Gustavo Velloso.
Livre · História
- Departamento
- História
Currículo atualizado em 14/12/2025
Cita-se como: VELLOSO, G.;VELLOSO, GUSTAVO
Resumo biográfico
Professor do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP). Doutor em História Social pela mesma instituição (PPGHS-USP) e em História Moderna pela Universidad de Sevilla (US). Suas investigações concentram-se em processos de mudança social e conflito na interface entre História da América Indígena e História da América Colonial, com ênfase para as modalidades do trabalho ameríndio, as insurreições multiétnicas, a reconfiguração das sociedades mapuches e a crise do século XVII. Coordena o "Grupo de Pesquisa sobre o Mundo do Trabalho nas Américas", constituído em 2018 e desde 2020 cadastrado no Diretório de GP's do CNPq. É autor do livro "Ociosos e Sedicionários: populações indígenas e os tempos do trabalho nos Campos de Piratininga, século XVII" (São Paulo: Intermeios, 2018) e da tese "Os nós da flecha: crise e sublevação na fronteira meridional do Império espanhol (Chile, 1655-1662)" (USP/US, 2022).
Indicadores
Áreas de atuação
04 registros- Ciencias HumanasHistória
- Ciencias HumanasHistóriaHistória Indígena e do Indigenismo
- Ciencias HumanasHistóriaHistória colonial das Américas
- Ciencias HumanasHistóriaHistória social do trabalho
Formação acadêmica
03 registros- 2018 – 2022DoutoradoConcluídoHistória Social · Universidade de São Paulo“Os nós da flecha: crise e sublevação na fronteira meridional do Império espanhol (Chile, 1655-1662)”Orientação: Carlos Alberto de Moura Ribeiro ZeronBolsa Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
- 2013 – 2016MestradoConcluídoHistória Social · Universidade de São Paulo“Ociosos e Sedicionários: populações indígenas e os tempos do trabalho nos Campos de Piratininga (século XVII)”Orientação: Carlos Alberto de Moura Ribeiro ZeronBolsa Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
- 2009 – 2013GraduaçãoConcluídoHistória · Universidade de São PauloOrientação: Eni de Mesquita SamaraBolsa Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Idiomas
03 registros| Idioma | Leitura | Fala | Escrita | Compreensão |
|---|---|---|---|---|
| Inglês | Bem | Razoável | Razoável | Bem |
| Espanhol | Bem | Bem | Bem | Bem |
| Francês | Bem | Razoável | Razoável | Bem |
Atuação profissional
11 registros- 2025 – presenteVínculo atualRevista EpígrafeMembro de corpo editorial
- 2024 – presenteVínculo atualDedicação exclusivaUniversidade de São PauloProfessor DoutorServidor Publico40h/sem
- 2024 – presenteVínculo atualEditora Práxis LiteráriaMembro de corpo editorial
- 2024 – presenteVínculo atualCardiff University
- 2024 – presenteVínculo atualUniversidad de Chile
- 2023 – 2024Dedicação exclusivaUniversidade Federal da BahiaProfessor Adjunto AServidor Publico40h/sem
- 2021 – 2021Universidade Federal do Rio de JaneiroProfessor Assistente AServidor Publico20h/sem
- 2017 – 2018Secretaria Municipal de Educação (São Paulo/SP)Professor de HistóriaServidor Publico30h/sem
- 2016 – 2017Colégio São PauloProfessor de História18h/sem
- 2015 – 2020Revista Angelus NovusMembro de corpo editorial
- 2013 – 2013Secretaria Estadual de Educação (SP)Professor EventualServidor Publico19h/sem
Produção bibliográfica
35 registros- 2021Etnicidad, esclavitud y rebelión: negros y mestizos en una revuelta amerindia (Chile, siglo XVII)Gustavo Velloso · IX Seminario Internacional República, Racismo y Pandemia: 200 años de resistencia afrodescendiente · Lima
- 2021La sublevación mapuche de 1655, más allá de su causalidad inmediata: esclavitud indígena, parlamentos y crisis imperialGustavo Velloso · Laboratorio de Mundos Coloniales y Modernos · Santiago de Chile (online)
- 2020Chile, 1655: uma sublevação de trabalhadores indígenas nas margens de um Império em criseGustavo Velloso · Seminário Linhas de Pesquisa 2020 (PPGHS-USP) · ISBN 9786587621197 · São Paulo
- 2019El enemigo se apoderó del Reino: fenomenologia de uma rebelião indígena (Chile, 1655)Gustavo Velloso · Resistance, Religion and Justice · Frankfurt
- 2017Hombres expertos nas trincheiras do trabalho e da política: Chile colonial, séculos XVI e XVIIGustavo Velloso · I Congresso de América Colonial · Campinas
- 2017Escravidão e outras modalidades do trabalho indígena em São Paulo colonial: considerações e revisão historiográficaGustavo Velloso · 25 anos de História dos Índios no Brasil: balanços e perspectivas da história indígena · São Paulo
- 2014O 'tempo do trabalho' em uma zona colonial periférica (São Paulo, século XVII)Gustavo Velloso · IX Semana de História Política: política, conflitos e identidades na modernidade · ISBN 2175-6430 · Rio de Janeiro (RJ)
- 2014Indígenas, Paulistas e o Tempo do Trabalho Colonial: uma perspectiva de interpretação das relações de trabalho (São Paulo, século XVII)Gustavo Velloso · II Congresso Internacional de História - Entre Europa, África e América: o Império Português no Atlântico Sul · ISBN 2358-7148 · Goiás (GO)
- 2012Negros, Servos e Administrados: a discussão letrada sobre o cativeiro e a substituição da mão-de-obra escrava em São Paulo (1684-1711)Gustavo Velloso · 20º Simpósio Internacional de Iniciação Científica · São Paulo
- 2012Negros, Servos e Administrados: a discussão letrada sobre o cativeiro e a substituição da mão-de-obra escrava em São Paulo (1684-1711)Gustavo Velloso · Encontro de Pesquisa na Graduação em História · São Paulo
- 2011A substituição da mão-de-obra escrava em São Paulo colonialGustavo Velloso · 19º Simpósio Internacional de Iniciação Científica · São Paulo
- 2011Sociologia, História e TotalidadeAilton Teodoro; Gustavo Velloso · I Simpósio Estudantil de Discussões Históricas · São Paulo
- 2010O Donativo real e os escravos negros e indígenas na população de São Paulo colonial (1720)Gustavo Velloso · 18º Simpósio Internacional de Iniciação Científica · São Paulo
Produção técnica
55 registros- 2025Parecer científico para o periódico 'Fronteras de la Historia'Gustavo Velloso
- 2025Parecer científico para a 'Revista Epígrafe' (artigo)Gustavo Velloso
- 2025Parecer científico para a 'Revista Epígrafe' (resenha)Gustavo Velloso
- 2025Parecer científico para a ''Revista História e Cultura'Gustavo Velloso
- 2025Parecer científico para o periódico 'Maracanan'Gustavo Velloso
- 2025Avaliação - XXXIII Simpósio Internacional de Iniciação Científica (primeira etapa)Gustavo Velloso
- 2025Avaliação - XXXII Simpósio Internacional de Iniciação Científica (etapa internacional)Gustavo Velloso
- 2024Parecer científico para o periódico 'Revista de História (USP)'Gustavo Velloso
- 2023Parecer científico para o periódico 'Maracanan'Gustavo Velloso
- 2023Parecer científico para o periódico 'Mundos do Trabalho'Gustavo Velloso
- 2023Parecer científico para o periódico 'Angelus Novus'Gustavo Velloso
- 2021Colaboração com o Projeto 'RebelData', coordenado por Luciano Figueiredo (UFF)Gustavo Velloso
- 2021Colaboração com o projeto 'Digital Mapping of Rebellions in the Iberian Monarchies', coordenado por José Vicente Serrão (ISCTE-IUL) e Mafalda Soares da Cunha (Universidade de Évora)Gustavo Velloso
- 202129º Simpósio Internacional de Iniciação CientíficaGustavo Velloso
- 2021Avaliação - XXIX Simpósio Internacional de Iniciação CientíticaGustavo Velloso · Avaliador
- 2020Parecer Científico para a 'Revista Epígrafe'Gustavo Velloso
- 2019Parecer Científico para a 'Revista Práxis Comunal'Gustavo Velloso
- 2018Parecer científico para o periódico 'Hydra'Gustavo Velloso
- 2018Parecer científico para a 'Revista Angelus Novus'Gustavo Velloso
- 2018Parecer científico para o periódico 'Journal of Historical Archaeology & Anthropological Sciences'Gustavo Velloso
- 2017Parecer científico para o periódico 'Aracê: direitos humanos em revista'Gustavo Velloso
- 201523º Simpósio Internacional de Iniciação CientíficaGustavo Velloso
- 2015Avaliação - XXIII Simpósio Internacional de Iniciação CientíficaGustavo Velloso · Avaliador
Projetos de extensão
01 registroProjetos de extensão universitária registrados no Currículo Lattes — a categoria de produção acadêmica própria, ao lado das produções bibliográfica, técnica e artística.
- Em andamento2023 – presenteExtensão
Núcleo Práxis de Pesquisa, Educação Popular e Política da USP
Colaborador (sobretudo com produção e revisão de artigos, verbetes e publicações do núcleo). O Núcleo Práxis de Pesquisa, Educação Popular e Política da Universidade de São Paulo é um coletivo político e teórico vinculado à USP, que reúne pesquisadores e educadores articulados com movimentos sociais e políticos oriundos de variadas áreas e instituições acadêmicas. Suas atividades são voltadas aos estudos emancipatórios e à política. As atividades de pesquisa, ensino e extensão universitária do Núcleo Práxis-USP são centradas sobretudo na educação popular democrática, na formação política e na difusão editorial do pensamento crítico-dialético.A dinâmica do coletivo abarca a organização de cursos e eventos político-culturais orientados ao ensino, à formação cidadã e à difusão do conhecimento crítico contemporâneo, tais como: cursos livres, seminários, fóruns de formação política e rodas de conversa junto a movimentos sociais e comunidades. Suas atividades são voltadas a estudantes de nível médio e superior, bem como a movimentos organizados comunitários, periféricos e originários.
EquipeGustavo Velloso, Yuri Martins Fontes (Responsável), Joana A. Coutinho
Projetos
10 registrosProjetos de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico registrados no Currículo Lattes.
- Em andamento2024 – presentePesquisa
Crise laboral, mudança climática e agitação ameríndia: um ciclo insurrecional nas Américas em meados do século XVII (c. 1640-1670)
O projeto tem como finalidade examinar um conjunto de mais de uma dezena de movimentos insurrecionais indígenas ocorridos em diferentes regiões do continente americano durante as três décadas intermediárias do século XVII. Considerando ao mesmo tempo as dinâmicas singulares de cada um desses acontecimentos e as conjunturas exteriores que lhes foram comuns, a investigação visa explorar analiticamente as conexões entre os múltiplos processos de transformação interna experimentados pelos grupos étnicos que se levantaram em cada região, o acirramento das tensões sociais que precedeu cada um desses levantes, levando em consideração um contexto associado de pressões laborais intensificadas sobre as populações ameríndias; e a reconfiguração das correlações de forças em escala mundial no mesmo período, fenômeno consagrado na historiografia como crise do século XVII. Ao mesmo tempo, à luz dos debates historiográficos contemporâneos no âmbito dos impactos recíprocos entre história humana e transformações ambientais, o projeto objetiva testar a hipótese segundo a qual os desajustes climáticos daquelas décadas contribuíram para desorganizar sociedades e despertar ondas de conflito em todo o globo, verificando se e em que medida o ciclo insurrecional ameríndio em discussão teve a oscilação climática como um de seus condicionantes.
EquipeGustavo Velloso (Responsável)
- Em andamento2024 – presentePesquisa
Mapping Enslavement and Forced Labour in Colonial Latin America: Using AI to Unveil Hidden Slavery Sites and Experiences
EquipeGustavo Velloso (Responsável), Guillaume Candela, José Carlos Vilardaga, Antonio Ioris, Fernanda Sposito, Aldair Rodrigues
- Em andamento2024 – presentePesquisa
Encomiendas tempranas e interacción hispano-indígena en Araucanía, Chiloé y Cuyo: cambios y continuidades en las sociedades originarias (siglos XVI - XVII)
EquipeGustavo Velloso (Responsável), José Manuel Zavala
- Concluído2019 – 2024Pesquisa
Rebellion and resistance in the Iberian empires, 16TH-19TH centuries
Economic inequalities, social exclusion, discrimination against minorities, cultural resistance and disruption of social cohesion: all these are key concerns in the current European and global agenda, in both scholarly work and policy-making. This project addresses these issues through the study of processes of resistance by social and institutional actors who have been historically disadvantaged, discriminated against and dominated. RESISTANCE intends to provide an understanding of how these actors were able to influence processes of social change, either by opening societies to diversity and making them more inclusive and equal, or, conversely, by causing the increase of repression. Rooted in the disciplinary field of history, RESISTANCE seeks to use the past as a laboratory for the observation and analysis of complex processes of resistance and dynamics of conflict, allowing the critical thinking of current conflicts in our European multicultural societies. By using a concept of resistance that connects continued and less visible forms of resistance, cultural dissent and violent revolts, this project widens the understanding of the processes that lead to the erosion of the political body. The focus is on the former Iberian empires, Portugal, Spain and their colonies, over an extended period of time, from the sixteenth century to the first half of the nineteenth century. The spatial framework covers Europe, the Americas, Africa, and Asia. Because of the very nature of these large-scale political entities, the two Iberian empires were based on diversity and inequality as far as the political, legal, ethnic, social, economic, cultural, religious spheres and gender were concerned. By incorporating the European processes of subordination and resistance into a comparative framework of inquiry that is more usually found in post-colonial studies and more commonly applied to colonial societies, RESISTANCE challenges the image of the dominated as mere victims, thus enriching our knowledge of agency, subjectivity, diversity, complexity and, above all, their capacity for participating in decision-making processes and changes in society. The ultimate goal of RESISTANCE is to produce a reinterpretation of the universe of the dominated and their impact on societal changes. Additionally, this project intends to put together a transnational network for research and training involving universities and research units in Europe, America and Africa with the aim of fostering innovative research and the transfer of knowledge in the field of cultural diversity, power relations and social change. To this end, RESISTANCE is organised as follows: it is led by the University of Évora, and made up of six other European academic institutions (in Portugal, Spain and Germany) and six non-European universities (in Chile, Argentina, Brazil, Cape Verde, Mexico, and the USA). The research team consists of nearly 90 researchers at different stages of their career development, and two technical staff members. Teams are coordinated by researchers with a solid track-record of research on the workings of political processes and social dynamics in the Iberian empires during the early modern period, ensuring that the study of diverse forms of resistance will be in tune with the latest academic works produced. The mobility aspect of our project will use to the best advantage the range of different skills of each group, producing synergies and exploiting complementarities.
EquipeGustavo Velloso, Evergton Sales, Mafalda Soares da Cunha (Responsável), José Vicente Serrão, Moreno Pacheco, Ana Paula Medicci, Gabriela Sampaio, Iacy Mata
- Em andamento2018 – presentePesquisa
LABORINDIO - Grupo de Pesquisa sobre o Trabalho Indígena nas Américas
O LABORINDIO iniciou suas atividades em outubro de 2018 na Universidade de São Paulo e se dedica à investigação das múltiplas modalidades de trabalho indígena praticadas em cada tempo e espaço da América Colonial (s. XVI-XIX). O trabalho permanente de levantamento bibliográfico e discussão tem nos levado a constatar uma carência de propostas sistemáticas que ofereçam um panorama detalhado sobre o assunto, vigorando visões parciais que consideram apenas poucas regiões e/ou os sistemas mais conhecidos. Predomina ainda uma confusão conceitual sobre o seriam formas de trabalho, modos de recrutamento, regimes, sistemas e modalidades laborais. Desenvolvemos hoje um panorama histórico, conceitual e classificativo sobre as distintas formas de trabalho indígena e suas respectivas características definidoras. Encontra-se em processo de produção um dicionário histórico sobre o trabalho indígena nas Américas espanhola, portuguesa, inglesa e francesa.
EquipeGustavo Velloso (Responsável), Eduardo Henrique Gorobets Martins, Gabriel Cardoso Bom, Camila Loureiro Dias, Manuel Mendez Alonzo, Umberto Ribeiro Reis Samogin Vieira, Carlos Henrique Gonçalves Conceição Junior, Jennyfer Mayara Vieira de Figueiredo +3 integrantes
- Concluído2018 – 2022Pesquisa
Os nós da flecha: crise e sublevação na fronteira meridional do Império espanhol (Chile, 1655-1662)
Em meados do século XVII, uma sublevação indígena de extraordinárias proporções abalou as áreas de ocupação colonial hispânica no centro-sul do Chile, então província do vice-reino do Peru, e desencadeou a ira dos moradores da cidade de Concepción contra as autoridades coloniais instituídas. Naquele tempo, as diferentes comunidades mapuches da região atravessavam o momento crucial de um processo de sociogênese que se expressava na articulação cada vez mais ampla e coesa de laços de aliança política e cooperação guerreira. O Império espanhol, ao contrário, colapsava na esteira do esgotamento de seu antigo modelo de exploração colonial e da ascensão de potências marítimas de novo estilo que começavam a fazer-lhe sombra em meio a um contexto internacional revolucionário. A simultaneidade desses dois movimentos produziu no âmbito local uma crise de sociabilidade e gerou graves impasses para a reprodução da vida na colônia. Foi no interior dessa conjuntura repleta de tensões que milhares de indivíduos com procedências, microetnias, situações jurídicas e ocupações laborais diversas adotaram a alternativa da insurreição conjunta. O presente trabalho se debruça sobre tal acontecimento e procura interpretá-lo em sua complexidade imanente, situando-o na intersecção de um complexo múltiplo e contraditoriamente estruturado de crises sociais.
EquipeGustavo Velloso (Responsável)
- Concluído2013 – 2016Pesquisa
Ociosos e Sedicionários: populações indígenas e os tempos do trabalho nos Campos de Piratininga (século XVII)
O presente trabalho contém uma leitura do processo de incorporação colonial das populações indígenas assentadas no sul do continente americano durante o século XVII, a partir de seu envolvimento forçado em padrões temporais de trabalho estranhos àqueles a que estavam, até então, habituados. A análise tem como foco geográfico a área planaltina de São Paulo, onde na época foram instalados sítios e fazendas agrícolas cuja produção comercial empregou centenas de nativos. Argumenta-se que os variados grupos indígenas situados então naquelas partes, a despeito da sua diversidade, compartilhavam análogos padrões de assentamento e expectativas relacionadas ao trabalho produtivo. Progressivamente, tais expectativas foram sendo inviabilizadas pela subsunção forçada daqueles grupos a uma estrutura complexa de produção de excedentes de cujos controle, sentido e ritmos de trabalho eles se encontravam, grosso modo, alienados. Tentativas de restabelecimento da situação anterior originaram reações violentas, bem como fugas individuais e coletivas, práxis de um momento crucial da história colonial paulista
EquipeGustavo Velloso (Responsável)
- Concluído2011 – 2013Pesquisa
Negros, Servos e Administrados: a discussão letrada sobre o cativeiro e a substituição da mão de obra escrava em São Paulo (1684-1711)
Negros, servos e administrados é uma investigação que se pretende, ao mesmo tempo, conceitual, empírica e historiográfica. Seu esforço empírico consiste em apontar e problematizar alguns elementos explicativos centrais da especificidade histórica do processo de substituição dos escravos indígenas pelos africanos na região paulista. Para isso, vale-se tanto de fontes documentais discursivas e qualitativas quanto de evidências seriais e de teor quantitativo
EquipeGustavo Velloso (Responsável)
- Concluído2010 – 2011Pesquisa
O Donativo Real e os escravos negros e indígenas na população de São Paulo colonial (1729)
Transcrição e análise do levantamento populacional elaborado em 1729 como subsídio para a cobrança do Donativo Real que, a mando do monarca luso D. João V, deveria arrecadar na cidade de São Paulo 10 mil cruzados ao ano para financiar o casamento dos príncipes portugueses com herdeiras da Coroa espanhola. Mais que informações demográficas, a listagem resultante constitui evidência de uma ideologia escravista contida nos próprios sistemas de classificação social com que se representou a força de trabalho pertencente aos moradores e proprietários locais
EquipeGustavo Velloso (Responsável)
- Concluído2009 – 2010Pesquisa
Senhoras do Café: gênero, família e riqueza em São Paulo (1836-1872)
Projeto Integrado, coordenado por Eni de Mesquita Samara. A pesquisa visava estudar o patrimônio das mulheres paulistas, proprietárias de bens e de negócios no período de 1836 a 1872, procurando entender o processo de circulação da riqueza na cidade com o desenvolvimento econômico propiciado pelo café
EquipeGustavo Velloso, Eni de Mesquita Samara (Responsável), Patrícia Garcia Ernando da Silva, Breno Henrique Selmine Matrangolo, José Carlos Souza de Aquino, Caio Henrique Arruda da Silva
Orientações
- Iniciação Científica
desde 2025Diogo Ramos Nicodemo · OrientaçãoMandamientos e trabalho mineiro: um estudo da legislação colonial sobre o trabalho das minas na Nova Espanha (1575-1603) · História · Universidade de São Paulo · Bolsa FFLCH-USPEm andamento - Iniciação Científica
desde 2025Luis Gustavo Hilario Oliveira · OrientaçãoEstratégias de incentivo ao uso do acervo físico da Biblioteca Florestan Fernandes (FFLCH-USP) por estudantes de graduação · História · Universidade de São Paulo · Bolsa PUB-USPEm andamento - Iniciação Científica
desde 2025Pedro Henrique Perico Gomes · OrientaçãoEntre a pele e o ferro: realidades sociais e jurídicas das populações indígenas na Nova França (1534-1763) · História · Universidade de São PauloEm andamento - Iniciação Científica
desde 2025Thiago Bitencourt · OrientaçãoTrabalhadores indígenas na iconografia colonial americana: exposições itinerantes na cidade de São Paulo e na internet · História · Universidade de São Paulo · Bolsa PUB-USPEm andamento - Iniciação Científica
desde 2025Lettycia Santos Souto de Almeida · OrientaçãoCategorias de trabalho e trabalhadores indígenas nas Américas (séculos XVI-XIX): glossário e cartografia digital · História · Universidade de São Paulo · Bolsa PUB-USPEm andamento - Mestrado
desde 2024Hugo César de Souza da Silva · Co-orientaçãoAções de liberdade no Alto Sertão da Bahia (Caetité, 1811 - 1888) · História · Universidade Federal da BahiaEm andamento
Bancas julgadoras
08 registros- 2025Amanda Souza LeiteAlianças, negociações e armas em mãos: relações entre insígenas e espanhóis no Chile do século XVII · História · Universidade Federal de Mato GrossoBanca: Anderson Roberti dos Reis, Thaís Leão Vieira, Gustavo VellosoMestrado
- 2025Antônio Mario David Siqueira Ferreira"Por amor de Deus e por amor de Vossa Majestade e por amor da Pátria": teologia política e razão de Estado em Antônio Vieira (1626-1652) · História Social · Universidade de São PauloBanca: Carlos Zeron, Camila Corrêa e Silva de Freitas, Daniel Pimenta Oliveira de Carvalho, Gustavo VellosoDoutorado
- 2025Vinicius Soares LimaElites indígenas, lei e justiça na Audiência de Lima, vice-reino do Peru (1580-1664) · História Social · Universidade de São PauloBanca: Eduardo Natalino dos Santos, Gustavo Velloso, Renzo HonoresExame de qualificação de doutorado
- 2025Lucas Forti FernandesA forma mercadoria nas relações entre o trabalho indígena e a estrutura fundiária em São Pedro do Rio Grande do Sul entre 1770 e 1822Banca: Rodrigo Goyena Soares, Elisa Frühauf Garcia, Gustavo VellosoExame de qualificação de mestrado
- 2024Valney Mascarenhas de L. FilhoNas redes do tráfico: economia mercantil, contrabando de africanos e tráfico interno de escravizados na Bahia, século XIX · História · Universidade Federal da BahiaBanca: Maria de Fátima Novaes Pires, Luana Teixeira, Robert W. Slenes, Gustavo VellosoExame de qualificação de doutorado
- 2024Amanda Souza LeiteResistências indígenas no Chile do século XVII segundo crônicas coloniais · História · Universidade Federal de Mato GrossoBanca: Anderson Roberti dos Reis, Gustavo Velloso, Thaís Leão VieiraExame de qualificação de mestrado
- 2024Felipe Schulz PraiaConcepções políticas das populações indígenas durante o processo de formação dos Estados autônomos do Paraguai e da Província de Corrientes (1820-1862) · História Social · Universidade de São PauloBanca: Carlos Zeron, Gustavo Velloso, Ignacio TelescaExame de qualificação de doutorado
- 2023Umberto Ribeiro Reis Samogin VieiraA conquista da Amazônia e o padre Antônio Vieira: Indígenas, escravidão e profecias no cumprimento do Quinto Império (1652-1662) · História Social · Universidade de São PauloBanca: Carlos Zeron, Eduardo Natalino dos Santos, Adma Fadul Muhana, Gustavo VellosoMestrado
Prêmios e títulos
03 registros- 2024Terceiro Prêmio ANPHLAC de TesesAssociação Nacional de Pesquisadores e Professores de História das Américas
- 2017Prêmio História Social - Dissertações (2015-2016)Programa de Pós-Graduação em História Social - FFLCH/USP
- 2017Prêmio Fernão Mendes PintoAssociação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP)
Participação em eventos
46 registros- 2025"Depósito de índios": uma categoria laboral cambiante em tempos desiguais do processo colonial nas AméricasCEstA Dupla · Conferencista · Convidado · São Paulo
- 2025Revoltas ameríndias multiétnicas no planalto de São Paulo (década de 1650)III Jornada de estudos: São Paulo colonial em perspectiva · Simposista · Convidado · São Paulo (SP)
- 2025Sistemas de trabalho na História do BrasilAspectos da Cultura Brasileira I · Conferencista · Convidado · São Paulo (SP)
- 2025Insurreição, sociogênese mapuche e crise imperial: os nós da flecha (1655-1661)Conferência: "Insurreição, sociogênese mapuche e crise imperial: os nós da flecha (1655-1661)" · Conferencista · Convidado · Juiz de Fora
- 2024A segunda servidão nas Américas em meados do século XVII: delimitação conceitual e caracterização do movimento históricoXVI Encontro Internacional da ANPHLAC · Apresentação oral · Participante · Londrina
- 2023Uma onda insurrecional ameríndia nas fronteiras americanas do Império espanhol (décadas de 1640-1660)I Seminário Discente PPGH-UFBA · Conferencista · Convidado · Salvador
- 2023Os nós da flecha: crise e sublevação na fronteira meridional do Império espanhol (centro-sul do Chile, 1655-1662)Seminário do PINEB · Conferencista · Convidado · Salvador
- 2023Dez sublevações contemporâneas: uma onda insurrecional ameríndia nas fronteiras americanas dos Impérios ibéricos (décadas de 1640-1660)IX Encontro Internacional de História Colonial · Apresentação oral · Participante · Aracaju (SE)
- 2022Cativeiro, escravização e comércio de índios livres: da prática espontânea às tentativas de fundamentação jurídica (Chile, década de 1650)IX Colóquio História, Arqueologia e Antropologia da América Indígena · Apresentação oral · Participante · São Paulo (SP)
- 2022Ser indígena en América colonialCiclo de conferencias em Historia de América (PUCV) · Conferencista · Convidado · Valparaíso
- 2022Tempo e trabalho nas missões jesuítico-guaranisMissões jesuíticas nos territórios guaranis: o cotidiano · Apresentação oral · Participante · Online
- 2021La sublevación mapuche de 1655, más allá de su causalidad inmediata: esclavitud indígena, parlamentos y crisis imperialLaboratorio de Mundos Coloniales y Modernos · Apresentação Oral · Participante · Santiago de Chile (online)
- 2021IX Seminario Internacional República, Racismo y Pandemia: 200 años de resistencia afrodescendienteRepública, Racismo y Pandemia · Apresentação oral · Participante · Lima
- 2021Trabalho e rebelião social entre papéis: práticas de registro e sociabilidadeColóquio Internacional História & Documento: a pesquisa histórica no Arquivo das Índias · Apresentação Oral · Participante · São Paulo
- 2021História IndígenaI Jornada de Estudos São Paulo Colonial em Perspectiva · Simposista · Convidado · São Paulo (online)
- 2021Presentación del libro publicado por Yobani JaureguiLegislación canónica y matrimonios de esclavizados en la América colonial · Avaliador · Convidado · Lima
- 2020Mingaco: labor colectiva, metabolismo social y procesualidad histórica (sur de Chile, siglos XVI-XVII)I Jornada de Historia de América, siglos XV-XIX · Apresentação oral · Participante · Valparaíso
- 2020Lukács: Ontologia e HistóriaHistória Social das Ideias Políticas na América Colonial · Conferencista · Convidado · São Paulo
- 2019EsclavitudCongreso Internacional La Trata de esclavos en el Atlántico Ibérico · Apresentação Oral · Participante · Sevilla
- 2019Regímenes, sistemas y modalidades de trabajo indígena en América ColonialEsclavitudes Atlánticas · Conferencista · Convidado · Sevilla
- 2019El Imperio hispánico y el alzamiento mapuche de 1655: reacción, represión y socorrosAmérica y el mundo ibérico en la Edad Moderna: historias comunes, sociedades diversas · Apresentação oral · Participante · Madrid
- 2019El enemigo se apoderó del Reino: fenomenologia de uma rebelião indígena (Chile, 1655)Resistance, Religion and Justice · Apresentação Oral · Participante · Frankfurt
- 2019Trabajo indígena y reproducción social en zonas coloniales fronterizas: los casos de São Paulo (Brasil) y Concepción (Chile)V Encuentro de Jóvenes Investigadores de la FEHM · Apresentação Oral · Participante · Sevilla
- 2018As modalidades do trabalho indígena em Chile colonial e o caso da rebelião mapuche de 1655IX Congresso de História Econômica · Apresentação oral · Participante · São Paulo
- 2018O marxismo visto de foraHistória Intelectual · Moderador · Convidado · São Paulo (SP)
Formação complementar
06 registrosCoautorias
01 coautor- 3 obras
Na imprensa
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