Kimi Aparecida Tomizaki.
Livre · Departamento de Filosofia da Educação e Ciências da Educação
- Unidade
- Faculdade de Educação
Currículo atualizado em 17/12/2024
Cita-se como: TOMIZAKI, Kimi;TOMIZAKI, KIMI;TOMIZAKI, KIMI APARECIDA
Resumo biográfico
Kimi Tomizaki é professora de Sociologia na Faculdade de Educação da USP (FEUSP) e no Programa de Pós-graduação em Educação da FEUSP (PPGE/FEUSP). Possui mestrado (bolsa CNPq) e doutorado (bolsa Fapesp) pela UNICAMP e pós-doutoramento (bolsa Fapesp) pelo Centre de Recherches Sociologiques et Politiques de Paris. Autora do livro Ser metalúrgico no ABC Paulista: transmissão e herança da cultura operária entre duas gerações de trabalhadores (Centro de Memória da Unicamp/Arte Escrita Editora/FAPESP), a pesquisadora tem se dedicado a três eixos principais de investigação: (i) processos intergeracionais de transmissão e assimilação de percepções, valores e condutas relacionadas à escola, ao trabalho e à política; (ii) socialização política, politização e engajamento militante e (iii) transformações do comportamento político da classe trabalhadora brasileira.
Indicadores
Áreas de atuação
04 registros- Ciencias HumanasSociologia
- Ciencias HumanasEducaçãoFundamentos da Educação › Sociologia da Educação
- Ciencias HumanasEducação
- Ciencias HumanasSociologiaOutras Sociologias Específicas
Formação acadêmica
04 registros- 2015 – 2016Pós-DoutoradoConcluídoPós-Doutorado · Centre de Recherches Sociologiques et Politiques de ParisBolsa Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
- 2000 – 2005DoutoradoConcluídoEducação · Universidade Estadual de Campinas“Ser metalúrgico no ABC: rupturas e continuidades nas relações intergeracionais da classe trabalhadora”Orientação: Profa Dra. Salma Tannus MuchailBolsa Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
- 1997 – 1999MestradoConcluídoEducação · Universidade Estadual de Campinas“Gestão do Trabalho e da vida: educação e poder”Orientação: Prof Dra. Maria Inês RosaBolsa Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
- 1992 – 1995GraduaçãoConcluídoPedagogia · Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita FilhoBolsa Fundação de Vestibulares da Unesp
Idiomas
03 registros| Idioma | Leitura | Fala | Escrita | Compreensão |
|---|---|---|---|---|
| Francês | Bem | Bem | Bem | Bem |
| Inglês | Razoável | Razoável | Pouco | Razoável |
| Espanhol | Bem | Pouco | Pouco | Bem |
Atuação profissional
08 registros- 2018 – 2018Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales - ArgentinaProfessor Visitante
- 2018 – presenteVínculo atualUniversidade Federal de Alfenas
- 2016 – presenteVínculo atualUniversidade Federal do Rio de Janeiro
- 2015 – 2016Centre de Recherches Sociologiques et Politiques de ParisPós-doutorandaColaborador40h/sem
- 2006 – presenteVínculo atualDedicação exclusivaUniversidade de São Pauloprofessor doutorServidor Publico40h/sem
- 2005 – 2006Dedicação exclusivaSociedade Padre Anchieta de Ensinoprofessor doutorServidor Publico40h/sem
- 2005 – presenteVínculo atualRevista Educação e CidadaniaMembro de corpo editorial
- 1999 – 2002Sociedade Padre Anchieta de EnsinoprofessorCeletista12h/sem
Produção bibliográfica
57 registros- 2021A influência da socialização religiosa nas trajetórias e projetos de vida de jovens brasileirosRachel Omoto; Kimi Aparecida Tomizaki · XI CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA · Lisboa (online)
- 2015Sucessão geracional na política: um estudo sobre os diretores do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC entre 1972 e 2002.Kimi Aparecida Tomizaki · XVII Congresso Brasileiro de Sociologia · Porto Alegre
- 2011?Socialização e política: transmissão intergeracional de modos de ser sindicalista no ABC Paulista?Kimi Aparecida Tomizaki · Congresso Brasileiro de Sociologia (26 a 29 de julho de 2011) GT ? Gerações e contemporaneidade · Curitiba
- 2011Entre interesses nacionais e internacionais: a atuação dos sindicalistas metalúrgicos brasileiros no espaço sindical mundialKimi Aparecida Tomizaki · Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais · Caxambu - MG
- 2010"Do mundo metalúrgico às propostas dos metalúrticos para o mundo"Kimi Aparecida Tomizaki · I Seminário Internacional Mundos do Trabalho: "Histórias do trabalho no Sul Global! · Florianópolis
- 2010La politique en famille: les parcours militants entre deux générations des ouvriers brésilliensKimi Aparecida Tomizaki · Colloque international Les parcours sociaux entre nouvelles contraintes et affirmation du sujet · Le Mans (France)
- 2009"Relações intergeracionais e militância: é possível transmitir disposições para a política"Kimi Aparecida Tomizaki · XIV Congresso Brasileiro de Sociologia · Rio de Janeiro
- 2008Transformações nas práticas militantes dos sindicalistas metalúrgicos no BrasilKimi Aparecida Tomizaki · Congresso Argentino de Antropologia Social · Posadas
- 2005Ser metalúrgico no ABC: rupturas e continuidades nas relações intergeracionais da classe trabalhadoraKimi Aparecida Tomizaki · XII Congresso Brasileiro de Sociologia · Belo Horizonte/MG
- 2005Envelhecer na fábrica: a redefinição da identidade dos metalúrgicos do ABC nos anos 90Kimi Aparecida Tomizaki · ANPOCS · Caxambu
- 2003La transmission de la culture ouvrière: une étude sur deux générations de metallurgistes brésiliensKimi Aparecida Tomizaki · IX Journées de Sociologie du Travail · Paris
- 2001Jovens trabalhadores e memóriaKimi Aparecida Tomizaki · Seminário Internacional sobre a criança e o jovem na América Latina · UNESP/MARÍLIA PUBLICAÇÕES · Marília/SP
- 2001"Da escola à fábrica: um estudo sobre a constituição das condutas dos trabalhadoresKimi Aparecida Tomizaki · I Seminário de Teses e Dissertações em Andamento e Política de Financiamento da Pós-graduação · Campinas/UNICAMP
- 1999Poder e educação na nova organização do trabalhoKimi Aparecida Tomizaki · 22 Reunião Anual da ANPED (Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação) · Caxambu/MG
- 1996Educação Popular e Educação de AdultosKimi Aparecida Tomizaki · IV Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores · Águas de São Pedro
Produção técnica
26 registros- 2018Biografia coletiva dos dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC entre as décadas de 1970 e 1980Kimi Aparecida Tomizaki; Maria Gilvania Valdivino Pereira; Gustavo Herthel NascimentoCongresso
- 2018Diferentes modos de se relacionar com política: o caso de jovens e velhos em um bairro de tradição operáriaSILVA, MARIA GILVANIA VALDIVINO; Kimi Aparecida TomizakiCongresso
- 2017Biografia coletiva dos diretores do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC: práticas políticas e habitus militante (1972-2002)Kimi Aparecida TomizakiConferencia
- 2017?Gerações operárias: Ser metalúrgico no ABC?Kimi Aparecida TomizakiConferencia
- 2012A abordagem geracional no estudo da família e da escolaKimi Aparecida TomizakiConferencia
- 2010Jovens operários e o trabalhoKimi Aparecida TomizakiComunicacao
- 2010"Teoria e pesquisa nos estudos sobre trabalho"Kimi Aparecida TomizakiConferencia
- 2009Ser metalúrgico no ABC : transmissão e herança cultural entre duas gerações de trabalhadoresKimi Aparecida TomizakiConferencia
- 2009O sindicalismo operário diante da gestão das multinacionaisKimi Aparecida TomizakiComunicacao
- 2009Os sentidos da participação políticaKimi Aparecida TomizakiComunicacao
- 2008Novos e velhos sindicalistas e as transformações no mundo do trabalhoKimi Aparecida TomizakiComunicacao
- 2008La transmission intergenérationnelle de la culture ouvrière: étude des syndicalistes de l´ABC PaulistaKimi Aparecida TomizakiSeminario
- 2008Les ouvriers metallurgistes brésiliens entre le syndicat et le partiKimi Aparecida TomizakiSeminario
- 2008?Du syndicat aux urnes : une étude sur la «vocation» politique des syndicalistes métallurgistes brésiliens dans la région de l?ABC Paulista?Kimi Aparecida TomizakiSimposio
- 2008Dirigentes sindicalistas e internacionalização das políticas sindicais no BrasilKimi Aparecida TomizakiComunicacao
- 2007Juventude e trabalhoKimi Aparecida TomizakiCongresso
- 2007O movimento de grevista como unificador da categoria metalúrgica do ABC PaulistaKimi Aparecida TomizakiComunicacao
- 2006As consequências sociais da automação industrialKimi Aparecida TomizakiConferencia
- 2005Os metalúrgicos do ABC: entre a política sindical e política partidáriaKimi Aparecida TomizakiComunicacao
- 2005Educar para o trabalho: o processo de socialização em famílias operáriasKimi Aparecida TomizakiConferencia
Projetos de extensão
03 registrosProjetos de extensão universitária registrados no Currículo Lattes — a categoria de produção acadêmica própria, ao lado das produções bibliográfica, técnica e artística.
- Concluído2016 – 2017Extensão
A dimensão educativa da luta por moradia: desigualdades e direitos sociais em questão
Trata-se de um projeto de intervenção junto a jovens e crianças de famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) de São Paulo, tendo em vista realizar um processo de formação sobre direitos sociais, com ênfase sobre o direito à moradia. O MTST é um movimento formado por trabalhadores de baixa renda, com uma parcela significativa de trabalhadores do setor informal e desempregados que, desde o final da década de 1990, vem protagonizando a luta pelo direito à moradia em diferentes estados brasileiros, em especial em São Paulo. O objetivo central desse projeto de extensão é criar as condições para apresentar e colocar em debate (i) o conhecimento produzido na universidade a respeito das desigualdades de oportunidade, acesso e resultados que perpassam a sociedade brasileira em diferentes dimensões (sistema escolar, mercado de trabalho, direito à moradia, à cultura e às manifestações artísticas, por exemplo), (ii) as reflexões sobre direitos sociais, com ênfase sobre o direito à moradia, bem como (iii) a história dos movimentos sociais da cidade de São Paulo, suas conquistas e desafios. O projeto pretende elaborar e implementar atividades de formação e debate para crianças e jovens que frequentam o espaço que se convencionou denominar de "Casarão", trata-se da "sede" do MTST, prédio que foi conquistado pelo movimento junto com terreno no qual foi construído o condomínio "João Cândido", em Taboão da Serra, que a partir desse mês abrigará 192 famílias em apartamentos construídos com recursos do programa "Minha Casa, Minha Vida" do governo federal e da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O "Casarão" se tornou um importante espaço de convivência e organização do MTST, no qual são realizadas assembleias, cursos e debates com os moradores de diferentes ocupações ou núcleos do movimento em São Paulo. O projeto contará com infra-estrutura já existente no próprio ?Casarão?, ou seja, com salas para trabalho com as crianças e jovens. Projeto Financiado pela Pró-reitoria de Cultura e Extensão da USP.
EquipeKimi Aparecida Tomizaki (Responsável)
- Concluído2015 – 2016Extensão
A dimensão educativa da luta pela moradia: desigualdade e direitos sociais em questão
Trata-se de um projeto de intervenção junto a jovens e crianças de famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) de São Paulo, tendo em vista realizar um processo de formação sobre direitos sociais, com ênfase sobre o direito à moradia. O MTST é um movimento formado por trabalhadores de baixa renda, com uma parcela significativa de trabalhadores do setor informal e desempregados que, desde o final da década de 1990, vem protagonizando a luta pelo direito à moradia em diferentes estados brasileiros, em especial em São Paulo. O objetivo central desse projeto de extensão é criar as condições para apresentar e colocar em debate (i) o conhecimento produzido na universidade a respeito das desigualdades de oportunidade, acesso e resultados que perpassam a sociedade brasileira em diferentes dimensões (sistema escolar, mercado de trabalho, direito à moradia, à cultura e às manifestações artísticas, por exemplo), (ii) as reflexões sobre direitos sociais, com ênfase sobre o direito à moradia, bem como (iii) a história dos movimentos sociais da cidade de São Paulo, suas conquistas e desafios. O projeto pretende elaborar e implementar atividades de formação e debate para crianças e jovens que frequentam o espaço que se convencionou denominar de "Casarão", trata-se da "sede" do MTST, prédio que foi conquistado pelo movimento junto com terreno no qual foi construído o condomínio "João Cândido", em Taboão da Serra, que a partir desse mês abrigará 192 famílias em apartamentos construídos com recursos do programa "Minha Casa, Minha Vida" do governo federal e da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O "Casarão" se tornou um importante espaço de convivência e organização do MTST, no qual são realizadas assembleias, cursos e debates com os moradores de diferentes ocupações ou núcleos do movimento em São Paulo. O projeto contará com infra-estrutura já existente no próprio ?Casarão?, ou seja, com salas para trabalho com as crianças e jovens.
EquipeKimi Aparecida Tomizaki (Responsável), Rosângela Sarteschi, Everaldo de Oliveira Andrade
- Concluído2012 – 2013Extensão
Educação de Jovens e Adultos como estratégia de superação das desigualdades sociais no Brasil
Trata-se de um projeto de alfabetização de jovens e adultos, com vistas também à formação de agentes-multiplicadores comunitários, que surgiu em função de uma demanda do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) apresentada a alguns docentes da Universidade de São Paulo, diante da constatação que grande parte das pessoas que lutam pelo direito à moradia na cidade de São Paulo é analfabeta. Tal constatação faz muito sentido, visto que existe uma forte correlação no Brasil entre baixa escolaridade (ou ausência da escolarização) e uma situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho, dito de outra forma, as oportunidades de um analfabeto conquistar uma posição ocupacional e um salário que possa lhe garantir condições dignas de moradia são infinitamente menores se comparadas com as oportunidades de um trabalhador alfabetizado ou com ensino fundamental completo, por exemplo. Vale destacar ainda que as pesquisas sobre desigualdade social no Brasil demonstram que os filhos dessas mesmas pessoas, em função do baixo capital escolar e cultural dos pais, terão maior probabilidade de fracassarem na escola e permanecerem na mesma condição escolar e ocupacional que seus pais. Sendo assim, projetos de alfabetização de jovens e adultos, em um país marcado por profundas desigualdades sociais como o Brasil, além de promoverem maiores e melhores oportunidades de acesso à cultura, ao emprego, à renda, aos direitos civis e sociais dos adultos, também podem beneficiar novas gerações. O projeto visa a criar 3 salas de alfabetização que atenderão a 20 alunos no máximo, em cada uma delas. Cada sala deve contar com 2 bolsistas da USP e 2 agentes-multiplicadores comunitários para a organização das atividades pedagógicas. As salas funcionarão com duas horas de aula, 3 vezes por semana em bairros do Zona Sul de São Paulo. O método a ser utilizado para alfabetização é o Método Paulo Freire, bem como será concepção de educação desse autor que orientará o projeto como um todo.
Financiadores- Universidade de São Paulo · BOLSA
EquipeKimi Aparecida Tomizaki (Responsável)
Projetos
09 registrosProjetos de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico registrados no Currículo Lattes.
- Em andamento2021 – presentePesquisa
Entre a universidade e o trabalho: um estudo sobre os comportamentos políticos de estudantes do ensino superior no Brasil, Argentina e Portugal
O projeto em questão, que teve seu título alterado em função do novo delineamento que a pesquisa assumiu, mas continua registrado no CNPq com o título anterior (Entre a escola e o trabalho: Comportamentos políticos de trabalhadores/as em situação de precariedade -Processo: 407664/2021-1), tem como objetivo central relacionar o (i) acesso ao ensino superior, (ii) as expectativas e/ou experiências dos(as) universitários(as) em relação a inserção no mercado de trabalho aos (iii) aos seus posicionamentos políticos, para tanto foram selecionados estudantes dos cursos de Direito, Engenharia Civil, Pedagogia e Psicologia de universidades públicas do Acre, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo (UFPA, UFC, UFGD, UFJF, Unirio, USP). Além da construção de dois casos internacionais: Argentina e Portugal. A equipe conta com pesquisadores/as da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Universidade Federal de São Carlos (UFScar), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Centro de Investigação e Estudos de Sociologia/Instituto Universitário de Lisboa (CIES-Iscte), Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais (FLACSO sede Buenos Aires).A fase quantitativa da coleta de dados, via questionário online, já foi encerradas e os resultados estão sendo analisados por meio Análise de Correspondência Múltipla (ACM). A fase qualitativa, com uso da metodologia de grupos focais online, será realizada em 2025.
EquipeKimi Aparecida Tomizaki (Responsável), Jaime Santos Júnior, Mônica Dias Peregrino, Márcio Rogério Silva, Ruy de Deus e Mello Jr, Mariana Cardozo Batista de Oliveira, Pedro Núñez, Maria Gilvania Valdivino Silva
- Concluído2020 – 2023Pesquisa
Quando (quase) tudo se desfaz: As transformações do comportamento político da categoria metalúrgica do ABC Paulista e suas relações com educação e trabalho
Esta proposta de pesquisa tem como objetivo central compreender as transformações recentes ocorridas nos comportamentos políticos dos/as trabalhadores/as metalúrgicos/as do ABC Paulista, relacionando tais mudanças ao fenômeno do alongamento da escolarização dos moradores da região e à redução das oportunidades de inserção no mercado de trabalho industrial, sobretudo em postos compatíveis com os investimentos educacionais realizados pelas famílias operárias. Partimos, portanto, da hipótese que os comportamentos políticos, que, sabe-se, são constituídos em função de múltiplas variáveis (de ordem objetiva e subjetiva), podem ser determinados também pela realização ou frustração de projetos intergeracionais de transmissão e herança de posições sociais. Assim, tendo em vista dar relevo ao modo como desigualdades internas a essa categoria (em termos de salários, escolarização, qualificação profissional, condições de vida e trabalho) têm influência sobre as transformações nos comportamentos políticos, elegemos para essa pesquisa os dois mais importantes setores da metalurgia, que se concentram, por sua vez, em dois municípios do ABC Paulista: as montadoras de automóveis de São Bernardo do Campo (SBC) e as fábricas de autopeças de Diadema. Para tanto, a pesquisa contará com uma primeira fase qualitativa, com entrevistas semiestruturadas com trabalhadores/as e sindicalistas; que embasará a elaboração de um questionário, por meio do qual se pretende caracterizar tendências dos comportamentos políticos dos sujeitos da pesquisa, relacionando-as aos atributos sociais e trajetórias pessoais e familiares dos/as trabalhadores/as e, finalmente, em sua última etapa, realizar entrevistas em profundidade com trabalhadores/as que "representem" as tendências identificadas na etapa anterior.
EquipeKimi Aparecida Tomizaki (Responsável), Lucca Ignacio Morais Luiz, Shayra Chagas Alves, Victoria Henrique Ribeiro, Antonio Sergio Martins
- Concluído2018 – 2022Pesquisa
Ocupações secundaristas no Brasil em 2015 e 2016: formação e auto-formação dos ocupas como sujeitos políticos
A pesquisa tem como tema os sujeitos que participaram das ocupações de escolas públicas de Ensino Médio, em diversos estados do Brasil, de novembro de 2015 a dezembro de 2016. Em relação a esses sujeitos, que se autodenominaram durante a ação coletiva como ocupas, a pesquisa tem como objetivo geral compreender os impactos da sua participação nas ocupações ? tomada como um processo de formação política ? na sua re-constituição como sujeitos políticos, considerando dois fatores principais: a) a estrutura e a dinâmica das ocupações; b) as relações de cooperação e conflito entre ocupas e autoridades, gestão escolar, corpo docente e sociedade local (incluindo a mídia local). A formação de sujeitos políticos será concebida a partir da noção de subjetivação política, que compreende a construção das/dos adolescentes e jovens como sujeitos políticos como um processo complexo, criativo, tenso, relacional e sempre inconcluso, em que as/os adolescentes e jovens também são ativas/ativos e em parte se autoconstroem, tanto quanto se coconstroem em suas relações com adultos. A pesquisa busca compreender a efetividade e a generalidade daquilo que foi indicado pelo Seminário: Memorial das ocupações estudantis (coordenado pelo proponente desta pesquisa), a saber, o profundo impacto subjetivo causado nas/nos ocupas pelo processo de ocupação e pós-ocupação de suas escolas, que influenciou no seu processo de (auto)formação como sujeitos políticos. Entre os objetivos secundários, conhecer o impacto desse processo na trajetória escolar das/dos ocupas, analisar o ?mapa? das ocupações de escolas e IES (Instituição de Educação Superior) em 2015 e 2016 e caracterizar a estrutura e a dinâmica das ocupações secundaristas, incluindo suas relações com as ocupações de IES. A pesquisa justifica-se, entre outros motivos, por: a possibilidade de conhecer mais profundamente um processo social ? um conjunto de ações coletivas ? de grande abrangência, que envolveu quase todas as unidades federativas do país; a possibilidade de conhecer os impactos em médio prazo desse processo social ? considerando também o ?pós-desocupação? - nos sujeitos envolvidos diretamente nele, do ponto de vista da sua formação política e trajetória escolar. Como metodologia, a ênfase em dados qualitativos, mas considerando a diversidade de cenários das ocupações: revisão bibliográfica de trabalhos acadêmicos sobre o movimento das ocupações de 2015 e 2016; levantamento de dados já existentes, incluindo os da revisão bibliográfica e de entidades como a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), para um mapeamento das ocupações estudantis de 2015 e 2016; levantamento de ocupas para entrevistas, a partir de rede de contatos acadêmicos e políticos da equipe de pesquisa, no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Ceará, Goiás e Pará; realização das entrevistas, de caráter semiestruturado, com estudantes que participaram ativamente das ocupações de escolas de ensino médio, para conhecer o impacto do movimento e do pós-desocupação em sua formação como sujeitos políticos; construção de textos de divulgação e/ou documentários com resultados parciais da pesquisa, para serem debatidos com atuais estudantes de ensino médio e jovens que foram ocupas; análise dos conteúdos desses debates, que poderão ser incorporados aos resultados construídos pela revisão bibliográfica, pelo mapeamento das ocupações e pelas entrevistas. Entre os resultados esperados, destacam-se: a construção de conhecimentos inovadores a respeito das ações coletivas e movimentos sociais, já que a ênfase é sobre os resultados em médio prazo, que intentam mergulhar nas subjetividades de adolescentes e jovens, acompanhando seu processo de autoconstituição como sujeitos políticos; a devolutiva de resultados da pesquisa também como ações de extensão.
EquipeKimi Aparecida Tomizaki, Maria Carla Corrochano, Luís Antonio Groppo (Responsável)
- Concluído2017 – 2020Pesquisa
Socialização e política: um estudo sobre a constituição da identidade do movimento operário no ABC Paulista
Trata-se de um projeto de pesquisa financiado que conta com bolsas da Pró-reitoria de Graduação da USP (Programa Unificado de Bolsistas) que se inscreve na continuidade, mais precisamente, na expansão e adensamento de uma pesquisa financiada pela FAPESP, em sua primeira fase, cujo objetivo central foi constituir uma base de dados prosopográficos sobre os diretores do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC),entre os anos de 1972 e 2002, tendo em vista analisar os processos de formação política que possibilitaram que alguns membros da categoria metalúrgica se tornassem diretores sindicais.
EquipeKimi Aparecida Tomizaki (Responsável)
- Concluído2017 – 2019Pesquisa
Jogos de espelhos: um estudo sobre família, escola, trabalho e política numa perspectiva geracional
O objetivo geral dessa pesquisa é realizar um estudo sobre os modos como diferentes gerações de trabalhadores do ABC Paulista têm se relacionado com o fenômeno do alongamento da escolarização das novas gerações, que contrasta com as reduzidas possibilidades de inserção profissional em postos de trabalho compatíveis com seus investimentos escolares e com as expectativas tanto dos jovens quanto das famílias, inviabilizando, assim, o projeto de mobilidade social ascendente via escola e trabalho iniciado pelos pais. Nossa hipótese central é de que esse ?desencontro? entre as expectativas fomentadas pelo alongamento da escolarização e as condições efetivas de se conquistar um posto de trabalho desejado tem efeitos importantes sobre o comportamento político dessas duas gerações, o que tem se materializado no ABC Paulista, por exemplo, em uma tendência de votos que se afasta de sua tradição petista ou mesmo que no distanciamento dos operários do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
EquipeKimi Aparecida Tomizaki (Responsável)
- Concluído2016 – 2019Pesquisa
Movimentos cruzados e histórias específicas de operários e trabalhadores rurais. Análise comparativa dos ciclos de greves iniciados pelos metalúrgicos de São Paulo e do ABC paulista e pelos canavieiros de Pernambuco no final dos anos 70
Este projeto tem por objetivo fazer-se a análise comparativa sistemática de movimentos significativos de operários e trabalhadores rurais. Situados em dois pontos geográficos distantes no interior do país, os metalúrgicos da Grande São Paulo e os canavieiros de Pernambuco e estados vizinhos foram protagonistas de ciclos de greves, na virada dos anos 70 para 80 do século passado, de grande importância para o movimento mais geral de democratização e de conquista de liberdades e direitos pelos trabalhadores. O espaço a ser ocupado por uma análise comparativa sistemática dos movimentos de operários industriais e de trabalhadores rurais tem permanecido um espaço praticamente vazio nas ciências sociais brasileiras. A especialização profissional dos estudiosos do trabalho industrial, por um lado, e dos estudiosos do campesinato e dos trabalhadores rurais, por outro, tem sido um obstáculo de difícil superação, que abarca antropólogos, sociólogos e historiadores. Estimulados pela chamada à interregionalidade e à interdisciplinaridade que é feita neste edital, animamo-nos a articular uma equipe habilitada a levar adiante este desafio. Este projeto visa, assim, contribuir no entendimento das diferenças (e eventuais similaridades) entre operários industriais, aqui representados pelos metalúrgicos, e entre trabalhadores rurais, aqui representados pelos canavieiros, quando se tem acesso à construção de uma história comparada entre esses dois setores básicos das classes trabalhadoras brasileiras
EquipeKimi Aparecida Tomizaki, José Sérgio Leite Lopes (Responsável), Marilda Aparecida de Menezes, Murilo Leal Pereira Neto, Jaime Santos Júnior
- Concluído2015 – 2016Pesquisa
Transmissão e ruptura de práticas políticas no interior do movimento operário: um estudo sobre processos de socialização e formação de disposições para militância
Projeto de pós-doutoramento, financiado pela FAPESP, junto ao Centre de Recherches Sociologiques et Politiques de Paris (CRESPPA), que reúne pesquisadores de Universités Paris 8 Paris 10, sob orientação de Bernard Pudal.
EquipeKimi Aparecida Tomizaki, Bernard Pudal (Responsável), Cédric Lomba
- Concluído2010 – 2013Pesquisa
Socialização e política: um estudo sobre a formação de disposições para a militância entre membros da classe operária
Esse projeto tem como objetivo central estudar os processos de socialização implicados na aquisição de disposições para o engajamento político, a partir da análise da trajetória de lideranças de um grupo sócio-profissional com destacada tradição de participação política na sociedade brasileira: os metalúrgicos do ABC Paulista. Parte-se do princípio que atitudes e comportamentos a respeito dos acontecimentos de ordem política são transmitidos de uma geração à outra em diferentes espaços de socialização primária e secundária. Nesse sentido, a compreensão do que poderia ser identificado como « vocação » para a militância política passa pela análise detalhada da maneira como os indivíduos foram socializados em relação ao « mundo da política ». Tal análise, nesta pesquisa, se concentrará sobre os processos que permitiram que determinados indivíduos se tornassem diretores do principal sindicato brasileiro da atualidade, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), entre as décadas de 1970 e 1990. Para tanto, pretende-se constituir uma base de dados prosopográficos sobre os diretores dessa entidade, tendo em vista apreender as características e dinâmica interna desse grupo. E, posteriormente, um estudo de caráter biográfico por meio do qual exploraremos os processos de socialização política vivenciados pelos sujeitos da pesquisa, que serão divididos em subgrupos que representem diferentes "destinos sóciopolíticos" possíveis para esses militantes, o que pode variar de uma situação de ascensão na política partidária até o total desengajamento político. Vale destacar ainda, que a pesquisa se articula com uma reflexão sobre as modificações ocorridas no cenário político brasileiro pós regime militar, sobretudo com o fenômeno de recomposição das elites dirigentes que possibilitou a ascensão de atores políticos oriundos das classes populares - com trajetórias ligadas a movimentos de esquerda - a esferas do poder de Estado.
Financiadores- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo · AUXILIO_FINANCEIRO
EquipeKimi Aparecida Tomizaki (Responsável)
- Concluído2008 – 2009Pesquisa
Do sindicato às urnas: um estudo sobre os efeitos da socialização política nas trajetórias de lideranças metalúrgicas do ABC Paulista
Nos últimos anos, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC tornou-se um ator de destaque em iniciativas que extrapolam a relação entre patrões e empregados e alcançam tanto a sociedade civil como o Estado. A conquista dessa posição pode ser entendida como resultado de um investimento desse grupo na construção de uma atuação para ?fora dos muros? do Sindicato. Neste projeto pretendo analisar o processo de inserção de representantes dos metalúrgicos em esferas que vão além dos espaços tradicionais da atuação sindical. A pesquisa está construída como uma interrogação sobre as possíveis (e prováveis) relações entre (i) a construção da legitimidade em diferentes espaços políticos por parte de lideranças da categoria metalúrgica e (ii) o conjunto de experiências educativas pelas quais esses sujeitos passaram ao longo de suas vidas (o que inclui desde a educação familiar, escolar e profissional, como também as experiências de formação vivenciadas em função da militância sindical). Sendo assim, a análise estará baseada, por um lado, nas trajetórias sociais e profissionais de atores centrais desse processo, diretores do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e, por outro lado, nas transformações do espaço político mais amplo, associadas às definições e redefinições, entre outros, das disputas eleitorais, do papel das assessorias executivas, das secretarias de governo municipal da região do ABC Paulista, nas câmaras multipartites, etc. A pesquisa empírica será desenvolvida por meio de entrevistas de caráter biográfico com diretores do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC que tenham se inserido em espaços políticos exteriores a essa entidade de classe, entre 1978 e 1998, e do uso intensivo dos materiais depositados nos arquivos do Sindicato (atas de reunião, material de campanhas eleitorais, informativos da categoria), assim como dos registros da imprensa local e nacional.
Financiadores- · NAO_INFORMADO
EquipeKimi Aparecida Tomizaki (Responsável)
Orientações
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- 2020Mara Aline OliveiraOcupações secundaristas poços-caldenses: um devir menor na Educação · Educação · Universidade Federal de AlfenasBanca: Kimi Aparecida TomizakiMestrado
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06 registros- 2010ENTREVISTAS E QUESTIONÁRIOS NO ESTUDO DA POSIÇÃO SOCIALANPED · Conferencista · Convidado · Caxambu (MG)
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