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Perfil do docente · IB

Helena Neri Alves Pinto.

Livre · Ecologia

Departamento
Ecologia

Currículo atualizado em 19/06/2025

SustentabilidadeÁreas Protegidas e ConservadasConservação da NaturezaEcologia AplicadaMultilateralismo e convenções internacionaisDesenvolvimento Rural Sustentável

Cita-se como: Alves-Pinto, H.N.;ALVES-PINTO, HELENA NERY;ALVES-PINTO, H. N.;ALVES-PINTO, HELENA N.;ALVES-PINTO, HELENA;PINTO, HELENA A. N.;N. ALVES-PINTO, HELENA

16 seções

Resumo biográfico

Helena é Bióloga formada pela Universidade de São Paulo, possui Mestrado em Ecologia Aplicada e Conservação pela Universidade de East Anglia (Inglaterra) e Doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro com período sanduíche na Universidade de Cambridge. Complementou sua carreira acadêmica através do desenvolvimento de um MBA em gestão de Projetos pela Universidade de São Paulo, e transita desde 2013 entre posicões de pesquisa, desenvolvimento técnico e gerenciamento. Atuou como pesquisadora e gerente de projetos por sete anos no Instituto Internacional para Sustentabilidade, e foi gerente de projetos no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), no qual coordenou uma das iniciativas do TEEB Agricultura Alimentos no Brasil e deu suporte à atividades do PNUMA relacionadas à década da restauração. Atuou como gerente de Pesquisa e Desenvolvimento na re.green, trabalhando junto a instituições de pesquisa na área de restauração ecológica e coordenando a elaboração da estratégia de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa. Atualmente, Helena é pesquisadora pós doutora do Centro de Macroecologia, Evolucão e Clima da Universidade de Copenhagen. Ao longo de sua trajetória, se aprofundou na compreensão dos impactos de ferramentas para conservação da biodiversidade, como programas de Pagamentos Por Serviços Ambientais, valoracão ambiental, certificações de cadeias de produção, e Áreas Protegidas e Conservadas, com foco nas "outras medidas de área efetivas para conservação (OMECs)". De forma transdisciplinar, navegou os três pilares da sustentabilidade, com olhar focado em conservação e restauração de ecossistemas, paisagens rurais, conciliação de produção alimentar e proteção ambietal, mudanças do uso da terra, entre outras. Além disso, tem experiência tanto no desenvolvimento de projetos em ambiente acadêmico quando fora, atuando na interface ciência e tomada de decisão. Atualmente é docente do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo e trabalha em projetos na interface ambiental, social e cultural, avaliando como Áreas Protegidas e Conservadas podem contribuir com a conservação de diversidade biocultural, e como um olhar voltado para aspectos relacionais pode contribuir com a permanência da restauracão ecológica.

Indicadores

Áreas de atuação

06 registros
  • Ciencias Biologicas
    Ecologia
    Sustentabilidade
  • Ciencias Biologicas
    Ecologia
    Áreas Protegidas e Conservadas
  • Ciencias Biologicas
    Ecologia
    Conservação da Natureza
  • Ciencias Biologicas
    Ecologia
    Ecologia Aplicada
  • Ciencias Biologicas
    Ecologia
    Multilateralismo e convenções internacionais
  • Ciencias Biologicas
    Ecologia
    Desenvolvimento Rural Sustentável

Formação acadêmica

06 registros
  1. 2023 – 2025Pós-DoutoradoConcluído
    Pós-Doutorado · University of Copenhagen
    Bolsa Horizon Europe 2020 - Marie Sklodovska Curie
  2. 2021 – 2025Pós-DoutoradoConcluído
    Pós-Doutorado · Universidade Federal do Rio de Janeiro
  3. 2016 – 2020DoutoradoConcluído
    Programa de Pós-Graduação em Ecologia · Universidade Federal do Rio de Janeiro
    “Além de Áreas Protegidas: o papel de outras áreas para a conservação da biodiversidade”
    Orientação: Bernardo StrassburgBolsa Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
  4. 2010 – 2012MestradoConcluído
    Applied Ecology · University of East Anglia
    “Long term effectiveness of REDD+ projects in the Brazilian Amazon: opportunity costs to local participants”
    Orientação: Professor Carlos Peres
  5. 2008 – 2010GraduaçãoConcluído
    Licenciatura para Ciências Biológicas · Universidade de São Paulo
  6. 2005 – 2009GraduaçãoConcluído
    Ciências Biológicas · Instituto de Biociências, USP
    Orientação: Miguel Trefaut RodriguesBolsa Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

Idiomas

03 registros
IdiomaLeituraFalaEscritaCompreensão
InglêsBemBemBemBem
FrancêsRazoávelPoucoPoucoRazoável
EspanholBemRazoávelPoucoBem

Atuação profissional

13 registros
  1. 2025 – presenteVínculo atualDedicação exclusiva
    Universidade de São Paulo
    Professor pesquisadorServidor Publico
  2. 2024 – 2024
    Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
    Professora4h/sem
  3. 2023 – 2025
    University of Copenhagen
    Pesquisadora pós doutoraCeletista37h/sem
  4. 2022 – 2022
    Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
    Gerente de ProjetosBolsista37h/sem
  5. 2022 – 2023
    re.green
    GerenteCeletista40h/sem
  6. 2021 – 2021
    Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
    Analista de ProjetosBolsista37h/sem
  7. 2021 – 2025
    Universidade Federal do Rio de Janeiro
    Pós doutoradoColaborador20h/sem
  8. 2019 – 2021
    Instituto Internacional para Sustentabilidade
    Gerente de ProjetosColaborador40h/sem
  9. 2018 – presenteVínculo atual
    União Internacional para Conservação da Natureza
    Grupo de TrabalhoMembra de Grupo de Trabalho2h/sem
  10. 2013 – 2013
    CCAFS
    Consultora20h/sem
  11. 2013 – 2018
    Instituto Internacional para Sustentabilidade
    Analista de ProjetosCeletista40h/sem
  12. 2009 – 2009
    Cia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - Pinheiros
    Estagiária30h/sem
  13. 2008 – 2008
    Projeto Tamar
    Estagiária48h/sem

Produção bibliográfica

24 registros
16 de 16 itens
Por página
  • 2025
    Indigenous Land Under Attack and its Consequences for Biodiversity Conservation
    Umbelino, Bruno; Helena Neri Alves Pinto; Marcus Vieira; Carlos Eduardo Viveiros Grelle · Tropical Conservation Science · v. 18 · ISBN 19400829
  • 2022
    The role of different governance regimes in reducing native vegetation conversion and promoting regrowth in the Brazilian Amazon
    Helena Neri Alves Pinto; L.O. CORDEIRO, CARLOS; GELDMANN, JONAS; D. JONAS, HARRY; GAIARSA, MARILIA PALUMBO; BALMFORD, ANDREW +3 autores · BIOLOGICAL CONSERVATION · v. 267 · ISBN 00063207
  • 2021
    Opportunities and challenges of other effective area-based conservation measures (OECMs) for biodiversity conservation
    Helena Neri Alves Pinto; GELDMANN, JONAS; JONAS, HARRY; MAIOLI, VERONICA; BALMFORD, ANDREW; EWA LATAWIEC, AGNIESZKA +2 autores · Perspectives in Ecology and Conservation · v. 19 · ISBN 25300644
  • 2020
    Indirect effects of habitat loss via habitat fragmentation: A cross-taxa analysis of forest-dependent species
    PÜTTKER, THOMAS; FONSECA, CARLOS R.; METZGER, JEAN PAUL; ACCACIO, GUSTAVO M.; ALEXANDRINO, EDUARDO R.; BARROS, CAMILA S. +15 autores · BIOLOGICAL CONSERVATION · v. 241 · ISBN 00063207
  • 2020
    Insights from two decades of the Student Conference on Conservation Science
    GELDMANN, JONAS; DOHERTY, ANYA; FINCH, TOM; GARNETT, EMMA E.; HUA, FANGYUAN; JONES, JULIA PATRICIA GORDON +15 autores · BIOLOGICAL CONSERVATION · v. 243 · ISBN 00063207
  • 2019
    Biochar amendment improves degraded pasturelands in Brazil: environmental and cost-benefit analysis
    LATAWIEC, AGNIESZKA E.; RODRIGUES, ALINE F.; BARIONI, LUIS GUSTAVO; NOVOTNY, ETELVINO H.; CORNELISSEN, GERARD; MENDES, MAIARA +13 autores · Scientific Reports · v. 9 · ISBN 20452322
  • 2018
    Economic Impacts of Payments for Environmental Services on Livelihoods of Agro-extractivist Communities in the Brazilian Amazon
    Helena Neri Alves Pinto; HAWES, JOSEPH E.; NEWTON, PETER; FELTRAN-BARBIERI, RAFAEL; PERES, CARLOS A. · ECOLOGICAL ECONOMICS · v. 152 · ISBN 09218009
  • 2018
    Look down-there is a gap-the need to include soil data in Atlantic Forest restoration
    MENDES, MAIARA S.; CHAZDON, ROBIN L.; BARROS, FELIPE S. M.; SANTOS, JULIANA; IRIBARREM, ALVARO; MATA, STELLA +12 autores · RESTORATION ECOLOGY · v. 27 · ISBN 10612971
  • 2017
    Reconciling rural development and ecological restoration: Strategies and policy recommendations for the Brazilian Atlantic Forest
    Helena Neri Alves Pinto; SILVA, AUGUSTO C.P.; LATAWIEC, AGNIESZKA E.; STRASSBURG, BERNARDO B.N.; BARROS, FELIPE S.M.; SANSEVERO, JERÔNIMO B.B. +4 autores · Land Use Policy · v. 60 · ISBN 02648377
  • 2017
    Improving land management in Brazil: A perspective from producers
    LATAWIEC, AGNIESZKA E.; GARDNER, TOBY; BEDUSCHI, FRANCISCO; STRASSBURG, BERNARDO B.N.; SILVA, DANIEL; Helena Neri Alves Pinto +5 autores · Agriculture, Ecosystems & Environment (Print) · v. 240 · ISBN 01678809
  • 2016
    The role of natural regeneration to ecosystem services provision and habitat availability: a case study in the Brazilian Atlantic Forest
    STRASSBURG, BERNARDO B. N.; LATAWIEC, AGNIESZKA E.; BARROS, FELIPE S. M.; CROUZEILLES, RENATO; IRIBARREM, ALVARO; SANTOS, JULIANA SILVEIRA DOS +4 autores · Biotropica (Lawrence, KS) · v. 48 · ISBN 00063606
  • 2015
    Voluntary Certification Design Choices Influence Producer Participation, Stakeholder Acceptance, and Environmental Sustainability in Commodity Agriculture Sectors in Tropical Forest Landscapes
    WINTERS, PAUL; KUO, HSUAN-WEN; NILJINDA, CHANISA; CHEN, BEN; Helena Neri Alves Pinto; ONGUN, MELISA +2 autores · Journal of Sustainable Forestry · v. 34 · ISBN 10549811
  • 2015
    Reducing deforestation and enhancing sustainability in commodity supply chains: interactions between governance interventions and cattle certification in Brazil
    Helena Neri Alves Pinto; Peter Newton; Luis Fernando Guedes Pinto · Tropical Conservation Science · v. 8 · ISBN 19400829
  • 2014
    Certification, forest conservation, and cattle: theories and evidence of change in Brazil
    NEWTON, PETER; Helena Neri Alves Pinto; PINTO, LUÍS FERNANDO GUEDES · Conservation Letters · v. 8 · ISBN 1755263X
  • 2014
    Intensification of cattle ranching production systems: socioeconomic and environmental synergies and risks in Brazil
    LATAWIEC, A. E.; STRASSBURG, B. B. N.; VALENTIM, J. F.; RAMOS, F.; Helena Neri Alves Pinto · ANIMAL (CAMBRIDGE. ONLINE) · v. 8 · ISBN 1751732X
  • 2014
    Morphometric variation of Pipa pipa (Linnaeus, 1758) (Anura: Pipidae) with notes on diet and gonad development
    Helena Neri Alves Pinto; Vanessa Verdade; Miguel Trefaut Rodrigues · Herpetology Notes · v. 7 · ISBN 20715773

Produção técnica

23 registros
5 de 5 itens
Por página
  • 2016
    How Brazil?s sustainable cattle schemes could beef up to conserve forests and sustain rural livelihoods
    Victoria Alice Maguire-Rajpaul; Helena Neri Alves Pinto; Constance McDermott; Tharic Galuchi · Trabalho de mestrado
  • 2015
    Designing for value: Structuring voluntary certification programs to increase stakeholder acceptance.
    WINTERS, PAUL; KUO, HSUAN-WEN; NILJINDA, CHANISA; CHEN, BEN; ONGUN, MELISA; Helena Neri Alves Pinto +2 autores · Consultoria
  • 2015
    Contribuições para o desenvolvimento da pecuária sustentável em larga escala na microrregião de Alta Floresta
    STRASSBURG, B. B. N.; MENDES, MAIARA; FELTRAN-BARBIERI, RAFAEL; LATAWIEC, A. E.; IRIBARREM, ALVARO; CASTRO, ANA +5 autores
  • 2015
    Análise econômica de uma pecuária mais sustentável. 2015. Instituto Internacional para Sustentabilidade
    STRASSBURG, B. B. N.; LATAWIEC, A. E.; IRIBARREM, ALVARO; SILVA, DANIEL; BARROS, CAMILA S.; Helena Neri Alves Pinto +2 autores
  • 2013
    Certifying sustainability: opportunities and challenges for the cattle supply chain in Brazil
    Helena Neri Alves Pinto; NEWTON, PETER; Luis Fernando Guedes Pinto · Cosultoria

Projetos de extensão

01 registro

Projetos de extensão universitária registrados no Currículo Lattes — a categoria de produção acadêmica própria, ao lado das produções bibliográfica, técnica e artística.

1 de 1 projeto
Por página
  • 2022 – presenteExtensão

    Grupo de Trabalho de OMECs

    Em andamento

    O Grupo de Trabalho tem como objetivo disseminar o conceito de OMECs e dar suporte para a identificação e reporte de OMECs no Brasil e na América Latina. É formado por pesquisadores e conservacionistas de diversos países, e tem previsão de realização de seminários e trocas de experiências virtuais para promover a identificação de tais áres. Além disso, deve promover treinamentos para tomadores de decisão relacionados ao tema.

    Equipe

    Helena Neri Alves Pinto, Andrew Rohdes, JONAS, HARRY (Responsável), Clara Matallana

Projetos

08 registros

Projetos de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico registrados no Currículo Lattes.

8 de 8 projetos
Por página
  • 2024 – presentePesquisa

    Diversidade biocultural, valores relacionais e gênero como aspectos fundamentais para garantir a restauração ecológica e a permanência da conservação

    Em andamento

    A diversidade biocultural é definida como a variedade de sistemas naturais e culturais integrados, representando a interface entre a diversidade biológica e cultural que resulta da integração das pessoas com a natureza em um determinado momento e território. Os valores que surgem dessa integração, os valores relacionais, referem-se a preferências, princípios e virtudes associados aos relacionamentos em geral e se manifestam em ações e experiências associadas ao sentido da vida, à ética ou ao que é conhecido como eudaimonia, que vai além dos objetos materiais. A permanência bem-sucedida das iniciativas de restauração ecológica e a conservação dos ecossistemas florestais dependem de uma consideração abrangente dos valores relacionais e da diversidade biocultural. Primeiro, o conceito de diversidade biocultural baseia-se no entendimento de que a diversidade cultural pode garantir uma ampla variedade de práticas que levam à conservação dos recursos naturais, aumentando sua resiliência às mudanças ambientais (Bridgewater e Rotherham, 2018). Da mesma forma, reconhecendo as conexões espirituais, culturais e emocionais entre os seres humanos e a natureza, é possível promover um senso mais profundo de administração e responsabilidade em relação a esses ecossistemas, moldando a ética da conservação e motivando a ação coletiva. Por meio da aplicação de estrutura e de entrevistas semiestruturadas com comunidades rurais, o objetivo deste projeto é avaliar se os valores relacionais podem contribuir para garantir a permanência da vegetação em ações de restauração ecológica, bem como verificar quais desses valores estão relacionados a espécies que podem ser usadas na restauração ecológica.

    Equipe

    Helena Neri Alves Pinto (Responsável), Sara Mortara, Luiza Maia

  • 2023 – presentePesquisa

    Definição de compartilhamento de benefícios no contexto da restauração ecológica

    Em andamento

    O principal objetivo desta revisão sistemática é estabelecer uma estrutura conceitual abrangente para o compartilhamento de benefícios no contexto de iniciativas de restauração ecológica. Essa revisão avaliará meticulosamente e sintetizará a literatura existente e diversos estudos de caso sobre compartilhamento de benefícios no contexto da conservação e restauração florestal para propor uma definição clara e abrangente de compartilhamento de benefícios especificamente adaptada às atividades de restauração ecológica. O projeto busca elucidar o escopo e os princípios fundamentais subjacentes ao compartilhamento de benefícios no contexto da restauração ecológica, considerando as dimensões ética, ecológica e socioeconômica. Esse esforço servirá como um recurso fundamental para orientar futuras pesquisas, práticas e desenvolvimento de políticas no âmbito da restauração ecológica, promovendo a distribuição equitativa de benefícios e a obtenção de resultados sustentáveis.

    Equipe

    Helena Neri Alves Pinto, Sara Mortara (Responsável), Luiza Maia

  • 2023 – presentePesquisa

    O papel das áreas protegidas e conservadas na preservação da diversidade bicultural no Brasil

    Em andamento

    As medidas de conservação baseadas em áreas são uma das estratégias globais de conservação mais importantes do mundo. De acordo com a Estrutura Global de Biodiversidade 2020 da Convenção sobre Diversidade Biológica, 30 partes do mundo devem ser cobertas por Áreas Protegidas e Conservadas (PCA) até 2030. As medidas de conservação baseadas em áreas são definidas como áreas geograficamente delimitadas reservadas para conservar a biodiversidade e incluem ferramentas de conservação, como áreas protegidas, outras medidas eficazes de conservação baseadas em áreas e outras1. As PCAs podem abranger vários regimes de governança, incluindo comunidades locais e tradicionais e terras indígenas, que mantêm cosmologias e culturas heterogêneas. Reconhecer e relatar essas áreas como PCAs pode contribuir não apenas para a conservação da biodiversidade, mas também para preservar a diversidade cultural associada à biodiversidade - a diversidade biocultural. A diversidade biocultural é definida como a variedade de sistemas naturais e culturais integrados, representando a interface entre os aspectos biológicos e culturais que resultam da integração das pessoas com a natureza em um determinado momento e território, . Essas plantas podem ser usadas para fins medicinais, espirituais e de segurança alimentar, entre outros, são vitais para a subsistência das comunidades locais e podem ser usadas de forma diferente por homens e mulheres. Os estudos sobre o papel dos PCAs no Brasil se restringem a analisar seu impacto nos indicadores sociais de desmatamento ou na perda de biodiversidade isoladamente, enquanto nenhum estudo até o momento abordou seu papel na conservação da diversidade biocultural. No entanto, o sucesso das PCAs depende de sua capacidade de preservar elementos biológicos e culturais e, portanto, são necessárias metodologias de avaliação rigorosas que possam abordar ambos os aspectos. Esta pesquisa tem como objetivo avaliar o papel das Áreas Protegidas e Conservadas na proteção de espécies de plantas medicinais no Brasil e será dividida em quatro ações principais, incluindo i) avaliação e coleta de espécies de plantas medicinais usadas no Brasil, incluindo espécies nativas, introduzidas e cultivadas; ii) cálculo da distribuição de espécies de plantas medicinais; iii) cálculo da Área de Habitat e da probabilidade de persistência das espécies; e iv) realização de análise contrafactual para testar a eficácia das APCs na redução da conversão do uso da terra, com uma estimativa do impacto na probabilidade de persistência das espécies de plantas medicinais. As áreas de tratamento incluem Áreas Protegidas, Terras Indígenas, Territórios Quilombolas e Assentamentos Rurais. Este trabalho levanta a necessidade de um paradigma de conservação integrado que reconheça e priorize a conexão inseparável entre a diversidade biológica e cultural dentro da estrutura das PCAs, avançando assim os objetivos mais amplos das iniciativas globais de conservação.

    Financiadores
    • Horizon Europe 2020 - Marie Sklodovska Curie · REMUNERACAO
    Equipe

    Helena Neri Alves Pinto (Responsável), GELDMANN, JONAS

  • 2021 – 2023Pesquisa

    TEEB Agricultura Alimentos no Brasil - Agricultura de Baixo Carbono

    Concluído

    O projeto TEEB Agricultura Alimentos no Brasil teve como objetivo apresentar os impactos econômicos, sociais, humanos e ambientais da implementação da meta de recuperação de 30 milhões de hectares de pastagens degradadas no Brasil até 2030, como previsto no Plano Setorial de Mitigaão e de Adaptação as Mudanas Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura 2020-2030 (Plano ABC+). O estudo considerou dois cenários de projeção da política: Recuperação das Pastagens Degradadas (RPD) por meio de práticas agronômicas convencionais, e RPD convencional associada à Integração Lavoura Pecuária (iLP). Ambos foram comparados a um cenário base. A recuperação dos pastos aumenta a produtividade da pecuária, o que repercute em outros indicadores econômicos, sociais, humanos e ambientais. A melhoria da qualidade das pastagens após a adoção da RPD (cenário 1), por exemplo, proporcionaria um aumento de 1,5 a 4,9 ao ano na produtividade média da pecuária.

    Equipe

    Helena Neri Alves Pinto, Alberto G. O. P. Barretto (Responsável), Simone B. Lima Ranieri, Arthur N. Fendrich, Joaquim Bento de Souza F. Filho, João Gabriel Ribeiro Giovanelli, Marcela Almeida de Araujo, Marluce da Cruz Scarabello +4 integrantes

  • 2016 – presentePesquisa

    Projeto GEF Áreas Privadas - conservando biodiversidade e paisagens rurais

    Em andamento

    Com o intuito de ampliar o manejo sustentável, contribuir para a conservação dessa riqueza e para a provisão dos serviços ecossistêmicos em áreas privadas no Brasil e dessa forma contribuindo para o alcance de algumas Metas da Biodiversidade de Aichi, o Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), com patrocínio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e apoio da ONU Meio Ambiente, lançaram o Projeto GEF Áreas Privadas Conservando biodiversidade e paisagens rurais. O projeto abrange três componentes inter-relacionados. O primeiro é a implementação de áreas-piloto nos biomas Mata Atlântica e Cerrado. Esse componente visa reduzir a fragmentação nas paisagens produtivas, aumentar a oferta de habitat para espécies ameaçadas de extinção e desenvolver esquemas de incentivo para a conservação. Entre os benefícios principais estão o aumento de renda para proprietários rurais, o aumento do conhecimento desses proprietários sobre manejo integrado da propriedade, maior adequação de proprietários rurais à Lei de Proteção da Vegetação Nativa (LPVN), redução do custo da regularização ambiental por meio da identificação de áreas com potencial de regeneração natural e o fortalecimento do extrativismo sustentável.O segundo componente pretende estabelecer um acordo com empresas do setor florestal para melhorar a conservação da biodiversidade e a recuperação da vegetação nativa em suas áreas. Algumas das vantagens seriam a disseminação da importância das áreas do setor florestal para a conservação da biodiversidade e a melhoria nos processos de tomada de decisões em áreas prioritárias para recuperação que forem gerenciadas pelas empresas do setor florestal.Já o terceiro componente do projeto tem o objetivo de melhorar as capacidades de governo para incorporar o valor de conservação de áreas privadas em políticas públicas. Os benefícios são o aprimoramento dos procedimentos para o manejo sustentável da vegetação nativa incorporando o valor de conservação em áreas privadas e o aumento do conhecimento de partes interessadas e tomadores de decisão sobre o uso de mapas (base de dados espaciais) que indicam o valor de conservação das áreas privadas.

    Equipe

    Helena Neri Alves Pinto, LATAWIEC, A. E., STRASSBURG, B. B. N. (Responsável), CROUZEILLES, RENATO, Mariela Figueredo

  • 2016 – 2018Pesquisa

    Economia dos ecossistemas e da biodiversidade (TEEB) - Bacia do Rio Paraíba do Sul - Porção Paulista/São Paulo

    Concluído

    Avaliar e comunicar o papel dos serviços ecossistêmicos na economia e na sociedade no âmbito da Bacia do Rio Paraíba do Sul Porção Paulista, provendo subsídios para desenvolvimento de Políticas Públicas locais.

    Equipe

    Helena Neri Alves Pinto, LATAWIEC, A. E., STRASSBURG, B. B. N. (Responsável), IRIBARREM, ALVARO, CROUZEILLES, RENATO, LEMGRUBER, LUISA, SANTOS, JULIANA SILVEIRA DOS, Mariela Figueredo

  • 2016 – 2020Pesquisa

    Efetividade de conservação de

    Concluído

    Em 2010, a Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD) implementou o Plano Estratégico 2011-2020 para a conservação da biodiversidade, cujo objetivo é promover a implementação efetiva da convenção. Entre suas 20 metas, a Meta 11 de Aichi (AT11) estabelece que 17 das áreas terrestres devem ser conservadas por meio de um sistema de Áreas Protegidas e outras medidas eficazes de conservação baseadas em áreas (OECM). É muito provável que as OECMs sejam incluídas na Estrutura Global de Biodiversidade pós-2020. No entanto, pouco se sabe sobre se essas áreas proporcionarão impactos positivos sobre a biodiversidade e quais áreas devem ser identificadas como OECMs. Com o objetivo de contribuir para o debate internacional e brasileiro sobre Áreas Protegidas e Conservadas, avaliamos o possível papel das OECMs com suas consequências não intencionais em nível global, bem como a eficácia das possíveis OECMs no Brasil. Para isso, aplicamos entrevistas semiestruturadas com especialistas envolvidos nas discussões mais atualizadas sobre OECMs em nível internacional, avaliando as oportunidades e as consequências não intencionais que poderiam ser relatadas, bem como recomendações para evitar essas últimas. Considerando a importância de estudos de caso para apoiar a tomada de decisões, também realizamos uma revisão da literatura sobre a eficácia de áreas que não fazem parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) no Brasil. Em alguns casos, os métodos usados para fazer essa avaliação de impacto não eram adequados. Assim, usamos a análise de correspondência, um método quase experimental, para avaliar como as Terras Indígenas, os Territórios Quilombolas e as Áreas Militares contribuem para evitar a conversão da vegetação nativa e promover sua restauração. O maior benefício das OECMs parece ser o reconhecimento de áreas que têm impactos positivos sobre a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos, mas que ainda não são reconhecidas como Áreas Protegidas. Além disso, elas podem complementar as APs, aumentando a representatividade ecológica e a conectividade da paisagem. No entanto, esses benefícios dependerão, em grande parte, da implementação de diretrizes sólidas, do aprimoramento do monitoramento por meio de Áreas-Chave de Biodiversidade (KBAs) e do monitoramento com base na comunidade, da priorização de paisagens e do interesse de vários atores em relatar ou serem relatados como tal. Com relação às OECMs brasileiras em potencial, descobrimos, tanto na revisão da literatura quanto em nossa própria análise, que as Terras Indígenas tiveram, em geral, um ótimo desempenho em relação à prevenção da vegetação nativa e à promoção da restauração, seguidas pelas Unidades de Conservação de Uso Restrito. Os Territórios Quilombolas também foram eficazes para conter a conversão da vegetação nativa e promover a restauração, mas seus resultados foram mais inconsistentes, tanto na revisão da literatura quanto em nossa análise. Esses resultados mostram que outras governanças, além das governamentais, têm um papel importante na conservação da biodiversidade e na melhoria da restauração do habitat.Portanto, defendemos que seja dada mais atenção a essas áreas e que elas possam ser relatadas como OECMs, caso seus líderes concordem em fazê-lo. Além disso, é essencial que sejam implementados instrumentos e iniciativas para apoiar sua gestão e permanência, a fim de reconhecer sua importância, respeitando sua vontade e bem-estar.

    Equipe

    Helena Neri Alves Pinto (Responsável), Bernardo Baeta Neves Strassburg, GELDMANN, JONAS, L.O. CORDEIRO, CARLOS, GAIARSA, MARILIA PALUMBO

  • 2013 – 2014Pesquisa

    Elaboração de Análise Integrada do Uso da Terra e de Incorporação dos Serviços Ecossistêmicos na Formulação de Políticas Regionais na Bacia do Rio Paraitinga

    Concluído

    Promover a restauração florestal e o desenvolvimento da agricultura sustentável (especialmente melhorar a competitividade da agricultura familiar e o manejo sustentável dos recursos naturais), ajudando simultaneamente a diminuir mudanças climáticas.

    Financiadores
    • Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos - SE · COOPERACAO
    Equipe

    Helena Neri Alves Pinto, LATAWIEC, A. E., Jerônimo B. B. Sansevero, STRASSBURG, BERNARDO B.N. (Responsável), IRIBARREM, ALVARO, LEMGRUBER, LUISA, BARROS, FELIPE S. M., RANGEL, MÁRCIO CORDEIRO +1 integrantes

Orientações

Nenhuma orientação em andamento registrada.

Bancas julgadoras

06 registros
6 de 6 bancas
Por página
  • 2024
    Ingrid Almeida de Barros Pena
    OUTRAS NATUREZAS, OUTROS VALORES: Desafios e propostas para a incorporação de serviços ecossistêmicos no Brasil · Geografia · Pontifícia Universidade Católica do Rio de JaneiroBanca: Ingrid Almeida de Barros Pena, Maria Amália Oliveira, Helena Neri Alves Pinto, Ednaldo Araujo, Augusto Cesar Pinheiro, Agnieszka Latawiec
    Doutorado
  • 2023
    Selecão de alunos de Mestrado - Programa de Pós Graduacão em Ecologia - UFRJ
    · Universidade Federal do Rio de JaneiroBanca: Marcio Zikan Cardoso, Thaise Emilio, Fernando Fernandez, Alan Braz Magalhães, Helena Neri Alves Pinto
    Outra
  • 2021
    Nanci Ribeiro de Jesus
    USO E MANEJO DE PLANTAS NATIVAS E CULTIVADA EM UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA EM MINAS GERAIS DESDE A IMPEMENTAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO EM SEU ENTORNO · Estudos Rurais · Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - Campus JKBanca: Ivana Cristina Lovo, Aline Sulzbacher, Helena Neri Alves Pinto
    Exame de qualificação de mestrado
  • 2021
    I Simpósio de ecologia e conservação: integrando ciência e sociedade
    · Universidade Federal do Estado do Rio de JaneiroBanca: Helena Neri Alves Pinto
    Outra
  • 2020
    Curadora do projeto de divulgação científica "Biodiversidade em Foco".
    · Universidade Federal do Rio de JaneiroBanca: Helena Neri Alves Pinto
    Outra
  • 2017
    Bruno Meyer
    O mercado de CRA no Brasil · Geografia · Pontifícia Universidade Católica do Rio de JaneiroBanca: Rogério Ribeiro de Oliveira, Helena Neri Alves Pinto
    Graduação

Revisor de periódico

08 registros
  1. 2024 – presenteVínculo atual
    Nature Based Solutions
    Revisor de periódico
  2. 2023 – presenteVínculo atual
    Conservation Biology
    Revisor de periódico
  3. 2023 – presenteVínculo atual
    OneEarth
    Revisor de periódico
  4. 2023 – presenteVínculo atual
    Parks
    Revisor de periódico
  5. 2020 – presenteVínculo atual
    Conservation Science and Practice
    Revisor de periódico
  6. 2017 – presenteVínculo atual
    Environmental Conservation
    Revisor de periódico
  7. 2017 – 2017
    Nature Sustainability
    Revisor de periódico
  8. 2017 – presenteVínculo atual
    Perspectives in Ecology and Conservation
    Revisor de periódico

Participação em eventos

07 registros
7 de 7 participações
Por página
  • 2024
    The role of protected and conserved areas in preserving bicultural diversity in Brazil
    European Conference for Conservation Biology · Apresentação oral · Participante · Bologna
  • 2024
    Workshop Virtual Sisgen
    Ouvinte · Online
    Divulgação científica
  • 2022
    IV Conferência Brasileira de Restauracão Ecológica. Restauracão Multifuncional e Mudancas Climáticas
    Ouvinte · Vitória
  • 2016
    Workshop Restauração da Conectividade da Paisagem Florestal no Território do Mosaico Mico-Leão-Dourado
    Ouvinte · Rio das Ostras
  • 2015
    Conciliating rural development and ecological restoration: strategies and policy recommendations for the Brazilian Atlantic Forest.
    Workshop Paisagens sustentáveis: integrando desenvolvimento rural e conservação ambiental · Apresentação oral · Participante · Rio de Janeiro
  • 2015
    Workshop for The Economy of Ecosystems and Biodiversity (TEEB) for São Paulo
    The Economy of Ecosystems and Biodiversity São Paulo · Conferencista · Convidado · São Paulo
  • 2007
    Terceiro Congresso Brasileiro de Herpetologia
    Ouvinte · Belém

Formação complementar

10 registros

Coautorias

08 coautores

Na imprensa

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