evolução do sistema de transportes em uma cidade. Diante desses desafios, esse trabalho pretende calcular e mapear índices de acessibilidade, a partir de redes multitemporais de transporte, com o objetivo de avaliar a condição enfrentada pela população de baixa renda para o acesso às oportunidades na cidade de São Paulo.O presente projeto investirá no processo de aprimoramento de um modelo de rede de transporte, a partir de dados de rastreamento de veículos, que permitirá o cálculo de índices de acessibilidade que traduzam com mais fidedignidade o que acontece no cotidiano da população de baixa renda. Somado a isso, o projeto explorará a técnica para análise de problemas n-dimensionais, o Self Organizing Maps (SOM), como ferramenta para a identificação de padrões que relacionem as características socioeconômicas dessa população às condições de acessibilidade proporcionada pela infraestrutura de transportes.Espera-se, portanto, contribuir para análises que subsidiem a transformação do atual círculo vicioso da mobilidade nas grandes metrópoles em um círculo virtuoso no qual a mobilidade urbana atue, não mais como um obstáculo, mas como um agente do desenvolvimento econômico e da redução da desigualdade de oportunidade em cidades como São Paulo.
Financiadores- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeMariana Abrantes Giannotti (Responsável), Diego Bogado Tomasiello, Pedro da Cunha Logiodice, Juliana Siqueira Gay, Nuno Graça, Beatriz Moura dos Santos, Julia Mattos
- Concluído2016 – 2018Pesquisa
High-Resolution GPS Data Analysis of Urban Logistics Activities to Improve the Operational Performance and Sustainability of Last-Mile Distribution in Sao Paulo
Delivering and distributing food, material, and other goods needed to sustain large populations in dense, built up cities is an on-going challenge. This is particularly acute in megacities in emerging markets, where logistic operations need to cope with the complexity of dense urban environments, congestion, high-population growth, extreme variability of the urban topology, highly fragmented distribution channels, very small retail outlets and constantly changing local policies. With the majority of people living in urban environments and the projections that the top 100 largest cities of the world will account for over 50% of the GDP in the next 20 years, innovative research in megacity logistics is needed.
Financiadores- MISTI Brazil Grant · COOPERACAO
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Matthias Winkenbach (Responsável), Claudio Barbieri da Cunha, Patricia Faias Laranjeiro de Andrade, Leonardo Alves Godoy, Daniel Merchand, Hugo Yoshizaki
- Concluído2016 – 2017Outra
International Strategic Partnership UT Centre for Transport Studies and USP Brazil
An International Strategic Partnership UT Centre for Transport Studies and USP Brazil, led by Prof. Karst Geurs from The Centre for Transport Studies, Department of Civil Engineering (UT-CTW), that was the PI of a 3-year FAPESP/NWO/ESRC funded project ASTRID (Accessibility, Social justice and TRansport emission Impacts of transit-oriented Development strategies) was stablished with the USP-Poli, to invest on the joint research interests and experiences (accessibility, public transport modelling, GIS analysis, etc.). USP-Poli, participating with USP-CEM (department Urban Political Sciences) on the FAPESP funded project RESOLUTION (REsilient Systems fOr Land Use TransportatION) which has many similarities with the ASTRID project. So, this project aims to pursue opportunities for research collaboration, joint applications for research funding and student exchange.
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Diego Bogado Tomasiello, John P. Pritchard, Karst Geurs (Responsável)
- Concluído2015 – 2017Pesquisa
Paraisópolis mobility diagnosis: providing more equitable and sustainable transport options for vulnerable populations in the community of Paraisópolis, São Paulo, Brazil
O projeto pretende desenvolver um diagnóstico dos padrões de mobilidade de Paraisópolis, visando identificar os principais gargalos que a comunidade enfrenta no acesso a oportunidades econômicas e às atividades diárias. Os dados de deslocamentos serão coletados por um aplicativo instalado no celular dos participantes da pesquisa, que registra a posição da pessoa no decorrer do tempo. Embora a coleta de dados e análises sejam realizadas exclusivamente para a comunidade de Paraisópolis em um primeiro momento, espera-se replicar a metodologia para fornecer uma solução confiável e eficaz que possa conduzir rapidamente estudos de origem-destino em diferentes escalas e diversos ambientes em contextos semelhantes. Além disso, os resultados irão fornecer base de informação sobre os aspectos de mobilidade para outros projetos que considerem urbanização de favelas urbanas, respondendo a uma falta de informação disponível sobre o tema de transporte e mobilidade em favelas no Brasil.
Financiadores- Banco Internacional de Reconstrucao e Desenvolvimento (Banco Mundial) · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeMariana Abrantes Giannotti (Responsável), Orlando Strambi, Renato Arbex, Bianca Bianchi Alves, Bruna Pizzol, Irene Quintans, Caio de Borthole Valente Pieroni, André Leite Rodrigues
- Concluído2015 – 2018Pesquisa
RESOLUTION - REsilient Systems for Land Use TransportaTION
O projeto Resolution objetiva explorar o impacto do transporte na segregação social em São Paulo e Londres, cidades mundiais comparáveis em termos de população, área e densidade, tanto a nível municipal como metropolitano. Nas grandes cidades, grupos sociais classificados pela renda, classe e etnia manifestam diferenças extremas em termos de localização e quão acessíveis são para uma variedade de oportunidades de mobilidade, tal como se reflete na distribuição física dos recursos associados a diferentes sistemas de transporte. Estas duas cidades fornecem exemplos de segregação que nos permite usar os resultados de uma cidade para examinar a outra; os padrões de segregação no que diz respeito ao transporte são semelhantes, e em alguns sentidos, diferente dos outros. Isso proporciona uma oportunidade ideal para o trabalho comparativo sobre segregação usando conjuntos de dados valiosos para cada uma dessas cidades. Primeiramente serão construídos portais baseados em web que nos permitirão representar uma grande variedade de redes, fluxos e dados de atributos socioeconômicos. Esta etapa será realizada a partir da vasta experiência neste tipo de sistemas desenvolvidos pela CASA (ver www.maptube.org ; www.datashine.org.uk ), e da transferência dessas ideias para São Paulo, com base nos seus próprios sistemas (www.fflch.usp.br/centrodametropole/en/ ). Será adicionado explicitamente o fator transporte em ambas as cidades objetivando o fornecimento de um fluxo de analises que informarão o desenvolvimento de modelos baseados em agentes capazes de simular como as mudanças nos sistemas de transporte são refletidas na mudança de padrões de segregação. Tais modelos serão construídos em estruturas pioneiras existentes em várias colaborações entre CASA, Birkbeck, CEM, USP, UFABC e INPE. Os sistemas de dados e modelos construídos serão capazes de oferecer perspectivas de testes práticos de cenários alternativos de transporte na estrutura espacial úteis às políticas urbanas.
Financiadores- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Flávia da Fonseca Feitosa, Eduardo Cesar Leão Marques (Responsável), Antônio Miguel Vieira Monteiro, Pedro Ribeiro de Andrade, Michael Batty, Joana Barros
- Concluído2013 – 2014Pesquisa
GeoMega Geoprocessamento para Megacidades: aplicações em Eng. de Transportes.
Descrição: O objetivo do projeto consiste na exploração de técnicas de Geoprocessamento para Mega Cidades em aplicações de Eng. de Transportes. São objetivos específicos: Explorar técnicas de análise espacial para o estudo relacionado a acidentes com usuários vulneráveis em megacidades, mais especificamente na cidade de São Paulo, que conta com uma população de mais de onze milhões de habitantes (IBGE, 2011). Analisar problemas do sistema de transporte, tendo como embasamento de dados e informações advindos das imagens de satélite e as ferramentas de análises espaciais, utilizando-se os princípios do transporte sustentável. A partir dos produtos de sensoriamento remoto identificar feições urbanas úteis para o planejamento de transporte, em especial áreas do município de São Paulo, para que com base nesses dados seja possível caracterizar o uso do solo e as questões correspondentes ao planejamento do sistema de transportes.
Financiadores- Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeMariana Abrantes Giannotti, José Alberto Quintanilha (Responsável), Claudia Almeida Soares Machado, Renato Grando
- Concluído2013 – 2014Pesquisa
Proposição de uma infraestrutura de dados espaciais para prevenção, monitoramento e atuação em acidentes rodoviários envolvendo o transporte de cargas perigosas, no complexo Anchieta-Imigrantes (SP).
Parcela significativa de acidentes com cargas de produtos perigosos concentra-se no modo rodoviário. No ambiente em que ocorre o transporte de produtos perigosos, ressaltam-se os riscos que ficam submetidos à população exposta (lindeira às vias públicas) e o meio ambiente, em razão das características físico-químicas dos produtos transportados. A CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, ligada à Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo, realiza continuamente o monitoramento da ocorrência de acidentes de trânsito envolvendo veículos pesados de transporte de cargas perigosas no sistema Anchieta-Imigrantes, com o objetivo principal de prover proteção ambiental e social no complexo e em seu entorno. Para suportar este monitoramento, a empresa e todas as demais entidades envolvidas necessitam uma estrutura computacional e de sistemas de informações, que permitam a difusão das informações obtidas a todas essas entidades envolvidas e aos órgãos internos da instituição e ao público externo de forma geral. Para realizar o monitoramento é necessário contar com dados gerados pela própria CETESB, cuja manutenção e atualização são de sua responsabilidade, além de dados de outras fontes, como os dados gerados pela empresa concessionária do sistema Anchieta-Imigrantes, a EcoVias, e dados do IBGE, os quais a CETESB não detém o controle de aquisição, atualização e manutenção. Diante desta natureza complexa do monitoramento e especificidades das informações envolvidas, o presente projeto propõe que uma arquitetura baseada em uma Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE), estruturada para prevenção, monitoramento e operação em acidentes rodoviários envolvendo o transporte de cargas perigosas, no complexo Anchieta-Imigrantes. A área coberta pelo Sistema Anchieta Imigrantes abrange complexos ecossistemas terrestres e aquáticos. As rodovias atravessam uma região extremamente sensível a impactos ambientais gerados por acidentes envolvendo produtos perigosos.
Financiadores- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Ana Paula Camargo Larocca, José Alberto Quintanilha (Responsável), Clodoveu Davis Jr, Janaína Bezerra Silva, Mauro de Souza Teixeira, Cira Pitombo
- Concluído2013 – 2013Pesquisa
Geoprocessamento e sensoriamento remoto como suporte ao gerenciamento de desastres.
Desenvolver metodologias para compartilhamento e disponibilização de dados geográficos, a partir de Infraestruturas de Dados Espaciais (IDEs) e Contribuição Voluntária de Dados Geográficos (VGI), como suporte ao desenvolvimento de sistemas de apoio ao gerenciamento de desastres. Desenvolver metodologias de Sensoriamento Remoto (S.R.), em especial, de classificação de imagens de Satélite para identificação de áreas para alocação de contingente populacional atingido por desastres. (Projeto MPC.04 da vertente Mapa Colaborativo do Centro de Estudos e Pesquisas de Desastres no Estado de São Paulo - CEPED, da Universidade de São Paulo, coordenado pelo Prof. Dr. Hugo Yoshizaki.)
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Luiz Augusto Manfre, Eliane Hirata, José Alberto Quintanilha (Responsável), Janaína Bezerra Silva
- Concluído2009 – 2012Pesquisa
Innovative Guidelines and Tools for Vulnerable Road Users Safety in India and Brazil - SaferBraIn
Objectives and approaches The main aim of the project is to increase the level of safety and security of the whole road transport system and its components, focussing the attention on vulnerable road users, thus contributing to the overall scope of reducing the number of fatalities and the severity of injuries caused by road accidents. The main risk factors for vulnerable users in Emerging Economies will be deeply analysed and, based on European experience and best practice, developed at national and European level, innovative methodologies and tools for planning, designing and maintaining safe infrastructures in India and Brazil will be developed. The transferability of these tools will be evaluated and they will be further modified with the experiences of local stakeholders. The project approach will be comprehensive and systemic and all the necessary components will be involved to be able to develop and implement potential solutions in a physical, management (traffic, speed, regulations, ), institutional, academic and educational way. A structured road safety management process, similar to the guidelines in the European Road Safety Observatory and those developed by the World Bank, will provide the framework for local implementation of the guidelines and procedures.
Financiadores- European Comission · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Eduardo Jun Shinohara, José Alberto Quintanilha (Responsável), Hugo Pietrantonio
- Desativado2008 – 2011Pesquisa
Espalhamento urbano e aquecimento climático na cidade de João Pessoa(PB): adaptação das políticas urbanas e novas ferramentas de gestão integrada baseadas em imagens orbitais de alta resolução
Há uma crescente demanda pela atualização de informações (dados e mapas) referentes a infra-estrutura de transportes, cobertura/uso do solo, impacto/mudanças ambientais decorrentes e/ou associadas à rede viária. A recente disponibilização de imagens de satélites de sensoriamento remoto de alta resolução espacial e espectral, permite análises mais detalhadas sobre dados de melhor qualidade. A informação proveniente dessas novas imagens difere das imagens até então disponíveis, não só em suas características técnicas (resoluções espacial, radiométrica e espectral) mas também nas aplicações possíveis. Atualmente métodos de classificação por objetos e técnicas de segmentação de imagens aplicadas a imagens de sensores cujos produtos são de alta resolução espacial (IKONOS, SPOT, CBERS e QUICKBIRD, por exemplo) têm sido alvo de pesquisas bem como a sua aplicação em problemas de planejamento de transportes. O objetivo deste projeto é desenvolver uma metodologia que identifique as mudanças ocorridas na rede viária, na ocupação por edificações (residencial, comercial, industrial) e na cobertura vegetal, através de estudos em áreas pequenas e restritas da cidade e que possam ser expandidos e utilizados em qualquer área urbana para identificação e caracterização de feições para planejamento de transportes. Para atingir esse propósito serão examinados os produtos gerados pelos softwares a serem utilizados no projeto e comparados o desempenho de classificadores estatísticos tradicionais (como os de máxima verossimilhança e um ou mais vizinhos mais próximos, por exemplo) e classificadores por objetos, aplicados as imagens urbanas da cidade de João Pessoa (PB) com população de 674.762 habitantes (IBGE, 2007) e território de 210 km . Os resultados obtidos ao final dos pré-processamentos, extrações de feições, segmentações e classificações serão comparados com análises visuais feitas sobre fotografias aéreas das regiões estudadas à época das imagens utilizadas e, visitas a campo.
Financiadores- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Eduardo Jun Shinohara, José Alberto Quintanilha (Responsável), Orlando Strambi, Alessandra Mariane Knopik Beltrame, William Kim, Laurent Duriex, Tânia Nóbrega
- Concluído2008 – 2010Pesquisa
Atlas ambiental e sócio-econômico da Baixada Santista - Fase II
A Fase II do Projeto do Programa de Políticas Públicas: Mapa e Atlas Ambiental/ Sócio-Econômico da Baixada Santista - Processo 06/51780-2 se propõe a constituir um sistema ativo de reposição e consulta de dados e mapas digitais, nos moldes do que hoje se denomina SDI Spatial Data Infrastructure, traduzido para IDE Infraestrutura de Dados Espaciais. O projeto foi subdividido em duas vertentes, adotadas para facilitar o gerenciamento do projeto e a divisão de competências. Essas vertentes, doravante denominadas de dados e de sistema, referem-se respectivamente, à aquisição de dados e informações necessários para a viabilização do sistema e ao sistema propriamente dito, que se reporta a como os dados e informações serão inseridos e disponibilizados digitalmente. A inserção se dará através de um catálogo de metadados (não armazena a informação mas busca onde ela estiver) e a disponibilização sob a forma de um atlas eletrônico. A vertente dados, cuja escala de referência ser a 1:50.000, será subdividida em duas versões: dados a serem produzidos durante a vigência da Fase II (sub-projetos: Infraestrutura de transportes; Cartografia temática; Quelônios, aves e mamíferos aquáticos; Eutrofização e florações algais nocivas) e mantidos na Fase III e dados já existentes (como os de assoreamento do porto de Santos, fornecidos pela CODESP; os dados gerados pelo Projeto Temático da FAPESP sobre a Serra do Mar, disponíveis em www.cptec.inpe/serradomar, por exemplo). Todos os dados, por sua vez, se classificam naqueles que não demandam atualização sistemática (limites administrativos, por exemplo) e aqueles que demandam atualização sistemática. A atualização sistemática dos dados que tenham essa demanda será mantida pelos parceiros a partir da Fase III. A vertente sistema se baseará em produtos open source, tais como o Terra Lib do Instituto de Pesquisas Espaciais, o gerenciador de banco de dados PostGIS e o GeoNetwork da FAO
Financiadores- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Eduardo Jun Shinohara, José Alberto Quintanilha (Responsável), Gabriel Niero de Carvalho, Silvia Maria Sartor
- Concluído2003 – 2006Pesquisa
Avaliação das terras do Estado de São Paulo visando o apoio de decisões ligadas à Agricultura Familiar
Uma das vertentes que vem ganhando força nos últimos anos, com maior ênfase no plano de trabalho do atual governo, são as questões ligadas a agricultura familiar e reforma agrária. No Estado de São Paulo a gestão da política fundiária e agrária tem como principais instituições responsáveis o INCRA, representante da União no estado e o ITESP, representante do governo estadual. Este projeto tem como objetivo principal criar um banco de dados geográfico com vários temas que permitam sua utilização em diversas ações, com foco principal no planejamento estratégico e na tomada de decisão. Além disso, capacitar técnicos na utilização e gerenciamento deste sistema, perpetuando-o nestas instituições. O projeto pretende atender demandas específicas na área de meio ambiente, cadastro das áreas da União e de terras devolutas ou presumivelmente devolutas e na comunicação entre poder público e os assentados. Também visa aumentar a eficiência e o potencial de uso de imagens de satélite e sensoriamento remoto na análise territorial através de capacitação específica para técnicos do INCRA e ITESP
Financiadores- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Gerd Sparovek (Responsável)
- Concluído2001 – 2005Pesquisa
Diversidade, dinâmica e conservação em florestas do estado de São Paulo: 40 ha de parcelas permanentes
O projeto será desenvolvido em quatro Unidades de Conservação (P.E. da Ilha do Cardoso, E.E. de Carlos Botelho, E. E. de Caitetus, E.E. de Assis), que representam as principais formações florestais de São Paulo (Floresta de Restinga, Floresta Atlântica de Encosta, Floresta Estacional Semidecidual e Cerradão). Em cada área serão alocadas 256 sub-parcelas de 400m2 cada, numa parcela maior de 320x320m, totalizando 10,24ha de área amostrada em cada área e 40,96ha no total. Em cada área, a parcela maior vai ser alocada usando imagens de videografia multiespectral. Em cada sub-parcela vão ser amostrados, georreferenciados e identificados todos os indivíduos com PAP maior ou igual à 15cm. Em cada área amostrada será feita a caracterização detalhada do solo (três profundidades em cada parcela) e da topografia ( escala 1:500), e a caracterização continuada (4 anos) do clima, do lençol freático e da luz, considerando todas as unidades do mosaico florestal e também a caracterização da fauna microbiana do solo, através do perfil de 16S rDNA gerado pelo método de DGGE. Para vegetação será feita uma caracterização das espécies ocorrentes (nas várias formas de vida) e a elaboração de guias práticos ilustrados de reconhecimento de campo de todas as espécies florestais amostradas. A estrutura será caracterizada com dois levantamentos fitossociológicos, fisionômicos e silvigênico, com 3 anos de intervalos entre eles e a distribuição espacial será avaliada através da função K. Os modelos da literatura de geração e manutenção de biodiversidade e de dinâmica florestal serão testados para a comunidade e para espécies e comparados entre áreas. Os dados vegetacionais serão correlacionados com os dados físicos de cada área, entre áreas, na perspectiva de compreender as diferenças entre esses tipos vegetacionais e promover uma adequação das práticas de manejo e conservação. Os dados serão ainda comparados com aqueles gerados em parcelas permanentes para as formações tipicamente tropicais.
Financiadores- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeMariana Abrantes Giannotti, Gerd Sparovek, Natália Macedo Ivanauskas, Rose Pereira Muniz de Souza, Ricardo Ribeiro Rodrigues (Responsável)
Orientações
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- 2024João Gabriel C F Brito; João Paulo T D ChohfiAnálise logística do abastecimento das CEASAS e dos Portos de Santos e Paranaguá (TF2) · Engenharia Ambiental · Universidade de São PauloBanca: Mariana Abrantes Giannotti, Diego Bogado Tomasiello, Renata Lucia Magalhães de OliveiraGraduação
- 2024Renan Clemente; Lucas Guimarães; Leonardo Barreto; Marcus SMapeamento e caracterização de assentamentos precários com sensoriamento remoto: estudo de caso da favela São Remo (TF2) · Engenharia Civil · Universidade de São PauloBanca: Mariana Abrantes Giannotti, Diego Bogado Tomasiello, Ercilia Hitomi HirotaGraduação
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06 registros- 2019 – presenteVínculo atualCITIESRevisor de periódico
- 2019 – presenteVínculo atualTRANSPORTATION RESEARCH PART A-POLICY AND PRACTICERevisor de periódico
- 2019 – presenteVínculo atualJournal of Transport GeographyRevisor de periódico
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Prêmios e títulos
04 registros- 2019Prêmio ANPET de Produção Científica 2018 pelo trabalho "Padrões de atividades de residentes de Paraisópolis: análise de dados de múltiplos dias coletados com smartphones"ANPET - Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes
- 2016Prêmio ANPET de Produção Científica 2016 pelo trabalho "Análise e Visualização de Dados de Rastreamento para Estudos de Logística Urbana"ANPET - Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes
- 2015Best Paper AwardBoeing - XVI Brazilian Symposium on Geoinformatics
- 2006Moção de Aplauso pela publicação do Atlas Rural de Piracicaba (#054/2006)Câmara dos Veradores de Piracicaba
Participação em eventos
04 registros- 2019Contribuições do GeoSAMPA para o ensino e a pesquisa na Poli USPMundoGEO Connect · Conferencista · Convidado · São PauloDivulgação científica
- 2019Pesquisas em desigualdades socioespaciais na acessibilidade em São PauloWorkshop NIUMAR - Network on Intelligent Urban Mobility and Accessibility Research · Conferencista · Convidado · Fortaleza
- 2019Contribuições do GeoSAMPA para pesquisas do LabGEO Poli USPGTI - GeoSAMPA · Conferencista · Convidado · São PauloDivulgação científica
- 2019Futuro com a bicicleta: o papel socioeconômico da bikeSummit Tembici: O Futuro da Mobilidade · Conferencista · Convidado · São PauloDivulgação científica
Formação complementar
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22 coautores- 20 obras
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